Posts Tagged ‘Edgard Poças’

Papabaquígrafos

segunda-feira, fevereiro 4th, 2019

Papabaquígrafo é nome que inventei nominar esses papabaquígrafos.

Papabaquígrafos podem ser difíceis e fáceis que nem um joguinho.

Esse aqui, por exemplo, é o primeiro que tinha no meu caminho.

Ele quer dizer: Você tem mil encantos. (1.000 em cantos).

Papabaquígrafo é um desafio para sua imaginação. Um exercício de criatividade.

Falar papabaquígrafo, bem depressa, também é um desafio.

Edgard Poças





















Dia Mundial do Mágico.

quinta-feira, janeiro 31st, 2019

Hoje é dia trinta e um de janeiro.

Dia Mundial do Mágico!

José Antonio Almeida e Edgard Poças

Viva o mágico!

De repente, um coelho da cartola!

A caixa vira bola,

A pomba vira lenço!

De repente, o truque troca o treco!

O vento faz a curva,

O fim vira começo!

De repente, Abracadabra!

E sai uma moeda do nariz!

Surpresa! Mágica!

E um sorriso feliz!

Respeitável público:-

Incrível! Fantástico! Extraordinário!

Num piscar de olhos,

Isso vira aquilo ao contrário!

Viva o Mágico!

Pirlimpimpim! Bambalalão!

Viva seu mundo brincalhão!

Viva!

Viva o mágico!

Viva a imaginação!


Macintosh, a maçã tentadora.

quinta-feira, janeiro 24th, 2019

Hoje é dia de aniversário do MacIntosh que foi lançado no mercado em 24 de janeiro de 1984.

Devo muito a essa máquina revolucionária de nome derivado de uma certa espécie de maçã. Não resisti a tentação de dar uma mordidinha e até hoje estou no paraíso.

Seguem duas trilhas dos anos 80. A primeira executada por um Apple II  e a segunda, logo depois da mordidinha.

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Chevette

 

 

Anunciante: General Motors Trilha 45′

Filme: Box

Agencia: McCANN-ERICSON Produtora do filme: TVC

Composição: Edgard Poças

Seqüenciador e sampler desenvolvidos pioneiramente por Luiz Roberto Oliveira e o professor Guido Stolfi.

Músicos: ARP 2600  e Prophet 5 Regente: Apple IIe

Gravada em setembro de 1983 na Norte Magnético Premio Colunistas. Trilha do Ano

.

PS#1: Não existia o que hoje se chama sampler – nós tratávamos a gentil máquina de papagaio.

PS#2: Sampler é um equipamento que consegue armazenar sons (samples) de arquivos em formato WAV numa memória digital, e reproduzí-los posteriormente, um a um ou de forma conjunta se forem grupos, montando uma reprodução solo ou mesmo uma equivalente a uma banda completa. (Uma boa definição extraída da Wikipédia).

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Trilha para o filme Labirintos

Cliente: Construtora Diagrama.

Agencia: MCP Propaganda

Seqüenciador: Performer

Regente: Macintosh de Moraes

Intérprete: Oberheim Xpander

Gravada no estúdio Klaxon (fundos da minha casa) em novembro de 1988

Antes do McIntosh eu tinha um Apple II comprado no inicio dos anos 80. Poucas se falava em computador. Lembro do encantamento com que destrinchei o manual e os exercícios – aliás a  década foi dos manuais. Empolgadíssimo convidei uns amigos para assistir as primeiras gracinhas que a gente faz com as novidades, e encerrei o espetáculo com um programinha que gerava uma sequencia aleatória de numeros, simlesmente o máximo! Um dos presentes disparou com ar sério:

– Tudo bem,… mas o que voce vai fazer com isso?

Dia da Confraternização Universal • O Mundo é um Abraço

terça-feira, janeiro 1st, 2019

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José Antonio Almeida e Edgard Poças

Voz: Dani Boy

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Dia da Bandeira

segunda-feira, novembro 19th, 2018

Dia da Bandeira

Mário Lúcio de Freitas e Edgard Poças

19 de Novembro

É o Dia da Bandeira

Quatro cores, aquarela

Dessa terra brasileira

Canta, canta, minha gente!

