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Bem-vindo

quarta-feira, junho 9th, 2021

Bem-vindo a estas canções!

Numa certa ocasião, reunido com amigos compositores, tive a ideia de fazer uma parceria musical com cada um deles. Como venho trabalhando na música infanto-juvenil, desde que criei a Turma do Balão Mágico, “há mais de quarenta anos”, imaginei um repertório que refletisse a criança em cada um dos parceiros. Seria um “Balão Mágico” para maiores? Pode ser, talvez movido pelo sentimento de que a infância não volta mais, mas a criança permanece.

São 12 composições inéditas e os meus parceiros são: Carlos Lyra, Dado Magnelli, Daltony Nóbrega,  Dino Galvão Bueno, Eduardo Gudin,  Laércio de Freitas, Luis Roberto Oliveira, Marcos Valle, Nelson Ayres e Théo de Barros, e uma música de  (Anibal Augusto Sardinha – Garoto).

Participaram deste álbum como intérpretes : Céu, Alaíde Costa, Renato Braz, Adriana Godoy, Diogo Poças, Jean William, Ricardo Barros, Maria Clara Novaes, Margareth Darezzo e Edgard Gianullo. Todos os arranjos são de autoria de Pichu Borrelli. A ilustração da capa é de Paulo Caruso.

Este álbum /CD já está disponibilizado nas seguintes plataformas musicais, entre neste link.

https://tratore.ffm.to/bemvindo

Letras:

Bem-te-vi

De lá do céu ouvi

um bem-te-vi

que bem me viu assim

Assobiando azul

agradeci

que bom estar aqui

que bom que bem-te-vi

Quis imitar o som da tua voz

Mas eu não consegui

e, em compensação

um bem-te-vi

me trouxe essa canção

Felicidade

que bom te ouvir

cantando por aí

lá e aqui

ali, acolá

que nem bem-te-vi

Fefê, a foca fofoqueira

Fefê, foca fofoqueira,

faz fofoca até de focinheira

Venenosa

jararaca

foca na fofoca e ataca

Peçonhenta

Fefê inventa e aumenta um ponto

– Sabe o que ela me contou?

– Depois eu conto

Fefê a foca

Foca na fofoca

Fefê a foca

Foca na fofoca

Vagalume

Todo dia o vagalume

recarrega a bateria

à noitinha, acende, voa           

reluzindo alegria

Voa, voa pirilampo

Faz do céu sua casinha

Luze,  luze

lume, lume

mais parece uma estrelinha

Luze luz luze luz        

luze luze luze lume

luze luz luze luz

vaga luz, o vagalume  

Palhaço

Quando eu piso no picadeiro

Todo mundo abre um sorriso

a plateia é só riso

riso

isso que eu preciso

Se eu vejo uma criança

de carinha amarrada

caio logo na palhaçada

e desamarro a risada

Eu nasci pra ser palhaço

palhaçar, palhaçaria

esse é meu dia-a-dia

Eu nasci pra ser palhaço

semeando o que eu faço

vou colhendo alegria

Sou palhaço

amo o que eu faço

sou pirueta

eu sou tropeção

Sou anedota

sou espoleta

dou cambalhota

no seu coração

Joguinho de Montar

O que você quer ser quando crescer?

viviam me perguntando    

Quanta coisa eu podia ser…

…eu ficava, só imaginando…

Um atleta, um cientista, um pop star

Um médico, mamãe ia adorar!

Por meu pai eu seria engenheiro

e de tudo que podia

eu queria ser bombeiro

Bombeiro

eu queria ser

bombeiro

um herói verdadeiro

super-herói verdadeiro

Bombeiro

eu queria ser

bombeiro

um super-herói verdadeiro

O que você quer ser quando crescer?

viviam me perguntando    

Quanta coisa eu podia ser… e fazer

…eu ficava, só imaginando…

E agora , o tempo conta o que eu sou

É mágico eu fui, eu sou vovô

E assim o que eu tenho pra contar

Sou um cara igualzinho

Um joguinho de montar

Bombeiro

eu queria ser

bombeiro

um herói verdadeiro

super-herói verdadeiro

Bombeiro

eu queria ser

bombeiro um super-herói verdadeiro

Beija-Flor

Pititico beijoqueiro                                     

Entre as flores vou que vou

Bom de bico vou maneiro                        

Voo, beijo, beijo, voo

Murmurando levo amores

Levo pólen flor em flor

Beijos doces, multi cores

Bem feliz vou que vou

Nas asas do amor

Eu acordo bem cedinho                                              

Tenho muito que voar

Deus me livre de gaiolas

Não consigo nem pensar

Trabalhando, namorando

Sou um beijo voador

Pra beijar não me atrapalho

Afinal eu nasci pra ser um beija-flor

Voo voo, zôo zôo                                                        

Sou artista, sou o show

E mergulho que nem um um trapezista

Paro e beijo que nem equilibrista

É por isso que me chamam

flor do vento, flor de mel

Colibri encantador

Flor das flores, flor do céu

Para cima, para baixo                                 

Para frente, para trás

Engraçado, eu sei voar de lado

Quero ver quem é que é capaz

Giro as asas feito um oito

Colorindo o infinito

Indo e vindo, flor em flor

Passarinho

Beija-flor

Galinho Dorminhoco

Acorda seu galinho dorminhoco

acorda, tá na hora de cantar

o sol tá lá no céu desde cedinho

e o seu galinho nada de acordar

Acorda reloginho preguiçoso

o dia tá cansado de esperar

galinho dorminhoco abre o bico

quem tem cocorico tem que cocoricar

O gato mia

o pintinho pia

o lobo uiva

ruge o leão

A vaca muge

late o cãozinho

grasna o patinho

relincha o alazão

O burro zurra

o elefante urra

os bichos tem seu jeito de falar

Galinho preguiçoso abre o bico

quem tem cocorico tem que cocoricar

Minha terra

Dá licença dá licença

é a vez da minha terra

de cantar os seu encantos

e as riquezas que ela tem

Minha terra é tão bonita

que dá gosto a gente ver

e não há lugar no mundo

tão bom de se viver

Nosso céu tem mais estrelas

nossos bosques tem mais flores

nossa vida mais amores

e aqui eu sou feliz

Minha terra é um barquinho

navegando no infinito

minha terra meu planeta azul

você é meu país

Bichinhos de estimação

Você gatinha do meu coração

você meu carneirinho de algodão

você bichinho de estimação

é você

é você

é você

Você leoa, eu o seu leão

você ursinho mais do que pimpão

você bichinho de estimação

é você

é você

é você

Assim,

a lua e o sol

a flor e o jardim

assim somos os dois

nós dois

Amor

eu gosto de você

‘cê quer saber porque

é você

é você

Planta Planta

Planta, planta

planta aqui e planta lá

Planta, planta, planta

faz o verde verdejar

Verdejar

verdejar o chão

verde já

verde já na plantação

Viva, viva o ar

xô poluição

vamos juntos verdejar

verde já na plantação

Planta um pé, pé, pé

pé-de não sei que

pé de água de beber

pé-de

pede pra chover

Planta, planta, planta

pé, pé, pé

planta, planta, planta planta, planta no seu pé

Será?

Às vezes eu acho que sim

às vezes, eu acho que não

concordo, às vezes discordo

nem sempre acredito

nem sempre duvido, depende…

Eu acho que tenho razão

às vezes me dizem que não

disseram até que eu

ando me achando

a dona da opinião

Será que eu preciso

ter sempre razão

será mania de competição

será teimosia ou…

será que eu .. tô me achando demais?

