Mindinha de Villa-Lobos

novembro 17th, 2017

Em 1974, convalescendo de uma terceira cirurgia corretiva na mão esquerda, entusiasmado com a possibilidade de voltar a estudar as peças do mestre, fui ao Rio de Janeiro conhecer o Museu Villa-Lobos; quem sabe não voltava a São Paulo com um convite para um estágio na Universidade de Cascadura?

O convite não veio, mas em compensação levei um papo inesquecível com Dona Mindinha, mulher do grande Villa, a quem ele dedicou, entre outras dezenas de peças, os Cinco Prelúdios Para Violão e as Nove Bachianas Brasileiras. 

Mindinha contou que numa noite em Nova York, Villa lhe convidou para assitir a um grande compositor, esse sim!, que iria se apresentar ao piano. O lugar, segundo ela era bem mixuruca, e o músico, numa pindaíba danada, era nada mais nada menos que Béla Bartók!

Coincidentemente, Villa-Lobos e Bartók tinham ouvido absoluto; compunham sem usar nenhum intrumento, ou seja, tudo na cuca.

Perguntei a ela se conhecia Antonio Carlos Jobim.

– Sim, claro tem melodias lindas, e ama a obra de Villa-Lobos. Uma ocasião esteve em casa, lá pelos anos 50, bebia bem esse moço, na hora da despedida perguntou brincando :

– Maestro, vende pra mim a ária da Bachiana Nº5?

O Villa riu e gostou. 

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim que amava a música de Villa-Lobos, estava começando sua carreira de compositor consagrado no mundo inteiro.

 Antônio Carlos Planetário de Almeida Jobim.

Depois de um cafezinho, Mindinha foi atender alguem e eu fiquei sozinho na sala com vários pertences do nosso Villa: batutas, piteiras, lápis, borrachas, óculos, partituras e veio a tentação de roubar um lápis – com prolongador.  Mindinha voltou a tempo de frustrar o assalto ao patrimônio nacional e eu confessei minha intenção.

– Edgard, que coisa feia!

– Dona Mindinha, é que esse lápis está encantado! Com ele até eu escrevo uma sinfonia!

Pois sim…

Ganhei várias partituras e dona Arminda de Villa-Lobos, entre elas a Melodia Sentimental, e vinte e dois anos depois mostrei à Zizi Possi que gravou no CD Mais Simples.

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Viva Villa-Lobos!

novembro 17th, 2017

Hoje  é dezessete de novembro, dia em que o Indio de Casaca se despediu da tribo e deixou  um Amazonas de musica para a humanidade.

O menino Tuhú sabia que a pipa ia voar alto.

Diogo, meu pai, chegou a noitinha com o extinto jornal A Gazeta e a triste manchete – Morreu Heitor Villa-Lobos! Eu tinha 13 anos em 1959  e conhecia o Prelúdio, da Bachiana nº4 , que minha mãe  Antonietta tocava a transcrição para piano.

Por volta de 1964 havia um programa na rádio Eldorado de São Paulo cujo prefixo era uma música maravilhosa. Sabia que os intérpretes eram o Modern Jazz Quartet, pelo solo de vibrafone de Milt Jackson e o piano de John Lewis, mas e o compositor? Resolvi a questão na Eletroarte, antiga loja de discos na rua Augusta – onde eu costumava esconder  os discos de bossa nova, jazz, etc… atrás daqueles que eu imaginava pelos meus favoritos – com a ajuda do Toninho que sabia do meu truque e tambem me apresentava os ultimos lançamentos: era a ária da Bachiana nº 5, de Heitor Villa-Lobos, do LP The Sheriff . Gastei o disco. Villa-Lobos eentrou para sempre na minha seleção brasileira ao lado de Tom Jobim, João Gilberto, Pelé, Garrincha, Pixinguinha, Vinicius, Noël, Ary, Oscarito, Grande Otelo…

Aos vinte e um anos ouvi pela primeira vez os estudos e prelúdios para violão do nosso índio de casaca. O Brasil que eu sentia e não sabia explicar. Comprei as partituras e estudei que nem louco. Depois veio o Concerto para Violão e Orquestra, simplesmente o máximo. No Guia Prático, estudo folclórico musical achei a maquete  do gênio.