Esse canto juvenil

A presença,

A lembrança do Brasil

Canta, canta, minha gente!

Esse canto juvenil

Estandarte, pavilhão

Dessa terra do Brasil

Verde das matas

Ouro do sol

Céu  azul

E o esplendor do Cruzeiro do Sul!

É verde, amarelo, azul e branco

Canta, canta a emoção

Recebe o afeto que se encerra

Em nosso coração!

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Querendo gravar entre em contato.

Voz: Mário Lúcio de Freitas

Aprendi no excelente livro Guia Politicamente Correto da História do Brasil, de Leandro Nardoch, ed. Leya, que o “verde e o amarelo de nossa bandeira vieram de duas famílias. Verde simbolizava a família Bragança de D. Pedro I e o amarelo a família dos Habsburgo, família da princesa Leopoldina”  e que “é um mito a idéia de que essas cores foram inspiradas na natureza brasileira”. Ou seja, os fatos provam o contrário do que diz a minha letrinhas, mas, perdoem a imodéstia: pior para os fatos!

Mindinha de Villa-Lobos

sábado, novembro 17th, 2018

Em 1974, convalescendo de uma terceira cirurgia corretiva na mão esquerda, entusiasmado com a possibilidade de voltar a estudar as peças do mestre, fui ao Rio de Janeiro conhecer o Museu Villa-Lobos; quem sabe não voltava a São Paulo com um convite para um estágio na Universidade de Cascadura?

O convite não veio, mas em compensação levei um papo inesquecível com Dona Mindinha, mulher do grande Villa, a quem ele dedicou, entre outras dezenas de peças, os Cinco Prelúdios Para Violão e as Nove Bachianas Brasileiras. 

Mindinha contou que numa noite em Nova York, Villa lhe convidou para assitir a um grande compositor, esse sim!, que iria se apresentar ao piano. O lugar, segundo ela era bem mixuruca, e o músico, numa pindaíba danada, era nada mais nada menos que Béla Bartók!

Coincidentemente, Villa-Lobos e Bartók tinham ouvido absoluto; compunham sem usar nenhum intrumento, ou seja, tudo na cuca.

Perguntei a ela se conhecia Antonio Carlos Jobim.

– Sim, claro tem melodias lindas, e ama a obra de Villa-Lobos. Uma ocasião esteve em casa, lá pelos anos 50, bebia bem esse moço, na hora da despedida perguntou brincando :

– Maestro, vende pra mim a ária da Bachiana Nº5?

O Villa riu e gostou. 

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim que amava a música de Villa-Lobos, estava começando sua carreira de compositor consagrado no mundo inteiro.

 Antônio Carlos Planetário de Almeida Jobim.

Depois de um cafezinho, Mindinha foi atender alguem e eu fiquei sozinho na sala com vários pertences do nosso Villa: batutas, piteiras, lápis, borrachas, óculos, partituras e veio a tentação de roubar um lápis – com prolongador.  Mindinha voltou a tempo de frustrar o assalto ao patrimônio nacional e eu confessei minha intenção.

– Edgard, que coisa feia!

– Dona Mindinha, é que esse lápis está encantado! Com ele até eu escrevo uma sinfonia!

Pois sim…

Ganhei várias partituras e dona Arminda de Villa-Lobos, entre elas a Melodia Sentimental, e vinte e dois anos depois mostrei à Zizi Possi que gravou no CD Mais Simples.

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O Rei e eu.

terça-feira, outubro 23rd, 2018

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Liga o Diogo meu filho:

– Pai, o Pelé vem gravar um comercial aqui no estúdio, hoje às quatro!

Fui correndo.

Depois de abraçá-lo – confesso que chorei – mandei essa:

– Pelé, a tua sorte foi que eu gostava de música!

O rei respondeu de primeira:

-Não vem me dizer que você com essa cara jogava futebol!