E dizem que eu vivo

Querendo impor

aquilo que acho

que tem mais valor

será que no mundo tem

um alguém que tem

sempre razão?

Será que é bom discutir

será que é melhor concordar   

discordo

duvido

acredito

depende…

será que é melhor conversar?

Bem-vindo

Seja bem vindo

aqui nesta canção

canta comigo

faz bem pro coração

Canta, espanta

aquilo que é ruim

o mundo será bem mais feliz assim

Seja bem vindo

aqui é seu lugar

canto contigo

é sempre bom cantar

Canta amigo, o bem que não tem fim

o mundo será bem mais feliz assim

Faz desta canção

uma oração

de fé, amor e paz

Canta esta canção

vem comemorar

bem-vindo ao nosso lugar

Deixa tristeza lá fora, por favor

fica na boa, libera o bom humor

E canta, espanta

aquilo que é ruim

o mundo será bem mais feliz assim

Aqui é seu lugar

agora é seu lugar

é hora de cantar

é sempre bom comemorar

Cantos da natureza: Pau Brasil e Edgard Poças pelo selo Sesc Digital.

quinta-feira, novembro 5th, 2020
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Grupo Pau Brasil comemora 40 anos com o álbum infantil Cantos da Natureza, lançado pelo Selo Sesc

Letras de Edgard Poças musicadas por Rodolfo Stroeter e Nelson Ayres, arranjadas e executadas pelos músicos do Pau Brasil evidenciam as riquezas e belezas da nossa natureza; entre os intérpretes, tem as cantoras Ceu, Marlui Miranda, o cantor Edgard Gianullo e o Trio Amaranto; álbum chega primeiro no Sesc Digital no dia 7 de outubro, e nos demais players de streaming no feriado de 12 de outubro, Dia das Crianças


Trata-se de um projeto educacional e didático que visa apresentar à criança as belezas, emoções e riquezas naturais, com o adulto na leitura das canções. Um disco a ser utilizado até mesmo nas salas de aula.

São 19 faixas que descrevem de forma muito criativa e divertida os quatro elementos da natureza – a água, o fogo, a terra e o ar –, a chuva, a nuvem branquinha, o céu cinzento, o arco-íris, o relâmpago e o trovão. Do mundo animal, um estranho mamífero que bota ovo e que tem um ferrão venenoso, mas é bonzinho. Estamos falando do ornitorrinco, um bicho que pouca gente conhece.

Todas as letras são do compositor, escritor e pesquisador Edgard Poças – criador da Turma do Balão Mágico. Entre os intérpretes, destaque para as cantoras Céu, Marlui Miranda, que já fez parte do Pau Brasil, e Maria Clara Novaes, e os cantores Edgard Gianullo, Renato Braz, Sérgio Santos e Diogo Poças, além do próprio Edgard que canta em duas faixas. Participam também o coral infantil Trovadores Mirins, sob regência da maestrina Lucila Novaes e o Trio Amaranto, de Belo Horizonte, formado pelas irmãs Ferraz, Flávia, Lúcia e Marina.

Cantos da Natureza chega em 2020, mas a sementinha do projeto começou a ser semeada ainda no início dos 1970. A história passa por Rodolfo Stroeter quando, ainda adolescente, aos 14 anos de idade, foi estudar música com Edgard Poças que desembargava em São Paulo, vindo de Portugal, após uma curta temporada no país europeu. E foram nas aulas de iniciação musical que Poças estimulou Stroeter a conhecer também o universo da literatura. A relação do letrista e compositor com o que viria a ser tornar o contrabaixista do Pau Brasil se estabelece a partir daí.

Passadas algumas décadas, Rodolfo Stroeter produzir um disco de música infantil do Trio Amaranto – que também são a gênese deste projeto do Pau Brasil –, e cujo repertório incluiu a Suíte 4 Elementos e O Ornitorrinco, também presentes neste álbum do quinteto paulista. A partir daí, Edgard e Rodolfo intensificaram o trabalho em conjunto com o objetivo de ampliar o repertório de canções. Desta vez, pensado para o grupo Pau Brasil.

“Cantos da Natureza é a celebração de um projeto infantil dentro de um contexto de um grupo de música. É a música cuidada, tratada, arranjada, executada e improvisada, ou não, por um conjunto musical que tem distinção sonora. Depois de 40 anos, o grupo Pau Brasil se tornou um som”, destaca Rodolfo Stroeter.

Das 19 músicas, vale alguns destaques começando pela Abertura Suíte 4 Elementos, onde Edgard Poças transforma em personagens os quatro principais elementos da natureza: a água, o fogo, a terra e o ar. Uma composição com enredo de musical infantil. Segundo o letrista, é a primeira vez que a música infantil se apropria da ideia de Suíte – que é reunir em uma única obra várias peças musicais.

Apresentações feitas, cada um dos elementos naturais chega na sequência com a sua própria canção. Na ordem, Água traz uma singela descrição desta substância química cujas moléculas são formadas por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Abundante no universo, em especial no planeta Terra, onde cobre grande parte de sua superfície com rios, lagos e mares.

Fonte de energia e risco às florestas, a música Fogo expõe as diferentes formas encontradas desta mistura de gases a altas temperaturas. Das fogueiras à lava dos vulcões, das lareiras e até mesmo à língua dos dragões. Interpretada pela cantora Marlui Miranda na companhia do Trio Amaranto, Terra lembra que vivemos no planeta que é a casa do mundo e que se trata do elemento natural que precisa dos outros três – o fogo, a água e o ar. Por fim, a mistura de gases que compõem a atmosfera da Terra. Em Ar, a letra de Edgard Poças destaca que todo mundo precisa e quer um ar puro e é por isso que dizemos: chega de poluição!

Edgard Poças relaciona todos esses aspectos da natureza para trazer um mundo melhor às crianças. A nossa natureza que é linda, viva, colorida e movimentada, é também lembrada através das flores, das estrelas, do som, do mar e até dos peixes que não são peixes.

A nuvem branquinha, o céu cinzento, o relâmpago e o trovão, a chuva e o arco-íris aparecem em forma de canções na Suíte da Chuva. Em Adivinha, Quem Sou Eu?, está o som e a sua propagação em suas múltiplas formas, presente em todos os lugares e todos os cantos. A letra de Chuva começa com uma nuvem que parece um carneirinho e, de repente, se transforma em um leão.

Com letra e interpretação de Edgard Poças, a cantiga de ninar Soneca é a composição do disco para os adultos embalarem os bebês no sono. A letra é um convite a contar, um a um, a passagem dos Sete Anões. Do sabido Mestre ao carinha amoroso que é o Feliz, sem se esquecer do engraçado do Dunga, do mal-humorado do Zangado, do faceiro e manhoso do Dengoso e do Atchim. E cadê o Soneca na terra dos sonhos?

Repertório, acesse o link abaixo.

Letras

19 faixas

Minha Terra

Dá licença dá licença

é a vez da minha terra

de cantar os seu encantos

e as riquezas que ela tem

Minha terra é tão bonita

que dá gosto a gente ver

e não há lugar no mundo

tão bom de se viver

Nosso céu tem mais estrelas

nossos bosques tem mais flores

nossa vida mais amores

e aqui eu sou feliz

Minha terra é um barquinho

navegando no infinito

minha terra meu planeta azul

você é meu país

Abertura Suíte “Os 4 Elementos”

Um, dois, três, quatro amigos

nem precisa apresentar

somos os quatro elementos

água, fogo, terra, ar

Somos muito importantes

cada qual no seu lugar

um, dois, três, quatro amigos

água, fogo, terra, ar

Água de beber, camará

fogo de acender, oleré

terra de plantar, olará

ar pra respirar

huuuuummmmm

Água de banhar, camará

fogo de queimar, oleré

terra de colher, olará

tudo pelo ar

oh….