Tom Jobim reverenciou sua musica. Canta, canta mais, Saudades do Brasil, Brasilia, Sinfonia da Alvorada, são provas disso. Na corda da viola, em Stone Flower,  e A maré encheu, em Autopsicografia, letra de Fernando Pessoa, prováveis são lembranças dos seus estudos do Guia Prático. Se é por falta de adeus – nnazo tenho receio de dizer que fecha com uma citação do Trenzinho do Caipira.

Seguem quatro faixas do CD “Villa-Lobos e Carlos Gomes para Crianças” que produzi para a revista CARAS. São quatro Cirandinhas arranjadas pelo mestre para piano solo sequenciadas nos softwares Logic e Performer e executadas por um computador MacIntosh.

Carneirinho, carneirão

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O Cravo Brigou com a Rosa

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Todo Mundo Passa

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A Canoa Virou

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A imortalidade registrada pela música

“Era um espetáculo. Tinha algo de vento forte na mata, arrancando e fazendo redemoinhar ramos e folhas; caía depois sobre a cidade para bater contra as vidraças, abri-las ou despedaçá-las, espalhando-se pelas casas, derrubando tudo; quando parecia chegado ao fim do mundo, ia abrandando, convertia-se em brisa vesperal, cheia de doçura. Só então se percebia que era música, sempre fora música.

Assim é que eu vejo Heitor Villa-Lobos na minha saudade que está apenas começando, ao saber de sua morte, mas que não altera a visão antiga e constante.
Quem o viu um dia comandando o coro de quarenta mil vozes adolescentes, no estádio do Vasco da Gama, não pode esquecê-lo nunca. Era a fúria organizando-se em ritmo, tornando-se melodia e criando a comunhão mais generosa, ardente e purificadora que seria possível conceber.

A multidão em torno vivia uma emoção brasileira e cósmica, estávamos tão unidos uns aos outros, tão participantes e ao mesmo tempo tão individualizados e ricos de nós mesmos, na plenitude de nossa capacidade sensorial, era tão belo e esmagador, que para muitos não havia outro jeito senão chorar, chorar de pura alegria.
Através da cortina de lágrimas, desenhava-se a nevoenta figura do maestro, que captara a essência musical de nosso povo, índios, negros, trabalhadores do eito, caboclos, seresteiros de arrabalde; que lhe juntara ecos e rumores de rios, encostas, grutas, lavouras, jogos infantis, assovios e risadas de capetas folclóricos”.

Carlos Drummond de Andrade

“Villa-Lobos acaba de chegar de Paris. Quem chega de Paris espera-se que chegue cheio de Paris. Entretanto, Villa-Lobos chegou cheio de Villa-Lobos.

Manuel Bandeira, na revista Ariel, 1924.

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Sobre a inspiração:

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Viva Villa-Lobos!

P.S.:

 

Em 1974, convalescendo de uma terceira cirurgia corretiva na mão esquerda,

entusiasmado com a possibilidade de voltar a estudar as peças do mestre, fui ao Rio de Janeiro conhecer o Museu Villa-Lobos; quem sabe não voltava a São Paulo com um convite para um estágio na Universidade de Cascadura?

O convite não veio, mas em compensação levei um papo inesquecível com Dona Mindinha, mulher do grande Villa, a quem ele dedicou, entre outras dezenas de peças, os Cinco Prelúdios Para Violão e as Nove Bachianas Brasileiras. 

Mindinha contou que numa noite em Nova York, Villa lhe convidou para assitir a um grande compositor, esse sim!, que iria se apresentar ao piano. O lugar, segundo ela era bem mixuruca, e o músico, numa pindaíba danada, era nada mais nada menos que Béla Bartók!

