Mindinha de Villa-Lobos

17 de maio de 2012

Em 1974, convalescendo de uma terceira cirurgia corretiva na mão esquerda, entusiasmado com a possibilidade de voltar a estudar as peças do mestre, fui ao Rio de Janeiro conhecer o Museu Villa-Lobos; quem sabe não voltava a São Paulo com um convite para um estágio na Universidade de Cascadura?

O convite não veio, mas em compensação levei um papo inesquecível com Dona Mindinha, mulher do mestre, a quem ele dedicou, entre outras dezenas de peças, os Cinco Prelúdios Para Violão e as Nove Bachianas Brasileiras. 

Mindinha contou que, uma noite em Nova York, Villa lhe convidou para assitir a um grande compositor, esse sim, que iria se apresentar ao piano; o lugar, segundo ela era bem mixuruca e o músico, praticamente na miséria, era Béla Bartók.

 

Coincidentemente, Villa-Lobos e Bartók tinham ouvido absoluto; compunham sem usar nenhum intrumento, ou seja, tinham as notas musicais na cuca.

 

Perguntei a ela se conhecia Antonio Carlos Jobim.

- Sim , claro tem melodias lindas, ele ama a obra do Villa. Uma ocasião esteve em casa – bebia bem esse moço! – e brincava:

- Maestro, quer vender a ária da Bachiana Nº 5, quanto custa? E o Villa ria.

 

Depois de um cafezinho, Mindinha foi atender a uma pessoa e eu fiquei sozinho na sala cheia de pertences do maestro; batutas, piteiras, lápis, borrachas, óculos, partituras e a tentação de roubar um lápis do indio de casaca.

Mindinha voltou a tempo e contei-lhe meu desejo…

- Edgard, que coisa feia!

- Dona Mindinha, esse lapis está encantado, é o meu concerto!

Mindinha me deu muitas partituras, entre elas a Melodia Sentimental, que, mais de vinte anos depois, mostrei à Zizi Possi que gravou no seu CD Mais Simples.

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Torcedor da Paz e do Amor • Contra a violência entre as torcidas organizadas

14 de maio de 2012

Somos os únicos pentacampeões. A Copa vem aí, vamos dar o exemplo.

Aqui vai um rascunho de uma campanha pela paz entre as torcidas.

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Torcedor da Paz e do Amor

Maurício Novaes e Edgard Poças

Sou a voz da emoção

Torcedor eu sou

O clamor da paixão

Sou o show!

O calor

- Sou mais!

Sou o gol

- Sou mais!

Torcedor

Sou do bem sou da paz!

Assim vou que vou

O meu coração

Diz que sou um campeão

Sou mais que o placar

Sei que sou vencedor

Sou da paz eu sou do amor!

 Registrada na Biblioteca Nacional de Música.

 

• NÃO APROVADOS

13 de maio de 2012

Aqui um cantinho para consolar os jingles reprovados, aqueles que não passaram, nem foram pra recuperação.

Banestado

Gravado no estúdio Pulsar (1988?)

Côro: Ângela Márcia, Silvinha Araújo, saudade , Clóvis Trindade, saudade.

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Ding Dong

Gravado em 1976, no estudio Dois Pontos. Produtora: Norte Magnético

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Jal

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Silhueta

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Gravado no estúdio JV – do Vicente Sálvia, em 13.06.1980.

Agência: CBBA / Produtora: Norte Magnético / Piano: Amilson Godoy / Baixo: Claudio Bertrami / Bateria: William Caran / Canto: Clóvis e Nadir.

Eu confundia jingle com objeto artístico. Imaginei um filme com Dorival Caymmi, banquinho e  violão, cantando o samba à sua maneira – digamos, uma garibada – e em volta dele aquela mulher que mexe com as cadeiras pra cá,  pra pra lá, e com o juizo do homem que vai trabalhar, dançando de chapéu de palha.

No que Caymmi terminasse a frase Silueta, só mesmo tirando o chapéu, ela tiraria o dito e revelaria uma belíssima cabeleira, graças ao Shampoo Silueta, é  claro.

Levei a idéia a agência CBBA, que não aprovou – e lembro o quanto enchi a paciência do Ricardo Guimarães para convencer o cliente que a idéia era boa, mas dancei e cá fiquei de chapéu na mão.

Mas que ia ficar bonito ia.

Dormitórios Bérgamo

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Gravado em 1981 no estúdio JV.

Piano: Nelson Ayres, Baixo: Claudio Bertrami, Bateria: Willian Caran, Canto: Nadir e Edgard Poças

Agência: Marques da Costa Propaganda

Produtora: Klaxon

Canto: Nadir e Edgard Poças

   •

Abrinq

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     •

BIC
Rascunho feito em casa – home studio em 1980 era frescura, com violão e um ARP 2600. Viagem.

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Papel timbrado, da minha firma Klaxon, com o logo da revista do movimento modernista.

 

Web Jet

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Gravado no meu home studio (argh!)

