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Jean William. Dois Atos.

quinta-feira, maio 16th, 2019

Meus amigos, aí está o resultado de um trabalho realizado com muito amor e dedicação. Dois Atos, dois CDs. Jean William é um grande artista. Agradeço a ele a oportunidade de fazer a direção artística, consultoria de repertório, além da produção e direção Musical ao lado do querido Ney Marques, e mais ainda, a sua interpretação de Estrelinha, parceria com meu velho amigo Nelson Ayres, e da Serenata, letra que escrevi em homenagem ao genial Cândido das Nevessobre a famosa melodia (Ständchen) de Franz Schubert.

CD #1

01. Noche Ronda (Agustin Lara & Maria Tereza Lara)

Participacão: Fafá de Belém

Arranjo e piano : Ruriá Duprat

02. Amor em Lágrimas (Claudio Santoro & Vinícius de Moraes)

Arranjo e piano: Nelson Ayres

Contrabaixo: Zeca Assumpção

03. All The Things You Are ( (Jerome Kern & Oscar Hammerstein II), com citação de Night and Day (Cole Porter/) e Fly Me to the Moon (Bart Howard)

Participação: Alissa Sanders

Arranjo e piano: Nelson Ayres

04. Estrelinha (Nelson Ayres & Edgard Poças)

Arranjo e piano: Nelson Ayres

05. Hymne a L’amour (Marguerite Monnot & Edith Piaf)

Arranjo e piano: Ruriá Duprat

Violões: Webster Santos

Acordeão: Marinho

06. Poema dos Olhos da Amada (Paulo Soledade/ Vinicius de Moraes)

Arranjo e piano: André Mehmari

Suíte dos Pescadores (Dorival Caymmi)*

O Mar, O Bem do Mar, Canção da Partida, Adeus da Esposa, Temporal, Cantiga da Noiva, Velório, É Doce Morrer no Mar, Canção da Partida.

*Todas as composições são de autoria de Dorival Caymmi, exceto É Doce Morrer no Mar que é parceria deste com Jorge Amado.

Montagem da suíte: Edgard Poças

Arranjo e violoncelo: Jaques Morelenbaum

Violão: Marco Pereira

Contrabaixo: Rodolfo Stroeter

Percussão: Caito Marcondes

Côro dos Pescadores: Jean William, Edgard Poças e Roberto Teixeira

Participações: Mônica Salmaso, Céu e Paula Morelenbaum

Orquestra de cordas:

Violinos: Adriana José de Melo, Alex Braga Ximenez, Cristina Cabral Fernandes da Costa, Fernando H.Travassos da Rosa, Heitor Hideo Fujiname, Luiz Britto Passos Amato, Marcos Henrique Scheffel, Nadilson Martins Gama, Otávio Scoss Nicolai, Pablo Zappelini de Leon, Paulo Calligopoulos, Ricardo Bem Haja da Fonseca.

Violas: Alexandre de Leon, Daniel Pires da Silva, Fábio Taguaferri Sabino, Roberta Lizandra Marcinkowski.

Cellos: Adriana Cristina de B. Holtz, Dimas Goudaroulis, Gustavo Pinto Lessa, Patrícia Mendonça Ribeiro.

Contrabaixo: Ana Valeria Poles de Oliveira.

Gravado nos estúdios:

Gravodisc: Engenheiro de áudio: Elcio Alvarez Filho, Assistente de estúdio: Gabriel Teixeira, Edição: Guido Baldacin