Um, dois, três, quatro amigos

água, fogo, terra, ar

nós fazemos tantas coisas

deixe cada um contar

Nós fazemos tantas coisas deixe cada um contar

Água

Não tenho sabor nem gosto

nem cheiro, nem tenho cor

mas, todo mundo me acha

fresca, gostosa e boa

sou neve, neblina, nuvem

orvalho, gelo, vapor 

sou pingo, e também sou chuva

sereno, garoa

Sou riacho, rio, mar

cachoeira eu desço a serra

mato a sede da terra

sei lavar e cozinhar

Sou calma e movimento

lago e correnteza

doce e salgada

espelho do céu

e fonte da natureza

Não tenho sabor nem gosto

nem cheiro, nem tenho cor

mas, todo mundo me acha

Fresca, gostosa e boa

Xuê, xuê

xuá, xuá

água limpinha

pra gente tomar

Xuê, xuê

xuá, xuá

água de beber, camará

Fogo

Eu sou quente eu sou fogo

fervo e boto pra queimar

de faísca à labareda

posso até incendiar

Eu sou fonte de energia

precisando é só chamar

quando eu queimo as florestas

chama a água pra apagar

Quem souber usar

sei que vai gostar de mim

e quem se queimar

pode achar que eu sou ruim

Alegria das fogueiras

sou a lava dos vulcões

sou a dança das lareiras

e a língua ds dragões

Dos fogões, eu sou o rei

rei das velas, o pavio

eu aqueço corações

e esquento até o frio

Terra

O nome desse planeta

É o mesmo que o meu

É o meu

Por isso

A mais importante dos quatro

Sou eu

É brincadeira, estou provocando vocês

Vocês

O fogo, a água, o ar

Eu preciso dos três

Terra, a casa do mundo

O raso, o fundo

O piso, o chão

A cordilheira gigante

Poeira miúda 

Na palma da sua mão

Terra, o solo, aonde se planta

Se colhe, pra gente viver

Terra, sou fértil e sêca

Macia e dura

Até de moer

Pra me banhar

Tenho água da chuva

Do rio, e do mar

A luz do sol

E o fogo pra me esquentar

Falta um só elemento se apresentar

É o ar

Vem seu cabeça-de-vento

Sua vez de cantar

Vem seu cabeça-de-vento

Sua vez de cantar

De cantar

Ar

Ar

Huuuummmmmmm

Ar

Ar

Eu sou o ar

salve o ar

viva! viva

é tão gostoso

inspirar e expirar

Eu sou o ar

salve o ar

todo mundo quer ar puro

viva! viva

salve o ar

É por isso que eu digo

chega de poluição

o ar puro é saúde

viva! viva

seu pulmão

Eu sou o ar

salve o ar

viva! viva

é tão gostoso inspirar e expirar

Encerrramento da Suíte

Um, dois, três, quatro amigos

água, Fogo, Terra, Ar

estamos aqui para servir vocês

usem sem abusar

Um, dois, três, quatro amigos

o mais importante é nenhum

Somos quatro mosqueteiros

um por todos

todos por um

Somos quatro mosqueteiros

um por todos todos por um

O cravo casou com a rosa

O cravo beijou a rosa

debaixo de uma sacada

a rosa que era amarela

ficou vermelha envergonhada

Depois os dois se casaram

fizeram uma festança

vieram as flores belas

trazendo cores e muita dança

Alamanda, Açucena, Flor-de-Liz

Madressilva, Girassol

Tulipa

Abélia

Crisântemo, Papoula, Malmequer

Lírio, Palma, Azaléia

Begônia

Bromélia

Gerânio

Zínia

Glicínia

Brinco-de-Princesa

Orquídea

Jasmim

Gardênia

Copo-de-Leite

Sálvia

Dália

Isso sim, é que é jardim      

Petúnia! Jacinto! Violeta

todo mundo satisfeito

Margarida, Hortência, Narciso

esperando o Amor-Perfeito

Onze-Horas, com um Buquê-de-Noiva

a Camélia toda prosa no  salão

ano que vem, na primavera

vai se casar com o Dente-de-Leão

Estrelinha

Estrelinha linda

era só brilhar                          

e sonhar no azul do céu

e caiu no mar

Veio uma onda

lhe deixou na areia                             

estrelinha dormiu apagou-se

acordou sereia

Foi morar numa ilha, sozinha

cantou o seu canto encantado

pras ondas de prata trazerem             

um namorado

Piratas e aventureiros

surgiram de todos os lados

e bons marinheiros

e alguns tubarões                               

apaixonados

As ondas traziam mensagens ardentes

e bravos marujos, carinhas valentes

nenhum era seu bem amado

ninguém era o sonho acordado

Se cansou da ilha                                           

se encheu do mar                               

se lembrou de olhar o céu                             

desejou voltar 

E chorou tão triste                                        

dava dó de vê-la

mergulhou num sonho profundo

acordou estrela

Marola

A sereia não é peixe

A sereia peixe é

A sereia só é peixe

Na vazante da maré

Quantos peixes tem o mar

quem quiser é só contar

tem peixe de montão

seu badejo, seu badejo

seu badejo, seu badejo

caranguejo, não é peixe não

Quantos peixes tem o mar

quem quiser é só contar

tem peixe de montão

seu Peixoto, seu Peixoto

olho vivo seu Peixoto

boto, não é peixe não

A sereia não é peixe

A sereia peixe é

A sereia só é peixe

Na vazante da maré

Quantos peixes tem o mar

quem quiser é só contar

tem peixe de montão

seu Marinho, seu Marinho

seu Marinho, seu Marinho

golfinho não é peixe não

Quantos peixes tem o mar

quem quiser é só contar

tem peixe de montão

seu Lampreia, seu Lampreia

seu Lampreia, seu Lampreia

baleia, não é peixe não

A sereia não é peixe

A sereia peixe é

A sereia só é peixe

Na vazante da maré

Ornitorrinco

Se alguém diz que eu sou feio

eu rio e brinco

diz que eu sou esquisito

eu rio e brinco

Que eu sou isso, sou aquilo

mais aquilo, é quem me diz

sou um ornitorrinco

e muito feliz

Que é que tem, eu sou mamífero, e boto ovo

tenho um bico parecido com um pato

rabo longo achatado, que nem peixe

eu me acho muito gato

Minhas patas dianteiras se parecem asas

não tenho orelha, meu ouvido é um furinho

eu não ligo

rio e brinco

e me acho gostosinho

Tenho um esporão venenoso

pra me defender do inimigo

mas eu sou mansinho

pode se chegar, não tem perigo

Moro na toca, na margem do rio

sou bom nadador, beleza beleza

o ornitorrinco é a prova

do bom humor da natureza

Se alguém diz que eu sou feio

eu rio e brinco

diz que eu sou esquisito

eu rio e brinco

Adivinha, quem sou eu?

