Posts Tagged ‘Edgard Poças’

O Rei e eu.

segunda-feira, outubro 23rd, 2017

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Liga o Diogo meu filho:

– Pai, o Pelé vem gravar um comercial aqui no estúdio, hoje às quatro!

Fui correndo.

Depois de abraçá-lo – confesso que chorei – mandei essa:

– Pelé, a tua sorte foi que eu gostava de música!

O rei respondeu de primeira:

-Não vem me dizer que você com essa cara jogava futebol!

E eu fiquei pensando quantas vezes êle deve ter ouvido êsse lero…

 

 •

Hoje  é dia 23 de outubro dia do nascimento do rei.

Viva Pelé!

 •

Dia da Criança.

quinta-feira, outubro 12th, 2017

Broze ou Tudedo

 Paul Mounsey  e Edgard Poças

Outu dia de brodoze,

Da cridia é o ança!

É um quedo de brindia,

De esfolia e perança!

Mistedo, segrério,

Gria que não alecansa:

– Viva o quedo de brindia!

– Cria viva o dia dança!

Doze de Outubro

 

Dia doze de outubro

É o dia da criança!

É um dia de brinquedo,

De folia e esperança!

De mistério, de segredo,

Alegria que não cansa:

– Viva o dia de brinquedo!

– Viva o dia da criança!

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Solo: Mônica Salmaso (é dez!)

Côro infantil: Karina, Rodrigo, Felipe, Baby, Leandro, Laís e Letícia.

Côro adulto: Ringo, Caio Flávio, Ângela Márcia e Maria do Carmo. Obrigado crianças!

Dia da Criança

 Sarah Regina e Edgard Poças

Todos dias são iguais

Mas tem um que é muito mais

É um um dia que é um sonho

De amor e fantasia

Dia de superheróis

E de lendas encantadas

Aventuras e mistérios

E supergargalhadas

De voar e de brincar com a imaginação

Esse mundo é uma bola

É um pião

Roda roda pula pula

Viva viva a emoção

Rola bola gira mundo

Bate forte coração

Doze de outubro é o nosso dia

Dia do tamanho da alegria

Doze de outubro

Dia de esperança

Dia de brinquedo

Dia da Criança

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Solo: Eliana


Patati Patatá

sexta-feira, julho 21st, 2017

Baile dos Passarinhos

 

Superfantástico

 

Ursinho Pimpão

 

Amigos do Peito com  Atchim & Espirro

Dia do Amigo e Internacional da Amizade.

quinta-feira, julho 20th, 2017

O Dia do Amigo é comemorado em várias datas no Brasil, mas, 20 de julho é a sua data oficial, que é ao mesmo tempo o Dia Internacional da Amizade.

O ninho é obra da ave; a teia é obra da aranha; a amizade é obra do homem.

Severino Cordel,  repentista nordestino.

A amizade é o sal da vida.

Salvatore Caçarolacozinheiro italiano.  

A amizade que acaba ainda nem começou.

Osmário de Andrade, escritor brasileiro. 

A amizade é o porto da vida.

Plácido Remonavegador português.

 

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Amigos do Peito

Erik Vonn – Memo Mendez Guiu – Edgard Poças 

 

Meu nome é Mike, gosto muito de brincar

Eu sou o Tob, não me canso de cantar

Sou Simony, e queria apresentar

Novos amigos que acabaram de chegar

 

Sou Jairzinho, o mais novo do balão

Eu sou o Fábio, também vou nessa canção

Somos amigos e queremos divertir

Nossos amigos no balão que vai subir

 

Somos amigos

Amigos do peito

Amigos de uma vez

Somos amigos

Amigos do peito

Amigos de vocês

 

Viver a vida, viajando nas canções

Viver cantando, alegrando os corações

Viver os sonhos, tudo que acontecer

Fazer amigos, mas, amigos pra valer

Dia dos Namorados

segunda-feira, junho 12th, 2017

Essa letra nasceu da lembrança de uma menina de olhos verdes, esperança que me inspirava.

Se enamorem.

 

Se enamorem com a Turma do Balão Mágico:

Se Enamora com Tiê:

Se Enamora com 4Joy:

Se Enamora com Roberta Tiepo:

 

 

Reciclar é preciso.

quarta-feira, maio 17th, 2017

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Reciclar

Maurício Novaes, César Brunetti e Edgard Poças

Cata cata cata

Tudo que é sucata

Vidro, papel, plástico, lata

Cata cata

Cata tudo  que puder catar

Cata cata tudo

Nesse pega pra catar

Eu cato tudo que voce joga chão

Então me diz, de quem é o papelão?