Estúdio Flautin 55: Engenheiro de audio: André Malaquias

Estúdio de André Mehmari

CD #2

01. Una furtiva lagrimada Opera L’elisir D’amore, de Gaetano Donizetti, com libreto de Felice Romani*

02. Ardir ah forse il cielo, voglio direda Opera L’elisir D’amore, de Gaetano Donizetti, com libreto de Felice Romani*

Dueto com Davide Rocca

03. Chiedi all’aura lusinghierada Opera L’elisir D’amore, de Gaetano Donizetti, com libreto de Felice Romani*

Dueto com Federica Vitali

04. Libiamo, Libiamo, da Opera Rigoletto de Giuseppe Verdi, com libreto de Francesco Maria Piave*

Dueto com Federica Vitali. Participação do Coral Luther King

05. Bella Figlia Dell’amore, da Opera Rigoletto de Giuseppe Verdi, com libreto de Francesco Maria Piave*

Quarteto com Federica Vitali, Adriana Clis, Jean William e Davide Rocca

06. Melodia Sentimental, de A Floresta do Amazonas, Heitor Villa-Lobos. Letra de Dora Vasconcelos**

07.  Serenata (Standchen), de Franz Schubert. Letra: Edgard Poças**

Orquestra Filarmonica Bachiana Sesi – SP:

Flauta: Ana Maria Gaigalas, Carlos Eduardo, Gomes de Souza

Clarinete: Leirson C.Maciel, Tiago José Garcia

Oboé: Gerson Quirino De Abreu, Wainer C. De Carvalho

Fagote: Eliseu Silva Nascimento, Osvanilson de Castro Ferreira

Trompa: Douglas Rodrigo Bruno da Costa, Eduardo Gomes da Silva, Rafael de Paula Nascimento, Vitor Ferreira Neves

Trompete: Adenilson Roberto Telles, Wellington de Souza Pinto

Trombone: Marcos Antonio Pacheco N. Junior: Marcos Henrique de Paula: Tiago Azevedo De Araújo

Tuba: Gustavo de Jesus Campos

Contrabaixo: Rafael Rodrigues da Silva, Thiago Hessel De Paula, Thiago Paganelli de Oliveira

Percussão: Daniel Dias de Lima, Natali Calandrin Martins

Violino: Ana Camila Castilho Bordino, Anderson Alves Tavares< Andréa De Araujo Campos, Andressa dos Santos Matheus, Carolina Camargo Duarte, Cintia Nunes Leite de Camargo, Davi Ricardo Mirada Gama, Dorin Serban Tudoras, Eduardo Augusto de Almeida Silva, Eduardo M.Leite de Camargo, Fellipe Moreira Santarelli, Flávio Geraldini, Hanry Dawson Oliveira Ribeiro, Hudson F.Gorzoni Pires, Israel Fogaça Junior, Jonathan Souza Cardoso dos Santos, Natalia Portilho Mattos, Pedro Roberti Gobeth, Renato Marins Yokota, Sara Silva de Oliveira

Viola: Danielle Lima de Andrade, Denise de Freitas Fukuda, Elisa Graciela Ribeiro, Everton Rodrigues de Souza, Francisco Ederson F.Pereira, Tiago Vieira Rocha

Violoncelo: Alice Mayumi Michetelli, Franklin Martis Chaves, Rafael Victor F.Fernandes, Thais Camargo Duarte, Túlio Padilha Pires, Wellington Ramos

Coral Luther King: Sira Milani, Wagner Dias, David Matias Salim Neto, Roberto Mendes Barbosa, Cintia Derio, Daniel Giffoni, Daniel José Lopes, Daiane Scales Cezario, Alba Stela Zilahi, Alex Mastropasqua, Andréia Balbino, Antonio Martins Neto, Carolina da Silva, Irene B. Moreira dos Santos Kabengele, Débora Maclean, Denise Sacchetto, Dina Valeria Milani, Enilde Borges Costa, Francisca Monteiro de Oliveira, Garbo Aranyi, Gustavo Manzani, Ione A. Rodrigues de Souza, Jacira dos Santos Costa, Joanice  Cerqueira Fonseca, João Afonso Filho, Larissa Acelina Casemiro de Queiroz, Geni Aparecida Barbosa, Luisa Ventura Giraldez, Fernandes dos Santos, Mariana Anacleto, Milena M. De Andrade, Nivaldo Marcelino, Paulo Rogério Jacovick, Rodrigo Garcia, Rodrigo Wagner de Freitas, Rogério Tabyra, Rosana Taketomi de Araújo e Victor Ribeiro de Oliveira.