E eu fiquei pensando quantas vezes ele deve ter ouvido esse lero…

 

 •

 

Pelé e a camisa autografada para André Gil Bairão, futuro expoente da educação esportiva.

 

Hoje  é dia 23 de outubro dia do nascimento do rei.

Viva Pelé!

 •

Dia da Criança.

sexta-feira, outubro 12th, 2018

Broze ou Tudedo

 Paul Mounsey  e Edgard Poças

Outu dia de brodoze,

Da cridia é o ança!

É um quedo de brindia,

De esfolia e perança!

Mistedo, segrério,

Gria que não alecansa:

– Viva o quedo de brindia!

– Cria viva o dia dança!

Doze de Outubro

 

Dia doze de outubro

É o dia da criança!

É um dia de brinquedo,

De folia e esperança!

De mistério, de segredo,

Alegria que não cansa:

– Viva o dia de brinquedo!

– Viva o dia da criança!

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Solo: Mônica Salmaso (é dez!)

Côro infantil: Karina, Rodrigo, Felipe, Baby, Leandro, Laís e Letícia.

Côro adulto: Ringo, Caio Flávio, Ângela Márcia e Maria do Carmo. Obrigado crianças!

Dia da Criança

 Sarah Regina e Edgard Poças

Todos dias são iguais

Mas tem um que é muito mais

É um um dia que é um sonho

De amor e fantasia

Dia de superheróis

E de lendas encantadas

Aventuras e mistérios

E supergargalhadas

De voar e de brincar com a imaginação

Esse mundo é uma bola

É um pião

Roda roda pula pula

Viva viva a emoção

Rola bola gira mundo

Bate forte coração

Doze de outubro é o nosso dia

Dia do tamanho da alegria

Doze de outubro

Dia de esperança

Dia de brinquedo

Dia da Criança

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Solo: Eliana


Dia do Imigrante

segunda-feira, junho 25th, 2018

Hoje é dia do Imigrante. Nossa homenagem a todos que ajudaram a construir essa mistura fina.

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Ilustração da minha filha Maria do Céu Whitaker Poças (Céu)

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Mistura Fina: Paul Mounsey e Edgard Poças

Voz e arranjo: Edgard Poças

 

Oh, Joaquim!

Cheirinho d’alecrim

Azeite no bacalhau

Catupiry

Pajé de parati

Nas águas do seu Cabral

 

Nona Concetta

Nicola di Porpetta

I pizza di macaró

Hans und Fritz

Chucruts von chopps

Bier alemon

 

Abdala kibe

Tabule pra Nagib

Adib Salem Salim

Sing Ling Xong

Pastel e ping pong

Pagode de mandarim

 

Ora, vejam só !

De lá dos Cafundó, vieram pros Catumbi

Marajá em marajó, só tem aqui!

 

Glasnost strogonoff!  Hei !

Rachmaninoff

Shalom Shalom Salomon

Si Adelita si fuera con otro, por Dios

Donde estas my corazon ?

 

Nakamura san

Sakamoto san

Zapon garantido, né !

Rei Zulu

Um axé cor de café!

 

Elle s’apelle  Michelle                                    (Coro) : Ba ba da ba da ba ba da ba da

Ma belle                                                                    Ba ba da ba da ba ba da ba da

Ma demoiselle                                                           C’est ci bon

Chanson d’amour                                                      Chanson d’amour

Every body now

Two for tea                                                                By the light

Forget forgot

Nobody not                                                               Serenade moonlight

Somebody hot

Ooh, baby… baby                                                      Goodnight for you

My only you                                                               My only you

Oh! Oh! ……

 

Oh, oh… Joaquim ? ! ?

Guitarra e bandolim

Fadinho tupiniquim

Que sera de ti

No Ypacarai

Ao som do Guarani

 

Ora, vejam só !

De lá dos Cafundó, vieram pros Catumbi

Marajá em marajó, só tem aqui

Pararatchi bum bum bum

Pararatchi bum… Olé !

Arapuã • Gol Copa • Um frango na cadência do samba.

quinta-feira, junho 14th, 2018

O ano era 1982. Ano de Copa do Mundo na Espanha.