Coincidentemente, Villa-Lobos e Bartók tinham ouvido absoluto; compunham sem usar nenhum intrumento, ou seja, tudo na cuca.

Perguntei a ela se conhecia Antonio Carlos Jobim.

– Sim, claro tem melodias lindas, e ama a obra de Villa-Lobos. Uma ocasião esteve em casa, lá pelos anos 50, bebia bem esse moço, na hora da despedida perguntou brincando :

– Maestro, vende pra mim a ária da Bachiana Nº5?

O Villa riu e gostou. 

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim que amava a música de Villa-Lobos, estava começando sua carreira de compositor consagrado no mundo inteiro.

 Antônio Carlos Planetário de Almeida Jobim.

Depois de um cafezinho, Mindinha foi atender alguem e eu fiquei sozinho na sala com vários pertences do nosso Villa: batutas, piteiras, lápis, borrachas, óculos, partituras e veio a tentação de roubar um lápis – com prolongador.  Mindinha voltou a tempo de frustrar o assalto ao patrimônio nacional e eu confessei minha intenção.

– Edgard, que coisa feia!

– Dona Mindinha, é que esse lápis está encantado! Com ele até eu escrevo uma sinfonia!

Pois sim…

Ganhei várias partituras e dona Arminda de Villa-Lobos, entre elas a Melodia Sentimental, e vinte e dois anos depois mostrei à Zizi Possi que gravou no CD Mais Simples.

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Assista trechos do meu depoimento para o documentário Villa-Lobos
“O Tempo e a Música”.

Viva Nássara!

novembro 11th, 2017

Em 1962, o violonista Paulinho Nogueira me emprestou o LP 45 rpm Polêmica, capa do caricaturista Nássara, compositor e parceiro de Noël. Segundo Millor Fernandes, Antônio Gabriel Nássara (1910- 1996) foi o Mondrian do portrait-charge,… (ele) corrige a natureza fazendo com que as personagens acabem se parecendo com a caricatura.

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Vinte e seis anos depois ganharia de presente suas ilustrações da História do Brasil que escrevi para o encarte do LP Pindorama do grupo Pau Brasil (Nelson Ayres: piano e teclados, Paulo Bellinati: guitarra e violão, Roberto Sion: Sax e Flauta, Rodolfo Stroeter: baixo acústico e elétrico, Bob Wyatt: bateria).

Numa manhã Nássara liga para minha casa:

– Aqui é o Nássara. Ouça, não adianta falar nada que eu sou surdo: voce fez um épico do carnaval!

E desligou.

Chorei de emoção.

Alá-la-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô!

 

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http://www.dicionariompb.com.br/nassara/dados-artisticos

O Rei e eu.

outubro 23rd, 2017

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Liga o Diogo meu filho:

– Pai, o Pelé vem gravar um comercial aqui no estúdio, hoje às quatro!

Fui correndo.

Depois de abraçá-lo – confesso que chorei – mandei essa:

– Pelé, a tua sorte foi que eu gostava de música!

O rei respondeu de primeira:

-Não vem me dizer que você com essa cara jogava futebol!

E eu fiquei pensando quantas vezes êle deve ter ouvido êsse lero…

 

 •

Hoje  é dia 23 de outubro dia do nascimento do rei.

Viva Pelé!

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Mappin • Edgard Poças • Klaxon

outubro 20th, 2017

KLAXON CRIAÇÕES – SOM e IMAGEM, minha firma de fotogramas de publicidade, cumpriu sua história da primeira metade dos anos oitenta até o final dos anos 90.

Mappin, uma loja de departamentos com sede na cidade de São Paulo, cujo nome oficial era Casa Anglo-Brasileira S/A, compôs boa parte dela.

Fundada em 1774, na cidade inglesa de Sheffield, foi trazida para o Brasil em 1913 pelos irmãos Walter e Hebert Mappin.

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Durante os 86 anos em que atuou em São Paulo, foi uma das pioneiras do comércio varejistano Brasil.