Gravado ao vivo na Sinagoga Shalom

Engenheiro de audio: Gato

Edição: Guido Baldacin

Fotos da capa : Danilo Mantovani

Projeto Gráfico: Aldeia Idéias

Direção de Arte: Paulo Hardt/ Matheus Hardt

Produção Fonográfica: Dabliú

Gerencia de Produção: Tatiana B.Librelato

Produção Executiva: Zezito Marques da Costa

Direção Artística e Consultoria de Repertório: Edgard Poças

Produção e Direção Musical: Edgard Poças e Ney Marques

Direção de Produção: Fred Rossi

Documentário fotográfico das gravações:

Ruriá Duprat, Fafá de Belém, Edgard Poças e Jean William

Vídeo produzido por Vando Mantovani, no estúdio Gravodisc.

Noche de Ronda : Jean William e Fafá de Belém

Viva Antonio Carlos Jobim!

quinta-feira, janeiro 25th, 2018

Viva Tom Jobim!

25 de janeiro. Aniversário de São Paulo, e do maior compositor de música popular de todos os tempos! Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim!

Semibreves

• Wave

Era o tempo dos radinhos Spika, dos primeiros disk-jockeys e meu programa o que se chama hoje de maior jazz. Com uma vassoura velha de microfone eu mandava para o ar os grandes sucessos o Hit Parade da discoteca do meu pai. Mantovani, Percy Faith, Chuck Berry, Teddy Reno, Carlos Gardel, Sammy Davis Jr, Dean Martin, Angela Maria, Dorival Caymmi, Rosemary Clooney… O primeiro lugar vinha sendo dia-dia disputado pelo Frankie Layne, com Jezebel e Black Gold, pelo Roy Hamilton, com Ebb Tide e Unchained Melody, e pelos Diamonds com Little Darling, o estouro do ano.

“Oh little darling

Tchup tchu-ara

Tchup tchu-ara

Oh little darling

Oh oh oh oh”

A versão em português foi gravada pela Lana Bittencourt e tambem estourou, mas, do lado B, vinha uma canção pelo ar,

Se Todos Fossem Iguais a Você, de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, que ficou semanas no topo da parada.

E não mais que de repente veio Chega de Saudade e o disk-jockey deixou a rádio no ar, e partiu pra ser compositor.

 •

• Off-Key

Fotografou o som

com sua Rolleyflex

revelou-se a sua enorme inspiração.

• One Finger

Luiz Roberto Mello e Souza Oliveira, paulista do Leblon, músico e tomaníaco, numa visita ao Colégio Mello e Souza, no Rio de Janeiro, encontrou nos seus arquivos, o script de uma peça, representada pelos alunos.

O autor, não lembro quem era. No papel de Dr. Carrapatoso, o garoto Antonio Carlos Jobim. Aquele um.

• Meditação

Antonio

Carlos

Brasileiro

de

Almeida

Jobim

Antonio Carlos Planetário de Almeida Jobim

Tom Mixer.

 Outras notas, mas, a base é uma só.

#1. O grande Ronaldo Bôscoli, letrista de “Lobo Bôbo”, “Barquinho”, “Saudade Fez um Samba”, “Você”, e tantas outras da Bossa Nova, por pouco não foi o letrista de um certo tema que Tom Jobim mostrou, em primeira mão, pra ele. Chegou a fazer um esboço, mas foi seu cunhado Vinícius de Moraes, quem acabou escrevendo a letra de “Garota de Ipanema”

#2. Vinícius não acertou de cara na letra da Garota e quem quiser conhecer uma tentativa (Menina que Passa) leia “Antonio Carlos Jobim, uma Biografia”, de Sérgio Cabral, Ed. Lumiar. Tem também no Cancioneiro Jobim.