Adivinha quem sou eu

sei falar e sei cantar

choro, rio, assobio

só não sei é me calar

Sou ruído, sou barulho

também gosto de zoar

conto lendas e histórias

tenho muito que contar

Vivo bem em qualquer canto

sou a voz dos animais

dos motores, dos trovões

instrumentos musicais

Das sirenes, das buzinas

eu cochicho, ronco e grito

dobro esquinas

tenho eco, e me repito

Ora forte, ora fraco

vou do grave ao agudo

eu não sei guardar segredo

não consigo ficar mudo

Eu adoro um zum-zum-zum

sou um traque, sou um … pum

dou o tom… adivinhou

eu sou o som

Ilha

Mar à vista

mar à vista

maravilha

maravilha

ilha

ilha

ilha

ilha

Uma onda sorrindo

vindo te abraçar

um colar de espuma

pra te enfeitar

Mar à vista

mar à vista

maravilha

maravilha.

ilha, ilha, ilha, ilha

Uma onda sorrindo

vindo te abraçar

um colar de espuma

pra te enfeitar

Mar à vista… mar à vista

maravilha… maravilha.

ilha, ilha, ilha, ilha

terra do mar

Terra à vista, terra à vista, terra à vista

terra, terra, terra

ilha do mar

Nuvem branquinha

Olha lá no céu

o carneirinho de algodão

já não é mais ele

virou um leão

O leão cresceu

e se transformou

num dragão gigante

que se desmanchou

Nuvem lá no vento vai

nuvem lá no vento vem

no seu movimento

nuvem vai e vem

Nuvem foi pro norte foi

nuvem foi pro sul

nuvem foi no vento

virou céu azul

Céu Cinzento

O azul ficou cinzento

o céu meio zangado

as nuvens cinza também

o tempo bem carregado 

Um arrepio de vento

soprou um cheiro molhado

e sussurrou apressado

Aí vem chuva

De repente, relâmpago e trovão

(Relâmpago):

De repente eu risco o céu, faço um clarão

minha eletricidade anuncia a tempestade

chuva também, mas, nem me fale de garoa

muito menos de sereno, que eu não relampeio à toa

(Trovão):

Cabra metido! Não faz sequer um zumbido

nem ruído, um estampido

quer brincar com o trovão

não importa de que altura você venha

se eu subo a temperatura

segura a explosão

(Relâmpago):

Minha centelha corre pelo campo elétrico

sou um cabra magnético

vou das nuvens ‘té o chão

caro trovão, você faz um barulhão

mas as ondas que eu provoco

é que dão o empurrão

(Trovão):

Eu nem te ligo até porque sou teu amigo

porque penso aqui comigo

raio forte, chuva farta

preste atenção, que eu vou te dar um toque

se você me der um choque

vai pro raio-que-o-parta

(Relâmpago e Trovão):

Relampa lampa

relâmpago e trovoada

nossa vida é assim anunciar a chuvarada

vamos em frente que a estrada é bem comprida

é hora de despedida

olha a chuva minha gente

Relampa, lampa, lampa

relâmpago e trovão

é lampa, é lampa, é lampa

é lampa, é lampião

Chuva

Chove chuva chove chove

chove aqui na minha mão

Chove chuva

chuva boa

molha a rua

banha o chão

Chuva forte eu tenho medo    

se tem raio e tem trovão

mas se for chuvinha fraca

eu não tenho medo não

Chove chuva chove chove

chove aqui na minha mão

Chove chuva

chuva boa

molha a rua

banha o chão

Chove chuva

pingo pinga

canta canta no telhado

Chove chuva

chora chora

um chorinho bem molhado

Chuva forte eu tenho medo    

se tem raio e tem trovão

mas se for chuvinha fraca

eu não tenho medo não

Arco-iris

A chuva parou! Parou de chover

corre aqui vem ver

a chuva parou! olha lá no céu

quem resolveu aparecer

Arco-íris

sete cores

aquarela sorrindo

natureza anunciando

o bom tempo que vem vindo

Arco-íris

traga sempre seu tesouro

seu sorriso colorido

bom amigo

bom agouro

Arco-íris

venha sempre que quiser

você é sempre bem-vindo

venha a chuva que vier

(Recitativo)

E a chuva foi embora

longe

choveu

Céu ficou azul clarinho

olha

uma nuvenzinha branca parece um carneirinho

Soneca

São sete

São sete

São sete anõezinhos

Contei um, dois, três, quatro, cinco e seis

São sete que eu sei

E passaram só seis

Se não pinta o sete

Eu conto outra vez

É um, é o Mestre

Um cara sabido

É dois, é o Dunga

Que é muito engraçado

É três, é o Zangado

Que mal-humorado

É quatro, é o Aaaaatchim

É cinco, é o Dengoso

Faceiro, manhoso

É seis, é o Feliz, carinha amoroso

Cadê o Soneca

Só falta o Soneca em Pirlimpimpim

Bam bam bam, balalão

Pa-ra-tchim, pa-ra-tchim, paratchimbum

Bam bam bam, balalão

Pirlimpimpim, pam pum

Jean William. Dois Atos.

quinta-feira, maio 16th, 2019

Meus amigos, aí está o resultado de um trabalho realizado com muito amor e dedicação. Dois Atos, dois CDs. Jean William é um grande artista. Agradeço a ele a oportunidade de fazer a direção artística, consultoria de repertório, além da produção e direção Musical ao lado do querido Ney Marques, e mais ainda, a sua interpretação de Estrelinha, parceria com meu velho amigo Nelson Ayres, e da Serenata, letra que escrevi em homenagem ao genial Cândido das Nevessobre a famosa melodia (Ständchen) de Franz Schubert.

CD #1

01. Noche Ronda (Agustin Lara & Maria Tereza Lara)

Participacão: Fafá de Belém

Arranjo e piano : Ruriá Duprat

02. Amor em Lágrimas (Claudio Santoro & Vinícius de Moraes)

Arranjo e piano: Nelson Ayres

Contrabaixo: Zeca Assumpção

03. All The Things You Are ( (Jerome Kern & Oscar Hammerstein II), com citação de Night and Day (Cole Porter/) e Fly Me to the Moon (Bart Howard)

Participação: Alissa Sanders

Arranjo e piano: Nelson Ayres

04. Estrelinha (Nelson Ayres & Edgard Poças)

Arranjo e piano: Nelson Ayres

05. Hymne a L’amour (Marguerite Monnot & Edith Piaf)

Arranjo e piano: Ruriá Duprat

Violões: Webster Santos

Acordeão: Marinho

06. Poema dos Olhos da Amada (Paulo Soledade/ Vinicius de Moraes)

Arranjo e piano: André Mehmari

Suíte dos Pescadores (Dorival Caymmi)*

O Mar, O Bem do Mar, Canção da Partida, Adeus da Esposa, Temporal, Cantiga da Noiva, Velório, É Doce Morrer no Mar, Canção da Partida.

*Todas as composições são de autoria de Dorival Caymmi, exceto É Doce Morrer no Mar que é parceria deste com Jorge Amado.

Montagem da suíte: Edgard Poças

Arranjo e violoncelo: Jaques Morelenbaum

Violão: Marco Pereira

Contrabaixo: Rodolfo Stroeter

Percussão: Caito Marcondes

Côro dos Pescadores: Jean William, Edgard Poças e Roberto Teixeira

Participações: Mônica Salmaso, Céu e Paula Morelenbaum

Orquestra de cordas:

Violinos: Adriana José de Melo, Alex Braga Ximenez, Cristina Cabral Fernandes da Costa, Fernando H.Travassos da Rosa, Heitor Hideo Fujiname, Luiz Britto Passos Amato, Marcos Henrique Scheffel, Nadilson Martins Gama, Otávio Scoss Nicolai, Pablo Zappelini de Leon, Paulo Calligopoulos, Ricardo Bem Haja da Fonseca.