Agência: Z+

Produtora: Klaxon


Este post é um gentil oferecimento de lampadas Eureka.

Tom Jobim. Homem cordial.

12 de maio de 2012

 

e bondoso:

Semibreves

• Wave

Era o tempo dos radinhos Spika, dos primeiros disk-jockeys e meu programa o que se chama hoje de maior jazz. Com uma vassoura velha de microfone eu mandava para o ar os grandes sucessos o Hit Parade da discoteca do meu pai. Mantovani, Percy Faith, Chuck Berry, Teddy Reno, Carlos Gardel, Sammy Davis Jr,  Dean Martin, Angela Maria, Dorival Caymmi, Rosemary Clooney… O primeiro lugar vinha sendo dia-dia disputado pelo Frankie Layne, com Jezebel e Black Gold, pelo Roy Hamilton, com Ebb Tide e Unchained Melody, e pelos Diamonds com Little Darling, o estouro do ano.

“Oh little darling

Tchup tchu-ara

Tchup tchu-ara

Oh little darling

Oh oh oh oh”

A versão em portugues foi gravada pela Lana Bittencourt e tambem estourou, mas, do lado B, vinha uma canção pelo ar,

Se Todos Fossem Iguais a Voce, de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, que ficou semanas no topo da parada.

E não mais que de repente veio Chega de Saudade e o disk-jockey deixou a rádio no ar, e partiu pra ser compositor.

 Off-Key

Tom

fotografou o som

Com

sua Rolleyflex

revelou-se  a sua enorme inspiração

• One Finger

Luiz Roberto Mello e Souza Oliveira, paulista do Leblon, músico e tomaníaco, numa visita ao Colégio Mello e Souza, no Rio de Janeiro, encontrou nos seus arquivos, o script de uma peça, representada pelos alunos anos atrás.

O autor eu não lembro quem era. E no papel de Dr. Carrapatoso, o garoto Antonio Carlos Jobim. Aquele um. O mestre.

• Meditação

Antonio

Carlos

Brasileiro

de

Almeida

Jobim

Antonio Carlos Planetário de Almeida  Jobim

Tom Mixer.

Outras notas – a base é uma só

#1. O grande Ronaldo Bôscoli, letrista de “Lôbo Bôbo”, “Barquinho”, “Saudade Fez um Samba”, “Você”, e tantas outras da Bossa Nova, por pouco não foi o letrista de um certo tema que Tom Jobim mostrou, em primeira mão, pra ele. Chegou a fazer um esboço, mas foi seu cunhado Vinicius de Moraes, quem acabou escrevendo a letra de “Garota de Ipanema”

#2. Vinicius não acertou de cara na letra da Garota e quem quizer conhecer uma tentativa (Menina que Passa) leia “Antonio Carlos Jobim, uma Biografia”, de Sérgio Cabral, Ed. Lumiar. Tem tambem no Cancioneiro Jobim.

#3. Ronaldo Bôscoli reinvindicava que foi ele quem apresentou o Tom a Vinicius, do  Lúcio Rangel e a história do Orfeu.

#4. Tom, Bôscoli e João Gilberto fizeram 2 músicas. Uma, ninguem lembra mais, e a outra,

Só a saudade assim, faz um dia a gente saber que o amor existe, sim.

Só um dia assim, faz a gente sentir que o amor chegou ao fim…,

ficou, segundo o maestro, um plágio de “Meditação”, tambem dele em parceria com Newton Mendonça.

#5. Ronaldo Bôscoli foi quem escreveu os versos para a introdução recitativa do “Desafinado”: Quando eu vou cantar voce não deixa…

#6. Segundo ele, nas músicas de Tom, os nomes de mulher de mulher citados explícitamente não têm nada a ver. Ana Luiza, Lígia etc… todos esses nomes são códigos. Inclusive Ângela, que ele fez para o Roberto Carlos – o qual, aliás, estupidamente, a esnobou – é linda. Miéli e eu praticamente obrigamos o Rei a cantá-la num show – e ele finalmente a cantou, entre um e outro pot-pourri de seus sucessos.

#7. Bôscoli afirma que tambem colaborou em Luíza com  sete cores, sete mil amores.

A resposta do Tom, e a confirmação dessas dicas, voces encontram no livro Eles e Eu - Memórias de Ronaldo Bôscoli, por Luiz Carlos Maciel e Ângela Chaves, Editora Nova Fronteira.

PS: Eu reinvindico que, bem que poderia ser eu o letrista de Lôbo Bôbo.

Edgard Poças

 

A música que o Faustão não gravou com a Turma do Balão Mágico

10 de maio de 2012

Com o sucesso de Superfantástico cantado pelo Djavan e a Turma - recorde de venda de disco no Brasil – a gravadora topou a idéia de convidar outros artistas do seu casting, assim, Roberto Carlos, Fábio Jr, Erasmo Carlos, Moraes Moreira, Simone, Léo Jaime, Dominó, Metrô, Castrinho, Fofão, José Luis Perales deram a maior força pro balão subir e o mundo ficar bem mais divertido.