#3. Ronaldo Bôscoli reinvindicava que foi ele quem apresentou o Tom a Vinicius, do Lúcio Rangel e a história do Orfeu.

#4. Tom, Bôscoli e João Gilberto fizeram 2 músicas. Uma, ninguém lembra mais, e a outra,

Só a saudade assim, faz um dia a gente saber que o amor existe, sim.

Só um dia assim, faz a gente sentir que o amor chegou ao fim…,

ficou, segundo o maestro, um plágio de “Meditação”, também dele em parceria com Newton Mendonça.

#5. Ronaldo Bôscoli foi quem escreveu os versos para a introdução recitativa do “Desafinado”: Quando eu vou cantar você não deixa…

#6. Segundo ele, nas músicas de Tom, os nomes de mulher de mulher citados explícitamente não tem nada a ver. Ana Luiza, Lígia etc… todos esses nomes são códigos. Inclusive Ângela, que ele fez para o Roberto Carlos – o qual, aliás, estupidamente, a esnobou – é linda. Miéli e eu praticamente obrigamos o Rei a cantá-la num show – e ele finalmente a cantou, entre um e outro pot-pourri de seus sucessos.

#7. Bôscoli afirma que também colaborou em Luíza com sete cores, sete mil amores.

A resposta do Tom, e a confirmação dessas dicas, vocês encontram no livro Eles e Eu – Memórias de Ronaldo Bôscoli, por Luiz Carlos Maciel e Ângela Chaves, Editora Nova Fronteira.

#8. A música Corcovado, pra mim, a cara da bossa nova, ia começar dum jeito nada condizente com seus estatutos anti cubo das trevas (assim, Tom chamava as antigas boites onde ele tocava correndo atrás do aluguel) e que parecia um samba canção:

Um cigarro um violão…

Quem deu o toque, e Tom aceitou, foi o mago de Juazeiro, João Gilberto do Prado Pereira de Oliveira, e ficou assim:

Um cantinho e um violão…

#9. Tom nasceu em 25 de janeiro – aniversário de São Paulo, Chega de Saudade, com João Gilberto estourou em São Paulo, e, no início dos anos sessenta apresentava um programa de televisão na TV Paulista, canal 5! Acredite quem quiser! O programa chamava-se O Bom Tom e eu tive a felicidade de assistir vários deles. Lembro dos programas com João Gilberto, Luís Bonfá, Ronaldo Bôscoli. Jamais vou esquecer de Vinícius, Aloysio de Oliveira e Sylvia Telles, abraçados, dançando e cantando Eu preciso de você, como se fosse um canção, com o maestro soberano ao piano.

Como o sol precisa de um poente

Eu preciso de você

Só de você

Como toda orquestra de um regente

Eu preciso de você

Só de você…

É duro aceitar que não temos sequer um fotograma de O Bom Tom. Incrível é que o programa era o segundo lugar em audiência em São Paulo, perdendo apenas para o Cirquinho do Arrelia, no canal 7!

#10. Carinhoso.

LP (ou CD) do Século

Texto postado no site Clube do Tom em janeiro de 2000

Estamos nos aproximando da virada do século e pelo jeito que as coisas caminham o espaço pro genial está totalmente preenchido, visto que proliferam eleições e coleções dos melhores de tudo, em tudo que é assunto, e com um ano de antecedência.

É de se supor que ninguém mais acredita caber mais alguém nessa nau dos imortais que partiu (pra mim faz tempo), sabe-se lá para onde…

Nesta hipotenusa mental, como diria o grande Cyro Monteiro, já que estamos fechados para balanço, apresento o meu voto, que ninguém perguntou, diga-se, para o melhor CD ou LP deste século de musica popular:

Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim

Beleza, charme, técnica, afinação, repertório, execução, balanço, mixagem, sonoridade, harmonia, timbrística, delicadeza, discrição, amor pelo trabalho, profissionalismo, coração. Bossa.