O Brasil tinha um timaço e ia estrear no torneio em Sevilha contra a antiga URSS.

A Volkswagen lançava o Gol Copa e as Lojas Arapuã, como revendedora, tinha um plano de mídia digno do acontecimento.

A agência de propaganda Proeme bolou o roteiro de um filme em que o Waldir Peres – goleiro da seleção canarinho, reserva nas Copas do Mundo de 1974 e 1978 e agora titular – com sua autoridade de guardião afirmava algo assim:

– Nessa Copa, o único gol que vai entra aqui vai ser êsse!  E um Gol Copa entrava gloriosamente na meta brasileira.

Fui chamado, no dia  primeiro de abril (hum), para fazer a trilha do filme e o briefing, como era de se esperar era o antológico Que bonito é, de Luiz Bandeira

Que bonito é

Ver um samba no terreiro

Assistir a um batuqueiro

Numa roda improvisar…

que na verdade se chama Na Cadência do Samba. Tinha que compor algo instrumental, no estilo,  sem ser parecido.

Passei uns dias compondo, decompondo, escrevendo a partitura, fazendo as cópias para os músicos, enfim,  daquilo que seria, pelo menos eu achava, meu golaço publicitário.

No dia do jogo, 14 de junho, sentei no sofá, liguei a TV  como todo brasileiro que se preza, na companhia de amigos, cerveja gelada e acompanhamentos, para assistir a peleja. Em clima de pré jogo, o filme e meu samba rolaram bonito logo no início da tramsmissão, putz, vai ser um sucesso! Brasil!

Acontece que meu coração ficou frio:  aos 33 do 1º tempo um tal de Bal, mal ajambrado, chuta de longe e num lance de infelicidade, Waldir Peres, um dos maiores goleiros que eu vi jogar, engoliu aquilo que no futebol se chama de frango ou perú, que pena! Meu sambagoldeplaca ficou reduzido a uma mísera execução. Tiraram imediatamente do ar apesar do placar final de 2 x 1 a favor do  Brasil. A seleção passou bem pela primeira fase e na segunda batemos a Argetina, al borde de un ataque de nervios, y después não quero nem lembrar. Deu em pizza.

Mas o samba tá aí, voando, de novo no ar.

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Voa, canarinho, voa… mostra na Espanha o que eu já sei…

Voa, canarinho, voa… mostra pra esse povo que és um rei…

Copie o endereço e assista:

 

Agência: Proeme

Produtora do filme: Espiral

Músicos: Azevedo (Trumpete), Bill e Pantera (trombones), Hector Costita (sax alto), Isadoro “Bolão” Longano (sax tenor), Carlos Alberto (sax barítono), Chiquinho Rodrigues (violão e percussão), Nãolembro Dequem (contrabaixo e bateria)

Técnico: Mazzuca

Gravação: Estúdio Bandeirantes em 5 de abril de 1982

P.S.: O trumpetista (Azevedo) chegou na gravação, devia ser umas dez da manhã, exausto e com os lábios estourados de tocar à noite toda no Som de Cristal, a mais conhecida gafieira de São Paulo que ficava na rua Bento Freitas, hoje não existe mais:

– Maestro, eu não vou conseguir tocar tão agudo não, olha só!

Os lábios estavam muito inchados e parecia que ele saiu duma luta de box. E  agora onde eu acho um trumpetista? Abaixar o tom agora, depois de toda borracha que eu gastei?

Os músicos esperando para gravar e eu sem o solista…

Aí o Chiquinho Rodrigues, que além de músico fixo do estúdio tambem fazia freelance de anjo da guarda, trouxe a solução:

– Vamos gravar o pessoal sem o trumpete , depois, baixamos a rotação da máquina, o Azevedo grava num tom mais confortável, e quando voltarmos ao original vai ficar beleza!

O Azevedo tocou relax, eu gostei a agência aprovou, e o resultado, apesar dos pesares, taí, voando no espaço.

Valeu Chiquinho!