Violas: Alexandre de Leon, Daniel Pires da Silva, Fábio Taguaferri Sabino, Roberta Lizandra Marcinkowski.

Cellos: Adriana Cristina de B. Holtz, Dimas Goudaroulis, Gustavo Pinto Lessa, Patrícia Mendonça Ribeiro.

Contrabaixo: Ana Valeria Poles de Oliveira.

Gravado nos estúdios:

Gravodisc: Engenheiro de áudio: Elcio Alvarez Filho, Assistente de estúdio: Gabriel Teixeira, Edição: Guido Baldacin

Estúdio Flautin 55: Engenheiro de audio: André Malaquias

Estúdio de André Mehmari

CD #2

01. Una furtiva lagrimada Opera L’elisir D’amore, de Gaetano Donizetti, com libreto de Felice Romani*

02. Ardir ah forse il cielo, voglio direda Opera L’elisir D’amore, de Gaetano Donizetti, com libreto de Felice Romani*

Dueto com Davide Rocca

03. Chiedi all’aura lusinghierada Opera L’elisir D’amore, de Gaetano Donizetti, com libreto de Felice Romani*

Dueto com Federica Vitali

04. Libiamo, Libiamo, da Opera Rigoletto de Giuseppe Verdi, com libreto de Francesco Maria Piave*

Dueto com Federica Vitali. Participação do Coral Luther King

05. Bella Figlia Dell’amore, da Opera Rigoletto de Giuseppe Verdi, com libreto de Francesco Maria Piave*

Quarteto com Federica Vitali, Adriana Clis, Jean William e Davide Rocca

06. Melodia Sentimental, de A Floresta do Amazonas, Heitor Villa-Lobos. Letra de Dora Vasconcelos**

07.  Serenata (Standchen), de Franz Schubert. Letra: Edgard Poças**

Orquestra Filarmonica Bachiana Sesi – SP:

Flauta: Ana Maria Gaigalas, Carlos Eduardo, Gomes de Souz

Clarinete: Leirson C.Maciel, Tiago José Garcia

Oboé: Gerson Quirino De Abreu, Wainer C. De Carvalho

Fagote: Eliseu Silva Nascimento, Osvanilson de Castro Ferreira

Trompa: Douglas Rodrigo Bruno da Costa, Eduardo Gomes da Silva, Rafael de Paula Nascimento, Vitor Ferreira Neves

Trompete: Adenilson Roberto Telles, Wellington de Souza Pinto

Trombone: Marcos Antonio Pacheco N. Junior: Marcos Henrique de Paula: Tiago Azevedo De Araújo

Tuba: Gustavo de Jesus Campos

Contrabaixo: Rafael Rodrigues da Silva, Thiago Hessel De Paula, Thiago Paganelli de Oliveira

Percussão: Daniel Dias de Lima, Natali Calandrin Martins

Violino: Ana Camila Castilho Bordino, Anderson Alves Tavares< Andréa De Araujo Campos, Andressa dos Santos Matheus, Carolina Camargo Duarte, Cintia Nunes Leite de Camargo, Davi Ricardo Mirada Gama, Dorin Serban Tudoras, Eduardo Augusto de Almeida Silva, Eduardo M.Leite de Camargo, Fellipe Moreira Santarelli, Flávio Geraldini, Hanry Dawson Oliveira Ribeiro, Hudson F.Gorzoni Pires, Israel Fogaça Junior, Jonathan Souza Cardoso dos Santos, Natalia Portilho Mattos, Pedro Roberti Gobeth, Renato Marins Yokota, Sara Silva de Oliveira

Viola: Danielle Lima de Andrade, Denise de Freitas Fukuda, Elisa Graciela Ribeiro, Everton Rodrigues de Souza, Francisco Ederson F.Pereira, Tiago Vieira Rocha

Violoncelo: Alice Mayumi Michetelli, Franklin Martis Chaves, Rafael Victor F.Fernandes, Thais Camargo Duarte, Túlio Padilha Pires, Wellington Ramos

Coral Luther King: Sira Milani, Wagner Dias, David Matias Salim Neto, Roberto Mendes Barbosa, Cintia Derio, Daniel Giffoni, Daniel José Lopes, Daiane Scales Cezario, Alba Stela Zilahi, Alex Mastropasqua, Andréia Balbino, Antonio Martins Neto, Carolina da Silva, Irene B. Moreira dos Santos Kabengele, Débora Maclean, Denise Sacchetto, Dina Valeria Milani, Enilde Borges Costa, Francisca Monteiro de Oliveira, Garbo Aranyi, Gustavo Manzani, Ione A. Rodrigues de Souza, Jacira dos Santos Costa, Joanice  Cerqueira Fonseca, João Afonso Filho, Larissa Acelina Casemiro de Queiroz, Geni Aparecida Barbosa, Luisa Ventura Giraldez, Fernandes dos Santos, Mariana Anacleto, Milena M. De Andrade, Nivaldo Marcelino, Paulo Rogério Jacovick, Rodrigo Garcia, Rodrigo Wagner de Freitas, Rogério Tabyra, Rosana Taketomi de Araújo e Victor Ribeiro de Oliveira.

Gravado ao vivo na Sinagoga Shalom

Engenheiro de audio: Gato

Edição: Guido Baldacin

Fotos da capa : Danilo Mantovani

Projeto Gráfico: Aldeia Idéias

Direção de Arte: Paulo Hardt/ Matheus Hardt

Produção Fonográfica: Dabliú

Gerencia de Produção: Tatiana B.Librelato

Produção Executiva: Zezito Marques da Costa

Direção Artística e Consultoria de Repertório: Edgard Poças

Produção e Direção Musical: Edgard Poças e Ney Marques

Direção de Produção: Fred Rossi

Documentário fotográfico das gravações:

Ruriá Duprat, Fafá de Belém, Edgard Poças e Jean William

Vídeo produzido por Vando Mantovani, no estúdio Gravodisc.

Noche de Ronda : Jean William e Fafá de Belém

Trem de Bamba. Lembrança de Duke Ellington e sua Orquestra.

segunda-feira, abril 29th, 2019

O Totem Bar ficava na avenida Santo Amaro, em São Paulo, no fundo de um terreno enorme cuja frente servia de estacionamento e foi lá, numa noite de 1968, que um conjunto de garotos da garoa, tocou Garota de Ipanema para o grande Duke Ellington – e sua orquestra.

Nelson Ayres no piano, Zeca Assumpção no baixo, Roberto Sion no sax, William Caran na bateria e eu no violão, mandamos a maior brasa e ao final, na sua nobreza, o Duke me sapecou tres beijos. Eu era o mais próximo.

Durante minha impetuosa performance notei um olhar curioso; acho que ele reparava que, no Brasil, o violão – da bossa nova – era tocado sem palheta, ao contrário dos guitarristas de jazz que adoravam a bossa nova.

Tive a sorte de viajar acompanhado de quatro azes, aí qualquer carta é coringa.

Como nós fomos parar no Totem, tocar para Duke Ellington e sua orquestra eu não tenho a menor idéia.