O maior cantor de todos os tempos e o maior compositor da música popular.

Um telefonema, do próprio Frank, pro Bar Veloso, deu o chute inicial.

As gravações, com os belíssimos arranjos de Claus Ogerman, iniciaram dia 30 de janeiro de 1967 as 20 horas.

A formação da orquestra era de 10 violinos, 4 violas, 4 cellos, 3 flautas, trombone, contrabaixo, piano e 2 bateristas, um para as músicas americanas, e o Dom Um Romão para as brasileiras, que atendeu, a um pungente pedido do Tom : – Se você não vier, vou entrar por um cano que não tem tamanho!

É lógico que tinha violão, o violãozinho que o Astênio Claustro Fobim dizia não tocar bem, mas que era o mais bem colocado, mais suingado, preenchendo os espaços com elegância, sem malabarismos, o mais bonito de toda Bossa Nova.

(João Gilberto é outro assunto).

E os contracantos geniais, as “inner voices” que o nosso Maestro fazia magistralmente.

Ouçam o CD, que foi remixado, com mais algumas intervenções geniais, que não aparecem no LP. Por exemplo, a “baixaria “ que o Tom faz em I Concentrate on You enquanto o Frank está cantando, o final de Garota de Ipanema (aliás a melhor gravação desta), e outras mais.

A primeira música gravada foi Baubles, Bangles and Beads. Sinatra não gostou: – Preciso botar menos gelo nos meus drinques!

Mandaram o Tom cantar mais alto. Sinatra aconselhou :

– Abra o paletó, mostre o colete à prova de balas e cante.

Mataram às 20h e 45m, no setimo take.

A primeira música do Tom que o Frank gravou foi Dindi, que terminou lá pelas 23 horas com o comentário do “The Voice” :

– Porra, que beleza de canção!

Sinatra brincou com Ogerman e Tom sobre a delicadeza e suavidade dos arranjos : – Não canto assim desde que tive faringite !

Foram três noites de gravação, jantares e drinques, e o resultado foi eleito pela crítica americana como o àlbum do ano.

Para mim esses dois batutas produziram o tal biscoito fino, o melhor do século!

Quem quiser que mostre outro.

Como diria o sublime Baden Powell: – Encosta pra ver se dá!

O homem cordial e bondoso.

• E voltei pra minha nota

#10. Um dia, papeando com o maestro soberano contei a ele que minha mãe se formou em piano no Conservatório Dramático Musical de São Paulo, onde foi aluna de Mário de Andrade, em História da Música; ele abriu um sorriso e disse:- Que bom, Edgard, os paulistas são formidáveis e os Andrades (Oswald e Mário) são dois craques!

Aproveitei a chance, e brincando, falei, que ele estava devendo uma musica para São Paulo, afinal ele nasceu no dia 25 de janeiro. Ele disse que estava fazendo; aqui está ela:

#11. Apostaria todas minhas colcheias que o Prelúdio Nº3, para violão, de Heitor Villa-Lobos, foi motivo de inspiração para a maravilha que é Saudades do Brasil.

#12. O trisavô paterno do compositor, José Martins da Cruz Jobim, era natural de Jovim, Gondomar, Portugal. O sobrenome Jobim alude a essa localidade. Atão, ora pois: será que aí não tem a troca “B” pelo “V” e bice bersa, ó pá?

Viva o nosso Tom!

 Rei, que nem Pelé!

 Tom brasileiro!

Cinco Bastantes.

quarta-feira, maio 20th, 2015

 

Pixinguinha, Dorival Caymmi, Vinicius de Moraes, com a capa do maravilhoso LP The Wonderful World of Antonio Carlos Jobim de 1965, e Baden Powell. Tá de bom tamanho?

Concerto em si.

quinta-feira, julho 17th, 2014

Somos amigos,

amigos do peito,

amigos pra valer!

• NÃO APROVADOS

domingo, maio 13th, 2012

Um cantinho para os jingles reprovados, aqueles que não passaram, nem foram pra recuperação.