 

Reciclar

Tem que

Tem que

Reciclar

Tem que

Tem que

Reciclar

Querendo usar é só entrar em contato.

Registrada na Biblioteca Nacional.

 

Minha mãe e o lente Mário de Andrade.

domingo, maio 14th, 2017

Minha mãe Antonietta, formou-se professora de piano pelo Conservátorio Dramático Musical de São Paulo, e pelas anotações nas suas partituras do Cravo bem Temperado, Sonatas de Mozart, Beethoven, Estudos, Prelúdios e Valsasde Chopin, etc…  posso imaginar o quanto os lentes, como se dizia na época, eram rigorosíssimos. História da Arte: Mário de Andrade.

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Muitas vezes perguntei a ela sobre o Multimário:

– Mãe, como era o Mário de Andrade?

– Ih, ele era rigoroso… muito sério…

Décadas se passaram, eu solfejando a mesma pergunta e ela a mesma resposta com o sotaque característico do Brás. Tempo em que  bairro tinha sotaque.

– Mãe, fala alguma coisa do Mário!

– Ih, ele era muito rigoroso… muito sério…

………

– Ô mãe, improvisa pô!

  •

  

Saudades Neninha.

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Nunca ouvi ninguem tocar  Tico tico no fubá com o molho da Nena. A partitura – e a de Tardes de Lindóia – ela comprou do próprio Zequinha de Abreu, suarento e cansado, na porta de sua casa à rua Asdrúbal do Nascimento! Imaginem a situação financeira do nosso compositor!

Tardes de Lindóia dei de presente ao grande José Ramos Tinhorão e hoje ela deve estar muito bem guardada no acervo do Instituto Moreira Salles. Coisa boa.

Dia do Planeta Terra

sábado, abril 22nd, 2017

Minha Terra

Nelson Ayres e Edgard Poças

Voz: Paula Poças e Edgard Poças

 

Dá licença, dá licença aí

É a vez da minha terra

De cantar os seu encantos

E as riquezas que ela tem

Minha terra é tão bonita

Que dá gosto a gente ver

E não há lugar no mundo

Tão bom de se viver

 

Nosso céu tem mais estrelas

Nossos bosques tem mais flores

Nossa vida mais amores

E aqui eu sou feliz

 

Minha Terra é um barquinho

Navegando no infinito

Minha Terra meu planeta azul

Você é meu país.

Amigo Planeta (Pequeño Planeta)

R. Girón/G. Gomez/ Letra: Edgard Poças

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Voz: A Turma do Balão Mágico

 

Amigo Planeta

eu não sei porque

tem tanta gente que não cuida de você

mas agora nós iremos te salvar

as crianças nunca vão te abandonar

 

Amigo Planeta

volte a sorrir

sua beleza ninguém pode poluir

as estrelas e as noites de luar

as florestas e o verde azul do mar

 

Vamos enfeitar nossas cidades

e acabar com as maldades

que se fazem com a natureza

vamos com a força da amizade

te levar felicidade

e derrotar toda a malvadeza

 

Vem viajar

vem viver

vem brincar  comigo

vem

vem brincar

de viver

eu sou teu amigo

 •

Oi, Mundo!

Paul Mounsey e Edgard Poças

Voz: Jairzinho e Simony

Participação de Gal Costa

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Oi ! Tudo bem?

Ando vendo na TV

Tudo bom!

E nas revistas, os maiores astrais

Todo mundo na maior

Trilegal!

É importante ser feliz

Tudo bem?

Tudo bom!

 

Tudo bom?

Bem esperto, bem ligado no som

Um rock, toque de canções geniais

Natureza, cordiais saudações!

Tua beleza, como vai?

Tudo bem? Tudo bom?

 

Areias, praias

Céu e mar

Os rios

Matas

Matarás?

 

Mal lhe pergunte, como vai?

Tudo bom?

Tudo bem?

Debaixo do véu da paz

 

Oi!

Como vai?

E vovô, vovó?

Mamãe e papai?

Oi,  mundo!

Oi,  mundo !

Então, diga lá:

A pressão é impressão que se tem?

Tô perguntando pra você?

Como vai? Tudo bem?