Lembro que eu fiquei até altas horas – o Duke e a banda foram embora cedo – com o trumpetista, CatAnderson, e iniciamos um porre federal que terminou numa boite que eu não lembro o nome – ficava naquela ladeira, não lembro o nome, que liga a Rua Martins Fontes à avenida Nove de Julho. Tambem não lembro como cheguei em casa.

Lembro que dias depois assisti ao lado do meu primo Kiko Marques da Costa a inesquecível apresentação de Duke Ellington e sua Orquestra no Teatro Municipal de São Paulo.

Abriram com Take the A Train e eu caí no chôro. Nunca tinha visto tanto genio junto. Sophisticated Man, tocando aquele piano incrível, regendo com classe de mestre sala os caras que eu colecionava que nem figurinhas!

Após o concerto descemos até os camarins para ver as feras – não tinha muita gente – abri uma garrafinha de uísque, e sorvemos na companhia do saxofonista Paul Gonsalves  e do trumpetista Cootie Willians, coautor de Round About Midnight em parceria com o insofismável Thelonious Esfera Monge!  Isso eu lembro muito bem,

Uma pequena lembrança de Edward Kennedy “Duke” Ellington no seu aniversário de nascimento, ele que nunca morrerá. Nem sua orquestra.

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Take the A Train, de seu querido amigo e parceiro Billy Strayhorn.

Trem de Bamba

Vem que vem de banda

E vem no trem do Harlem de Luanda

Vem vem mais um bamba

É,  é o Duke Ellington no samba!

Salve o Duque do pandeiro

Salve o afro brasileiro!

Voz: Maurício Novaes

Diamonds shining:

– Ele, sua turma, e o grande Billy Straihorn:

 

– Com a crooner Betty Roché:

 

– Com o sensacional Ray Nance solando:

– Com solo de Cootie Williams:

http://www.youtube.com/watch?v=8S6Pt4FqKLU

Mais uma:

Bônus:

– Paul Gonsalves:

http://www.youtube.com/watch?v=emgd6MbUExI&feature=related

Johnny Hodges – vale chorar:

http://www.youtube.com/watch?v=XYfvgXHDGrA  – vale chorar.

Harry Carney:

http://www.youtube.com/watch?v=brqxEdwsTQs

Duke Ellington nasceu em Washington, 29 de Abril de 1899  e morreu em Nova Iorque, em 24 de Maio de 1974.

Existe em São Paulo, a Rua Duke Ellington! Localizada no bairro de Baronesa – cidade de Osasco.

Dia do Planeta Terra

segunda-feira, abril 22nd, 2019

Minha Terra

Nelson Ayres e Edgard Poças

Voz: Paula Poças e Edgard Poças

 

Dá licença, dá licença aí

É a vez da minha terra

De cantar os seu encantos

E as riquezas que ela tem

Minha terra é tão bonita

Que dá gosto a gente ver

E não há lugar no mundo

Tão bom de se viver

 

Nosso céu tem mais estrelas

Nossos bosques tem mais flores

Nossa vida mais amores

E aqui eu sou feliz

 

Minha Terra é um barquinho

Navegando no infinito

Minha Terra meu planeta azul

Você é meu país.

Amigo Planeta (Pequeño Planeta)

R. Girón/G. Gomez/ Letra: Edgard Poças

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Voz: A Turma do Balão Mágico

 

Amigo Planeta

eu não sei porque

tem tanta gente que não cuida de você

mas agora nós iremos te salvar

as crianças nunca vão te abandonar

 

Amigo Planeta

volte a sorrir

sua beleza ninguém pode poluir

as estrelas e as noites de luar

as florestas e o verde azul do mar

 

Vamos enfeitar nossas cidades

e acabar com as maldades

que se fazem com a natureza

vamos com a força da amizade

te levar felicidade

e derrotar toda a malvadeza

 

Vem viajar

vem viver

vem brincar  comigo

vem

vem brincar

de viver

eu sou teu amigo

 •

Oi, Mundo!

Paul Mounsey e Edgard Poças

Voz: Jairzinho e Simony

Participação de Gal Costa

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Oi ! Tudo bem?

Ando vendo na TV

Tudo bom!

E nas revistas, os maiores astrais

Todo mundo na maior

Trilegal!

É importante ser feliz

Tudo bem?

Tudo bom!

 

Tudo bom?

Bem esperto, bem ligado no som

Um rock, toque de canções geniais

Natureza, cordiais saudações!

Tua beleza, como vai?

Tudo bem? Tudo bom?

 

Areias, praias

Céu e mar

Os rios

Matas

Matarás?

 

Mal lhe pergunte, como vai?

Tudo bom?

Tudo bem?

Debaixo do véu da paz

 

Oi!

Como vai?

E vovô, vovó?

Mamãe e papai?

Oi,  mundo!

Oi,  mundo !

Então, diga lá:

A pressão é impressão que se tem?

Tô perguntando pra você?

Como vai? Tudo bem?

Planeta Careta (Pequeño Planeta)

J. Urrutia/F. Presas/ E. Rodriguez/ E. M. Hirschfeld/ Letra: Edgard Poças

Voz: Dominó

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Um maluco

Um desorientado

Pelo espaço girando

Dançando abandonado

 

O sangue da natureza

O cinza pelo céu

E aquela sua beleza que foi pro beleléu

Que foi pro beleléu

 

Um planeta de rosto amargurado

Lanterna do futuro

Campeão do passado

E o sangue da natureza

Jorrando sem parar

Quem paga essa despesa?

Quem é que vai pagar?

Quem é que vai pagar?

 

Planeta careta, você se acaba mal!

Sujando todo o azul do espaço sideral

Que legal! Que legal!

 

As florestas, as matas matarás

E as praias desertas

O mar será o cais?

 

E o sangue da natureza, jorrando sem parar?

Quem paga essa despesa?

Quem é que vai pagar?

Quem é que vai pagar?

 

Planeta careta, você se acaba mal!

Sujando todo o azul do espaço sideral

Que legal! Que legal!

Não Vem Não

Los Brincos – Letra: Edgard Poças

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Voz: Dominó

Se vocês pensam em atacar

A natureza em qualquer lugar

Tenho certeza não vou deixar

Pode crer

É

Não vem, não

 

Se vocês acham que vão roubar

Verde das matas

Do nosso olhar

Nem vem que nós não vamos deixar

Pode parar

É

Não vem, não

 

Se vocês querem aniquilar

Toda alegria que tem no ar

Toda poesia que tem no mar

Pode parar

É

Não vem, não

 

Guardem seus planos de acinzentar

Todas as nuvens

E liquidar pássaros

Peixes

Não vou deixar

Pode parar

Não vem, não


Viva Nássara!

sábado, novembro 11th, 2017

Em 1962, o violonista Paulinho Nogueira me emprestou o LP 45 rpm Polêmica, capa do caricaturista Nássara, compositor e parceiro de Noël. Segundo Millor Fernandes, Antônio Gabriel Nássara (1910- 1996) foi o Mondrian do portrait-charge,… (ele) corrige a natureza fazendo com que as personagens acabem se parecendo com a caricatura.

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Vinte e seis anos depois ganharia de presente suas ilustrações da História do Brasil que escrevi para o encarte do LP Pindorama do grupo Pau Brasil (Nelson Ayres: piano e teclados, Paulo Bellinati: guitarra e violão, Roberto Sion: Sax e Flauta, Rodolfo Stroeter: baixo acústico e elétrico, Bob Wyatt: bateria).