Na década de 1930, inovou ao colocar etiquetas com os preços nas vitrines e foi a propulsora do crediário.

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Entre os anos 40 e 50, o Mappin foi ponto de encontro. Antecipou o conceito de shopping center, reunindo produtos de diversos tipos em um único local.

A loja na Praça Ramos de Azevedo, no centro da capital paulista, se tornou referência da marca.

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Encerrou suas atividades em 1999.

 

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Klaxon foi o nome homenagem a revista a primeira publicação modernista brasileira, uma referência importante para o estudo desse Movimento.

Escrtitóri Leiria • bandeira Klaxon

A publicação do periódico, entre 1922 e 1923, foi a primeira ação pós-Semana de Arte Moderna, realizada por um grupo de artistas – poetas, escritores, artistas plásticos, músicos, jornalistas e intelectuais – com o objetivo de imprimir uma identidade nacional à produção artística brasileira e promover um rompimento com as tradicionais escolas europeias.

A redação de Klaxon costumava se reunir na Confeitaria Vienense, e a primeira sede da revista foi na rua Uruguai, número 14, transferindo-se depois para a rua Direita, número 33, sempre pertinho do Logo MappinOuça o som da klaxon buzinando, nesta montagem – feita gentilmente pela Memorar – de todos fotogramas produzidos pela Klaxon.

Desculpem pequenas falhas sonoras; o tempo pune, mas é, e está.

Agradeço à todos que, pacientes e condescendentemente, participaram dessas peças como compositores, intérpretes ou parceiros.

Amilson Godoy, Angela Márcia, Arismar do Espírito Santo, Caio Flávio, Carlinhos Bala, Claudio Bertrami, Claudio Leal Fereira, José Antonio Almeida, José Clovis Trindade, Lelo Nazário, Luiz Lopes, Luiz Roberto Oliveira, Marcos Xuxa Levy, Nadir Gogliano, Nelson Ayres, Paulinho Campos, Paulo Bellinati, Paul Mounsey, Pichú Borrelli, Rodolfo Stroeter, Silvinha Araújo, Willian Caran, e o gentil e expedito McIntosh Barbosa Poças.

Instantânea de Vídeo

 

A todos, o meu abraço de carinho e saudade.
KLAXON:CARTÃO 1

Este post é dedicado à memória do inesquecível Fernando Vieira de Mello.

Dia da Criança.

outubro 12th, 2017

Broze ou Tudedo

 Paul Mounsey  e Edgard Poças

Outu dia de brodoze,

Da cridia é o ança!

É um quedo de brindia,

De esfolia e perança!

Mistedo, segrério,

Gria que não alecansa:

– Viva o quedo de brindia!

– Cria viva o dia dança!

Doze de Outubro

 

Dia doze de outubro

É o dia da criança!

É um dia de brinquedo,

De folia e esperança!

De mistério, de segredo,

Alegria que não cansa:

– Viva o dia de brinquedo!

– Viva o dia da criança!

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Solo: Mônica Salmaso (é dez!)

Côro infantil: Karina, Rodrigo, Felipe, Baby, Leandro, Laís e Letícia.

Côro adulto: Ringo, Caio Flávio, Ângela Márcia e Maria do Carmo. Obrigado crianças!

Dia da Criança

 Sarah Regina e Edgard Poças

Todos dias são iguais

Mas tem um que é muito mais

É um um dia que é um sonho

De amor e fantasia

Dia de superheróis

E de lendas encantadas

Aventuras e mistérios

E supergargalhadas

De voar e de brincar com a imaginação

Esse mundo é uma bola

É um pião

Roda roda pula pula

Viva viva a emoção

Rola bola gira mundo

Bate forte coração

Doze de outubro é o nosso dia

Dia do tamanho da alegria

Doze de outubro

Dia de esperança

Dia de brinquedo

Dia da Criança

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Solo: Eliana


Theloniuos Monk

outubro 10th, 2017

Theloniuos Sphere Monk.

O monge das esferas.

Newton tocando para Einstein

Straight no chaser.