Planeta Careta (Pequeño Planeta)

J. Urrutia/F. Presas/ E. Rodriguez/ E. M. Hirschfeld/ Letra: Edgard Poças

Voz: Dominó

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Um maluco

Um desorientado

Pelo espaço girando

Dançando abandonado

 

O sangue da natureza

O cinza pelo céu

E aquela sua beleza que foi pro beleléu

Que foi pro beleléu

 

Um planeta de rosto amargurado

Lanterna do futuro

Campeão do passado

E o sangue da natureza

Jorrando sem parar

Quem paga essa despesa?

Quem é que vai pagar?

Quem é que vai pagar?

 

Planeta careta, você se acaba mal!

Sujando todo o azul do espaço sideral

Que legal! Que legal!

 

As florestas, as matas matarás

E as praias desertas

O mar será o cais?

 

E o sangue da natureza, jorrando sem parar?

Quem paga essa despesa?

Quem é que vai pagar?

Quem é que vai pagar?

 

Planeta careta, você se acaba mal!

Sujando todo o azul do espaço sideral

Que legal! Que legal!

Não Vem Não

Los Brincos – Letra: Edgard Poças

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Voz: Dominó

Se vocês pensam em atacar

A natureza em qualquer lugar

Tenho certeza não vou deixar

Pode crer

É

Não vem, não

 

Se vocês acham que vão roubar

Verde das matas

Do nosso olhar

Nem vem que nós não vamos deixar

Pode parar

É

Não vem, não

 

Se vocês querem aniquilar

Toda alegria que tem no ar

Toda poesia que tem no mar

Pode parar

É

Não vem, não

 

Guardem seus planos de acinzentar

Todas as nuvens

E liquidar pássaros

Peixes

Não vou deixar

Pode parar

Não vem, não


Viva Antonio Carlos Jobim!

quarta-feira, janeiro 25th, 2017

Viva Tom Jobim!

25 de janeiro. Aniversário de São Paulo, e do maior compositor de música popular de todos os tempos! Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim!

 

Semibreves

• Wave

Era o tempo dos radinhos Spika, dos primeiros disk-jockeys e meu programa o que se chama hoje de maior jazz. Com uma vassoura velha de microfone eu mandava para o ar os grandes sucessos o Hit Parade da discoteca do meu pai. Mantovani, Percy Faith, Chuck Berry, Teddy Reno, Carlos Gardel, Sammy Davis Jr, Dean Martin, Angela Maria, Dorival Caymmi, Rosemary Clooney… O primeiro lugar vinha sendo dia-dia disputado pelo Frankie Layne, com Jezebel e Black Gold, pelo Roy Hamilton, com Ebb Tide e Unchained Melody, e pelos Diamonds com Little Darling, o estouro do ano.

“Oh little darling

Tchup tchu-ara

Tchup tchu-ara

Oh little darling

Oh oh oh oh”

A versão em português foi gravada pela Lana Bittencourt e tambem estourou, mas, do lado B, vinha uma canção pelo ar,

Se Todos Fossem Iguais a Você, de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, que ficou semanas no topo da parada.

E não mais que de repente veio Chega de Saudade e o disk-jockey deixou a rádio no ar, e partiu pra ser compositor.

 •

• Off-Key

Fotografou o som

com sua Rolleyflex

revelou-se a sua enorme inspiração.

 

• One Finger

Luiz Roberto Mello e Souza Oliveira, paulista do Leblon, músico e tomaníaco, numa visita ao Colégio Mello e Souza, no Rio de Janeiro, encontrou nos seus arquivos, o script de uma peça, representada pelos alunos.

O autor, não lembro quem era. No papel de Dr. Carrapatoso, o garoto Antonio Carlos Jobim. Aquele um.

 

• Meditação

Antonio

Carlos

Brasileiro

de

Almeida

Jobim

Antonio Carlos Planetário de Almeida Jobim

Tom Mixer.

 Outras notas, mas, a base é uma só.

#1. O grande Ronaldo Bôscoli, letrista de “Lobo Bôbo”, “Barquinho”, “Saudade Fez um Samba”, “Você”, e tantas outras da Bossa Nova, por pouco não foi o letrista de um certo tema que Tom Jobim mostrou, em primeira mão, pra ele. Chegou a fazer um esboço, mas foi seu cunhado Vinícius de Moraes, quem acabou escrevendo a letra de “Garota de Ipanema”

#2. Vinícius não acertou de cara na letra da Garota e quem quiser conhecer uma tentativa (Menina que Passa) leia “Antonio Carlos Jobim, uma Biografia”, de Sérgio Cabral, Ed. Lumiar. Tem também no Cancioneiro Jobim.