Banestado

Gravado no estúdio Pulsar (1988?)

Côro: Ângela Márcia, Silvinha Araújo, saudade , Clóvis Trindade, saudade.

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Ding Dong

Gravado em 1976, no estudio Dois Pontos. Produtora: Norte Magnético

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Jal

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Silhueta

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Gravado no estúdio JV – do Vicente Sálvia, em 13.06.1980.

Agência: CBBA / Produtora: Norte Magnético / Piano: Amilson Godoy / Baixo: Claudio Bertrami / Bateria: William Caran / Canto: Clóvis e Nadir.

Imaginei um filme com Dorival Caymmi, banquinho e  violão, cantando o samba à sua maneira – digamos, uma garibada – e em volta dele aquela mulher que mexe com as cadeiras pra cá,  pra pra lá, e com o juizo do homem que vai trabalhar, dançando de chapéu de palha.

No que Caymmi terminasse a frase Silueta, só mesmo tirando o chapéu, ela tiraria o dito e revelaria uma belíssima cabeleira, graças ao Shampoo Silueta, é  claro.

Levei a idéia a agência CBBA, que não aprovou – e lembro o quanto enchi a paciência do Ricardo Guimarães para convencer o cliente que a idéia era boa, mas dancei e cá fiquei de chapéu na mão.

Mas que ia ficar bonito ia.

Dormitórios Bérgamo

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Gravado em 1981 no estúdio JV.

Piano: Nelson Ayres, Baixo: Claudio Bertrami, Bateria: Willian Caran, Canto: Nadir e Edgard Poças

Agência: Marques da Costa Propaganda

Produtora: Klaxon

Canto: Nadir e Edgard Poças

   •

Abrinq

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     •

BIC
Rascunho feito em casa – home studio em 1980 era frescura, com violão e um ARP 2600. Viagem.

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Papel timbrado, da minha firma Klaxon, com o logo da revista do movimento modernista.

 

Web Jet

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Gravado no meu home studio (argh!)

Agência: Z+

Produtora: Klaxon


Este post é um gentil oferecimento de lampadas Eureka.

Coleção Barbosa

sexta-feira, junho 17th, 2011

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Ganhei esse exemplar do Sapo Dourado da minha amiga e musicista Lenisa, filha do jornalista Carlos Castello Branco à quem o livro é dedicado.

 Sobre os albuns abaixo existe farto material informativo na Net.

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Autografado pela divina Lady Day, presente de minha grande amiga Heloísa Eugénia Villela, a Kitinha.

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Um detalhe curioso é que Noël adorava desenhar – vide a autocaricatura – e certa vez, pelos anos 30, mostrou vários desenhos a Di Cavalcanti que entre um e outro lhe pedia para cantar um samba. Noël não gostou. Em 1951 Aracy de Almeida gravaria esse album com musicas do filósofo do samba e capa de Di Cavalcanti.

São Coisas Nossas.

 

 

 

Shampoo Vinólia • Mulheres

segunda-feira, fevereiro 9th, 1981

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Shampoo Vinólia • Mulheres

Sensível diferença de Vinólia • Colagem de músicas  de Tom Jobim e Dorival Caymmi com nome de mulher

Agência: Lintas

Gravado no estúdio Reunidos (Gazeta) – base e vocal e Vice Versa (cordas e sôpros) em fevereiro de 1981

Amilson Godoy (piano elétrico), Paulo Bellinati (violão), Gabriel Bahlis (baixo), William Caran (bateria)

Côro: José Clovis Trindade, Luizinho, Nadir e …

Fiz a colagem e o arranjo de base e côro.

P.S.: Recordo que tive uma discussão com o produtor que fez o arranjo de cordas e sôpros à respeito da afinação que ele afirmava estar correta. Aqui vai uma oportunidade – embora tardia – para ele refletir sobre o resultado da sua teimosia.