Numa manhã Nássara liga para minha casa:

– Aqui é o Nássara. Ouça, não adianta falar nada que eu sou surdo: voce fez um épico do carnaval!

E desligou.

Chorei de emoção.

Alá-la-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô!

 

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http://www.dicionariompb.com.br/nassara/dados-artisticos

Mappin • Edgard Poças • Klaxon

sexta-feira, outubro 20th, 2017

KLAXON CRIAÇÕES – SOM e IMAGEM, minha firma de fotogramas de publicidade, cumpriu sua história da primeira metade dos anos oitenta até o final dos anos 90.

Mappin, uma loja de departamentos com sede na cidade de São Paulo, cujo nome oficial era Casa Anglo-Brasileira S/A, compôs boa parte dela.

Fundada em 1774, na cidade inglesa de Sheffield, foi trazida para o Brasil em 1913 pelos irmãos Walter e Hebert Mappin.

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Durante os 86 anos em que atuou em São Paulo, foi uma das pioneiras do comércio varejistano Brasil.

Na década de 1930, inovou ao colocar etiquetas com os preços nas vitrines e foi a propulsora do crediário.

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Entre os anos 40 e 50, o Mappin foi ponto de encontro. Antecipou o conceito de shopping center, reunindo produtos de diversos tipos em um único local.

A loja na Praça Ramos de Azevedo, no centro da capital paulista, se tornou referência da marca.

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Encerrou suas atividades em 1999.

 

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Klaxon foi o nome homenagem a revista a primeira publicação modernista brasileira, uma referência importante para o estudo desse Movimento.

Escrtitóri Leiria • bandeira Klaxon

A publicação do periódico, entre 1922 e 1923, foi a primeira ação pós-Semana de Arte Moderna, realizada por um grupo de artistas – poetas, escritores, artistas plásticos, músicos, jornalistas e intelectuais – com o objetivo de imprimir uma identidade nacional à produção artística brasileira e promover um rompimento com as tradicionais escolas europeias.

A redação de Klaxon costumava se reunir na Confeitaria Vienense, e a primeira sede da revista foi na rua Uruguai, número 14, transferindo-se depois para a rua Direita, número 33, sempre pertinho do Logo MappinOuça o som da klaxon buzinando, nesta montagem – feita gentilmente pela Memorar – de todos fotogramas produzidos pela Klaxon.

Desculpem pequenas falhas sonoras; o tempo pune, mas é, e está.

Agradeço à todos que, pacientes e condescendentemente, participaram dessas peças como compositores, intérpretes ou parceiros.

Amilson Godoy, Angela Márcia, Arismar do Espírito Santo, Caio Flávio, Carlinhos Bala, Claudio Bertrami, Claudio Leal Fereira, José Antonio Almeida, José Clovis Trindade, Lelo Nazário, Luiz Lopes, Luiz Roberto Oliveira, Marcos Xuxa Levy, Nadir Gogliano, Nelson Ayres, Paulinho Campos, Paulo Bellinati, Paul Mounsey, Pichú Borrelli, Rodolfo Stroeter, Silvinha Araújo, Willian Caran, e o gentil e expedito McIntosh Barbosa Poças.

Instantânea de Vídeo

 

A todos, o meu abraço de carinho e saudade.
KLAXON:CARTÃO 1

Este post é dedicado à memória do inesquecível Fernando Vieira de Mello.

Minha Terra

quarta-feira, março 30th, 2016

Para os seres despertos, há somente um mundo comum.

Heráclito

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Canto: Paula e Edgard Poças

Minha Terra

Nelson Ayres e Edgard Poças

Dá licença dá licença aí

É a vez da minha terra

De cantar os seu encantos

E as riquezas que ela tem

Minha terra é tão bonita

Que dá gosto a gente ver

E não há lugar no mundo

Tão bom de se viver

 

Nosso céu tem mais estrelas

Nossos bosques tem mais flores

Nossa vida mais amores

E aqui eu sou feliz

 

Minha Terra é um barquinho

Navegando no infinito

Minha Terra meu planeta azul

Você é meu país.

Mi Tierra

Para los seres despiertos, solo hay un mundo común.

Heráclito

Perdona, Perdona,

És la vez de mi tierra

De cantar sus encantos

Y las riquezas que  hay en ella.

 

Mi tierra és tan bonita

Que és sabroso verla

Y no hay sitio en el mundo

Tan bueno de vivir

 

Nuestro cielo tiene más estrellas

Nuestros bosques tienen mas flores

Nuestras vidad más amores

Y aqui yo soy feliz

 

Mi tierra és un barquito

Navegando en el infinito

Mi tierra, mi planeta azul,

Eres mi pais

My Land

For the awakened beings, there is only one common world.

Heraclitus

 Excuse me excuse me

This is the turn of my land

To sing it’s charms

And it’s wealths

 

My land is so beatiful

That delights me to see

And there is no place on earth

So nice to live in

 

Our sky have more stars

Our forests have more flowers

Our life have more love

And here I am happy

 

My land is a small boat

Navigating at the infinity

My land, my blue planet

You are my country.

Ma Terre

Pourles êtres éveillés, il n’ya qu’un seul monde commun.

Héraclite

Je demande le consentement

Le moment venu de louer mon coin

De faire entendre ses enchantements

Ne pas dévoiler ses richesses en vain

 

Si splendide est mon terroir

Qui rempli les yeux

Car il n’y a pas un lieu

Si beau a vivre et a voir

 

Notre ciel a plus d’étoiles

Nos forêts ont plus de fleurs

Nos vies tant d’amours

Et ici je suis heureux

 

Mon pays est un petit vaisseau

Navigant dans l’infinit

Mon pays, mon planète bleu

Tu es mon pays

わがふるさと

思考はすべてのものにとって共通のものとしてある

Heráclito

さぁさ、ごめんよ、聞いてくれ

われのおくにの物語り

魅惑をたたえる歌声は

魔法のような華やかさ

 

わがふるさとは、うるわしく

いついつまでも見あきない

広い世界にただひとつ

生きる喜び感じる所

 

空には遠く星が満ち

森には花が咲き乱れ

わが身は愛が満ちあふれ

わが幸せは今ここに

 

わがふるさとは小舟のごとく

果てしなく漕ぎ渡る

わがふるさとは青色大地

君こそは、わがおくになり

 

WAGA FURUSATO

 

Saa, gomen yo, kiite kure

Ware no kuni no monogatari

Miwaku wo tataeru utagoe wa

Mahoo no yoo na hanayakasa

 

Waga furusato wa uruwashiku

Itsu itsu made mo miakinai

Hiroi sekai ni tada hitotsu

 

Sora ni wa ooku hoshi ga michi

Mori ni wa hana ga sakimidare

Waga mi wa ai ga michiafure

Waga shiawase wa ima koko ni

 

Waga furusato wa kobune no gotoku

Hateshinaku kogiwataru

Waga furusato wa seishoku oochi

Kimi koso wa, waga okuni ni nari

La Mia Terra

Per gli esseri risvegliati, c’è solo un mondo comune.
Eraclito

Permesso, chiedo permesso

È il turno della mia terra

Di osannare le sue grazie

E con esse, le sue ricchezze

 

La mia terra è così bella

Che fa piacere a vedersi

non vi è un luogo più incantevole al mondo

Tanto bello da viversi

 

Il nostro cielo ha più stelle

I nostri boschi, più fiori

Le nostre vite, più amori

E qui sono felice

 

La mia terra è un battello

Navigando nell’infinito

Terra mia, mio pianeta azzurro

Tu sei il mio paese

Meine Heimat

  Für erwachte Menschen gibt es nur eine gemeinsame Welt.