#3. Ronaldo Bôscoli reinvindicava que foi ele quem apresentou o Tom a Vinicius, do Lúcio Rangel e a história do Orfeu.

#4. Tom, Bôscoli e João Gilberto fizeram 2 músicas. Uma, ninguém lembra mais, e a outra,

Só a saudade assim, faz um dia a gente saber que o amor existe, sim.

Só um dia assim, faz a gente sentir que o amor chegou ao fim…,

ficou, segundo o maestro, um plágio de “Meditação”, também dele em parceria com Newton Mendonça.

#5. Ronaldo Bôscoli foi quem escreveu os versos para a introdução recitativa do “Desafinado”: Quando eu vou cantar você não deixa…

#6. Segundo ele, nas músicas de Tom, os nomes de mulher de mulher citados explícitamente não tem nada a ver. Ana Luiza, Lígia etc… todos esses nomes são códigos. Inclusive Ângela, que ele fez para o Roberto Carlos – o qual, aliás, estupidamente, a esnobou – é linda. Miéli e eu praticamente obrigamos o Rei a cantá-la num show – e ele finalmente a cantou, entre um e outro pot-pourri de seus sucessos.

#7. Bôscoli afirma que também colaborou em Luíza com sete cores, sete mil amores.

A resposta do Tom, e a confirmação dessas dicas, vocês encontram no livro Eles e Eu – Memórias de Ronaldo Bôscoli, por Luiz Carlos Maciel e Ângela Chaves, Editora Nova Fronteira.

#8. A música Corcovado, pra mim, a cara da bossa nova, ia começar dum jeito nada condizente com seus estatutos anti cubo das trevas (assim, Tom chamava as antigas boites onde ele tocava correndo atrás do aluguel) e que parecia um samba canção:

Um cigarro um violão…

Quem deu o toque, e Tom aceitou, foi o mago de Juazeiro, João Gilberto do Prado Pereira de Oliveira, e ficou assim:

Um cantinho e um violão…

#9. Tom nasceu em 25 de janeiro – aniversário de São Paulo, Chega de Saudade, com João Gilberto estourou em São Paulo, e, no início dos anos sessenta apresentava um programa de televisão na TV Paulista, canal 5! Acredite quem quiser! O programa chamava-se O Bom Tom e eu tive a felicidade de assistir vários deles. Lembro dos programas com João Gilberto, Luís Bonfá, Ronaldo Bôscoli. Jamais vou esquecer de Vinícius, Aloysio de Oliveira e Sylvia Telles, abraçados, dançando e cantando Eu preciso de você, como se fosse um canção, com o maestro soberano ao piano.

Como o sol precisa de um poente

Eu preciso de você

Só de você

Como toda orquestra de um regente

Eu preciso de você

Só de você…

É duro aceitar que não temos sequer um fotograma de O Bom Tom. Incrível é que o programa era o segundo lugar em audiência em São Paulo, perdendo apenas para o Cirquinho do Arrelia, no canal 7!

#10. Carinhoso.

LP (ou CD) do Século

Texto postado no site Clube do Tom em janeiro de 2000

Estamos nos aproximando da virada do século e pelo jeito que as coisas caminham o espaço pro genial está totalmente preenchido, visto que proliferam eleições e coleções dos melhores de tudo, em tudo que é assunto, e com um ano de antecedência.

É de se supor que ninguém mais acredita caber mais alguém nessa nau dos imortais que partiu (pra mim faz tempo), sabe-se lá para onde…

Nesta hipotenusa mental, como diria o grande Cyro Monteiro, já que estamos fechados para balanço, apresento o meu voto, que ninguém perguntou, diga-se, para o melhor CD ou LP deste século de musica popular:

Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim

Beleza, charme, técnica, afinação, repertório, execução, balanço, mixagem, sonoridade, harmonia, timbrística, delicadeza, discrição, amor pelo trabalho, profissionalismo, coração. Bossa.

O maior cantor de todos os tempos e o maior compositor da música popular.

Um telefonema, do próprio Frank, pro Bar Veloso, deu o chute inicial.

As gravações, com os belíssimos arranjos de Claus Ogerman, iniciaram dia 30 de janeiro de 1967 as 20 horas.