Melodious Tonk

diria Nellie

ao crepúsculo.

Smoke gets in your eyes.

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(Rocky Mount, 10 de outubro de 1917 — Weehawken, Nova Jérsei, 17 de fevereiro de 1982)

Dia da Natureza.

outubro 4th, 2017

Amigos, hoje é  4 de outubro é o Dia da Natureza!

Amigo Planeta (Pequeño Planeta)

R. Girón/G. Gomez/ Letra: Edgard Poças

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Voz: A Turma do Balão Mágico

 

Amigo Planeta

eu não sei porque

tem tanta gente que não cuida de você

mas agora nós iremos te salvar

as crianças nunca vão te abandonar

 

Amigo Planeta

volte a sorrir

sua beleza ninguém pode poluir

as estrelas e as noites de luar

as florestas e o verde azul do mar

 

Vamos enfeitar nossas cidades

e acabar com as maldades

que se fazem com a natureza

vamos com a força da amizade

te levar felicidade

e derrotar toda a malvadeza

 

Vem viajar

vem viver

vem brincar  comigo

vem

vem brincar

de viver

eu sou teu amigo

Oi, Mundo!

Paul Mounsey e Edgard Poças

Voz: Jairzinho e Simony

Participação de Gal Costa

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Oi ! Tudo bem?

Ando vendo na TV

Tudo bom!

E nas revistas, os maiores astrais

Todo mundo na maior

Trilegal!

É importante ser feliz

Tudo bem?

Tudo bom!

 

Tudo bom?

Bem esperto, bem ligado no som

Um rock, toque de canções geniais

Natureza, cordiais saudações!

Tua beleza, como vai?

Tudo bem? Tudo bom?

 

Areias, praias

Céu e mar

Os rios

Matas

Matarás?

 

Mal lhe pergunte, como vai?

Tudo bom?

Tudo bem?

Debaixo do véu da paz

 

Oi!

Como vai?

E vovô, vovó?

Mamãe e papai?

Oi,  mundo!

Oi,  mundo !

Então, diga lá:

A pressão é impressão que se tem?

Tô perguntando pra você?

Como vai? Tudo bem?

Planeta Careta (Pequeño Planeta)

J. Urrutia/F. Presas/ E. Rodriguez/ E. M. Hirschfeld/ Letra: Edgard Poças

Voz: Dominó

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Um maluco

Um desorientado

Pelo espaço girando

Dançando abandonado

 

O sangue da natureza

O cinza pelo céu

E aquela sua beleza que foi pro beleléu

Que foi pro beleléu

 

Um planeta de rosto amargurado

Lanterna do futuro

Campeão do passado

E o sangue da natureza

Jorrando sem parar

Quem paga essa despesa?

Quem é que vai pagar?

Quem é que vai pagar?

 

Planeta careta, você se acaba mal!

Sujando todo o azul do espaço sideral

Que legal! Que legal!

 

As florestas, as matas matarás

E as praias desertas

O mar será o cais ?

 

E o sangue da natureza, jorrando sem parar?

Quem paga essa despesa?

Quem é que vai pagar?

Quem é que vai pagar ?

 

Planeta careta, você se acaba mal!

Sujando todo o azul do espaço sideral

Que legal! Que legal!

Minha Terra

Nelson Ayres e Edgard Poças

Voz: Paula Poças e Edgard Poças

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Dá licenca dá licença aí

É a vez da minha terra

De cantar os seu encantos

E as riquezas que ela tem

Minha terra é tão bonita

Que dá gosto a gente ver

E não há lugar no mundo

Tão bom de se viver

 

Nosso céu tem mais estrelas

Nossos bosques tem mais flores

Nossa vida mais amores

E aqui eu sou feliz

 

Minha Terra é um barquinho

Navegando no infinito

Minha Terra meu planeta azul

Você é meu país.


 

 

Homenagem no programa da Danny Pink.

agosto 7th, 2017

 

Luiz Melodia.

agosto 4th, 2017

Um abraço

Edgard