Heraklit

Ich bitte um Verzeihung,

aber jetzt ist die Zeit gekommen,

dass meine Heimat ihre Schönheiten

und ihren Reichtum singen kann

Meine Heimat ist so schön,

wir freuen uns, dies zu sehen.

es gibt keinen anderen Ort

wo man so gut leben kann.

 

Unser Himmel hat mehr Sterne

Unsere Wälder haben mehr Blumen

Unser Leben mehr Liebe

Hier fühle ich mich sehr glücklich

 

Meine Heimat ist wie ein kleines Boot,

das ins Unendliche fährt

Meine Heimat, mein blauer Planet

Du bist mein Zuhause.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

나의 땅 

깨어있는 자들에게는, 오직 공통된 세상만이 존재 한다.

헤라클리트

 실례합니다. 저기,  실례합니다.

나의 땅의 차례 입니다.

그의 매력을 노래 부르며

그가 갖고있는 풍부함에 대해서,

나의 땅은 매우 아름답습니다.

 그렇게 보는것만으로도 즐겁지요

또한 세계 어느곳보다

 살기좋은곳이 없습니다.

우리의 하늘엔 별이 더 많고

우리의 숲엔 꽃이 더 많으며

우리의 인생엔 사랑이 더 많아

 여기 저는 행복합니다.

나의 땅은 통통배이며

무한을 항해하며

나의 땅, 나의 파랑 행성

당신은 나의 나라이다.

 

 

 

Epígrafe e trecho do prefácio de A Conexão Planetária, o mercado, o ciberespaço, a consciência, de Pierre Lèvy, editora 34. Valeler. Tradução de Maria Lúcia Homem e Ronaldo Entler:

“Até aqui, poderíamos dizer, os homens viviam ao mesmo tempo dispersos e fechados neles mesmos, como passageiros acidentalmente reunidos no portão de um navio do qual não suspeitavam nem a natureza móvel, nem o movimento. Sobre a terra que os agrupava, não concebiam, pois, nada de melhor a fazer alem de discutir ou se distrair. Eis que por acaso, ou melhor, pelo efeito normal da idade, nossos olhos acabam por se abrir. Os mais ousados dentre nós alcançaram a ponte. Eles viram a nave que nos levava. Eles perceberam a espuma ao longo da proa. Eles se deram conta de que havia uma caldeira para alimentar – e também um leme a governar. E sobretudo eles viram flutuar nuvens, eles aspiraram o perfume das ilhas para alem da linha do horizonte: não mais a agitação humana ali – não a deriva – , mas a viagem.” (Teilhard de Chardin).

“De agora em diante, a grande aventura não é mais aquela de países, de nações, de religiões ou de ismos quaisquer; a grande aventura é a aventura da humanidade, a aventura da espécie mais inteligente do universo conhecido. Essa espécie ainda não é completamente civilizada. Ela ainda não tomou consciência integralmente de que forma apenas uma única sociedade inteligente. Mas a unidade da humanidade está se fazendo agora. Após tantos  esforços, é enfim, chegada a unificação da humanidade, sob  uma forma que nós não esperávamos  não é um império, não é uma religião conquistadora, uma ideologia, uma raça pretensamente superior, uma ditadura qualquer; são imagens, canções, o comércio, o dinheiro, a ciência, a técnica, as viagens, as miscigenações, a Internet, um processo coletivo e multiforme que brota de todo  lugar. Que acontecimento extraordinário! “ (Pierre Lèvy).

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

O Infante, Mar Portuguez, Mensagem, Fernando Pessoa

Agradecimentos: Marcos Xuxa Levy, Silvia Ocougne, Jaime Lee, Ruriá Duprat , Carlo Gancia, Hidenori Sakao, João Rodolfo Stroeter e Karlo Asis Shaya.

Já esta no Youtube:

Carlos Manga. Minha homenagem.

sexta-feira, setembro 18th, 2015

Duas vezes seguidas. Carlos Manga foi um ídolo para mim. A Atlântida foi é e será sempre história de um Brasil querido e ele foi protagonista.

Tive a alegria de filmar com ele. E tomar uma bronca:

– Corta, voce olhou para a câmera!

Eu fazia uns filmes como modêlo e era um canastrão, mas a honra de ser dirigido por Carlos Manga é toda minha. Era um filme publicitário para a Transbrasil, intitulado Defendendo as Cores, com produção da E. B. Filmes. 1986. Lembro que ele não olhava pela câmera; assistia o filme vendo tudo e todos. Eu tinha que descer pela escada rolante do aeroporto para encontrar minha esposa que chegara de viagem e abraçá-la. Ele lá embaixo, gente passando pra lá e pra cá, lembro que tinha um time de basquete chegando, gente se abraçando, deu a ordem:

– Roda!

No que eu coloquei o pé na escada o grito ecoou no hall:

– Corta, voce olhou para a câmera!

Duas vezes seguidas.

Lembro disso com lágrimas nos olhos; depois da cena aprovada ele se dirigiu a mim e disse que não ficasse chateado, diretor de cinema era chato mesmo! Aproveitei a chance e puxei o papo para O homem do Sputinik, Matar ou Correr, Nem Sansão nem Dalila, meus preferidos, que ele dirigiu na gloriosa Atlântida Filmes, e ficaria a noite toda ouvindo suas histórias. Carlos Manga era um emérito contador de histórias.

Onze anos depois gravei por telefone seu depoimento para o espetáculo Braguinha, 90 anos 90  em homenagem ao genial compositor, que escrevi a convite de meu parceiro Rodolfo Stroeter para o SESC e que teve a participação de Johnny Alf, Mônica Salmaso, Renato Brás, Noite Ilustrada, André Abujamra, Cyro Pereira, Nelson Ayres e a estréia da minha filha Céu cantando  A Tuba do Serafim. Gravei tambem depoimentos de Aurora Miranda, Mário Lago, José Ramos Tinhorão, Gilberto Gil, Washington Olivetto, Joyce Pascovitch que ficarão para um futuro post sobre o espetáculo que ficou muito bonito.

Deixo aqui, sem cortes, no ar, o grande e generoso Carlos Manga, condescendendo com a agitação do entrevistador diante de um ídolo e com o bip inconveniente da secretária eletrônica de onde realizei a entrevista.

Agora o céu é Atlântida.

 

Coisa e Tal

segunda-feira, agosto 17th, 2015

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Roberto Sion e Edgard Poças

Salve nossa escola de alegria

Verde amarela cor de anil

Salva de dores nas ruas

Nos lares, nos bares

Pindorama, meu  Brasil

 

Salve nossa imensa alegoria

Salve salve nossa evolução

Raça brincando de melancolia

Folia

Com tradição

 

Passa

Tudo passa na avenida do perdão

Baticum dum coração

 

Samba enredo

Praça da alegria nacional

Afinal, coisa e tal

Pé em Deus e fé na mágoa

Sempre é Carnaval:

– Salve Sinho Rei

– Salve Sinho Rei Salvadô

Ô ô ô ô

 

– Salve Sinho Rei

– Salve Sinho Rei Salvadô

Ô ô ô ô

Rascunho gravado no Estúdio Cardan, do saudoso Vicente Sálvia, em 1981.

Voz: Edgard Poças

Participações: Nelson Ayres, Rodolfo Stroeter e Paulo Bellinati.