A formação da orquestra era de 10 violinos, 4 violas, 4 cellos, 3 flautas, trombone, contrabaixo, piano e 2 bateristas, um para as músicas americanas, e o Dom Um Romão para as brasileiras, que atendeu, a um pungente pedido do Tom : – Se você não vier, vou entrar por um cano que não tem tamanho!

É lógico que tinha violão, o violãozinho que o Astênio Claustro Fobim dizia não tocar bem, mas que era o mais bem colocado, mais suingado, preenchendo os espaços com elegância, sem malabarismos, o mais bonito de toda Bossa Nova.

(João Gilberto é outro assunto).

E os contracantos geniais, as “inner voices” que o nosso Maestro fazia magistralmente.

Ouçam o CD, que foi remixado, com mais algumas intervenções geniais, que não aparecem no LP. Por exemplo, a “baixaria “ que o Tom faz em I Concentrate on You enquanto o Frank está cantando, o final de Garota de Ipanema (aliás a melhor gravação desta), e outras mais.

A primeira música gravada foi Baubles, Bangles and Beads. Sinatra não gostou: – Preciso botar menos gelo nos meus drinques!

Mandaram o Tom cantar mais alto. Sinatra aconselhou :

– Abra o paletó, mostre o colete à prova de balas e cante.

Mataram às 20h e 45m, no setimo take.

A primeira música do Tom que o Frank gravou foi Dindi, que terminou lá pelas 23 horas com o comentário do “The Voice” :

– Porra, que beleza de canção!

Sinatra brincou com Ogerman e Tom sobre a delicadeza e suavidade dos arranjos : – Não canto assim desde que tive faringite !

Foram três noites de gravação, jantares e drinques, e o resultado foi eleito pela crítica americana como o àlbum do ano.

Para mim esses dois batutas produziram o tal biscoito fino, o melhor do século!

Quem quiser que mostre outro.

Como diria o sublime Baden Powell: – Encosta pra ver se dá!

O homem cordial e bondoso.

• E voltei pra minha nota

#10. Um dia, papeando com o maestro soberano contei a ele que minha mãe se formou em piano no Conservatório Dramático Musical de São Paulo, onde foi aluna de Mário de Andrade, em História da Música; ele abriu um sorriso e disse:- Que bom, Edgard, os paulistas são formidáveis e os Andrades (Oswald e Mário) são dois craques!

Aproveitei a chance, e brincando, falei, que ele estava devendo uma musica para São Paulo, afinal ele nasceu no dia 25 de janeiro. Ele disse que estava fazendo; aqui está ela:

#11. Apostaria todas minhas colcheias que o Prelúdio Nº3, para violão, de Heitor Villa-Lobos, foi motivo de inspiração para a maravilha que é Saudades do Brasil.

#12. O trisavô paterno do compositor, José Martins da Cruz Jobim, era natural de Jovim, Gondomar, Portugal. O sobrenome Jobim alude a essa localidade. Atão, ora pois: será que aí não tem a troca “B” pelo “V” e bice bersa, ó pá?

 

Viva o nosso Tom!

 Rei, que nem Pelé!

 Tom brasileiro!

 

Tom do Sertão.

quarta-feira, janeiro 25th, 2017

Uma homenagem ao imenso Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim e aos queridos amigos Chitãozinho e Xororó que gravaram, magnificamente o CD Tom do Sertão.

 

Voz: maestro Claudio Paladini

Paul Mounsey – Edgard Poças

Recitativo:

 

Gado miúdo, curral redondo

Não há quem conte, senão seu dono

 

Canto:

 

Lá, lá no coração

É lá onde a emoção

Onde o que fazer

Se não luar

Luar de amor

Do meu sertão

 

Ah, esse meu viver

Cantar esse  bem querer

Esse meu irmão

Essa canção que tem o tom

Tom do sertão

 

Quanto mais eu canto

Mais estou perto do sertão

Meu avarandado, o cantinho, o violão

Na asa do Jereba voa imaginação

Sertanejo é o tom que eu canto

 

Meu luar de prata, o pé de manjericão

Cheiro de saudade

Aconchego pé no chão

Passo Preto faz a sua casa no capão

Sertanejo é o tom que eu canto

 

Tão brasileiro

Sertanejo sim senhor

No cantar dos passarinhos

Nessa história de amor

Que invade nosso peito

Numa forma de oração

Esse é o tom

Tom do Sertão