Trabalhando no repertório do sétimo LP da Turma do Balão Mágico, no início dos aos noventa, lembrei de um tema musical que meu xará o grande Edgard Gianullo havia mandado tempos atrás, num K7 (que coisa antiga!), e botei a letra cismando que a gravadora (CBS/Sonny Music) poderia convidar o Faustão, que estava com tudo na Globo, para gravar com as crianças.

Fizemos uma gravação demo (rascunhada) e enviamos para a gravadora CBS/Sony Music.
Até hoje não sei se o Fausto Silva ouviu ou não e se ouviu e não gostou.

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Pentelhão 

- Essa musica é do tempo em que encher o saco era só passatempo de Papai Noel! Ô loco!

Puta, cara chato, ô pentelhão

Vive enchendo o saco chamando atenção

Não se toca que é uma mosca no pudim

Quando ele começa é o fim

Nunca desconfia que ele entra a gente sai

E quando ele vem a gente vai

- Ôrra meu, que cara chato!

 

Ô pentelhão, como é que é ?

Você anda que nem meia pegando no pé

Ô pentelhão, vai se catar!

Ôrra meu, é brincadeira, vai pra …

- Ôôôôôôô…

Deixa isso pra lá!

- Ô loco meu, êsse cara dá sono em travesseiro!

 

Diz sabe tudo, o pentelhão é uma mala cheia sem alça de mão

Tem apenas duas palavrinhas pra dizer

Não se cansa de aparecer

Vende guarda-sol e geladeira pra pinguim

Nunca vi um pentelhão assim!

- É brincadeira meu!

 

Ô pentelhão, como é que é?

Você anda que nem meia pegando no pé

Ô pentelhão, o que é que há?

Ôrra meu, é brincadeira, vai de novo pra …

- Ôôôôôôô…

Deixa isso pra lá!

Ô loco, diz que tá vendendo pente até pra careca e desodorante pra cobra, ô loco!

 

Puta, cara chato, ô pentelhão

Vive enchendo o saco chamando atenção

Não se toca que é uma mosca no pudim

Quando ele começa é o fim

Nunca desconfia que ele entra a gente sai

E quando ele vem a gente vai

- Ôrra meu, esse cara é uma mala!

Arranjo e Vozes: Edgard Poças e Edgard Gianullo

Ô pentelhão, como é que é ?

Você anda que nem meia pegando no pé

Ô pentelhão, o que é que há ?

Ôrra meu, é brincadeira, vai de novo, outra vez, ‘cê não foi ainda pra …

- Ôôôôôôô… deixa isso pra lá!

 

- É o famoso gangorra: quando ele senta, todo mundo levanta, meu!

Milk Shake de Som

10 de maio de 2012

Coloque na pauta uma porção de rap com um toque de rock acrescente várias gramas de forró samba à vontade umas xícaras de carimbó algumas de rumba outras de vaneirão duas baquetas de baião desfiado com um maço de frevo rasgado um fado uma pitada de merengue um chorinho de bolero um lero-lero com várias colheres de salsa diversas folhas de valsa meia marcha lenta refogada num breque de break acelerado adicionando em seguida a uma balada derretida numa bela tarantela com algumas rodelas de techno sem espinhas e tempere com axé picado polvilhe com funk ralado carregue no reggae deixe no molho hip-hop por alguns minutos e bata nos ouvidos até ficar macio – o som é claro – ajuste o volume e sirva o milk shake à vontade.

Beba moderadamente.

H. Vira-Bollos.

 

Mário de Andrade, minha mãe e eu.

8 de maio de 2012

Minha mãe, Antonietta, era professora de piano formada pelo Conservátorio Dramático Musical de São Paulo, tocava muito – pra dar uma idéia, o professor de História da Arte era o Mário de Andrade, o repertório ia de Cravo bem Temperado, Sonatas de Mozart, Beethoven, Estudos de Chopin, a barra era pesada que nem Coimbra,  passa quem souber, o que não impedia a Nena de sapecar no teclado um Tico-tico no fubá e uma La Cumparsita de jogar garrafa na parede.

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- Mãe, como era o Mário de Andrade?

- Ih, ele era sério… muito sério…

Passei décadas perguntando a ela sobre o Multimário e a resposta era sempre a mesma, com o sotaque do Brás, do tempo em que  bairro tinha sotaque.

- Mãe, fala alguma coisa do Mário!

A resposta, segundo meu pai, como dizia a velha Francisca, era sempre a mesma com mais força…

- Ih, ele era sério, filho… muito sério…

Um dia queimei o pé:

- Ô mãe, improvisa pô!

Saudades Neninha.

pin 1937

                                                                             Cartão Nena #2                           

                                                               •
P.S.: Dei ao grande José Ramos Tinhorão a partitura de Tardes de Lindóia que minha mãe comprou do próprio Zequinha de Abreu. O compositor estava na maior dureza e vendia suas obras de porta em porta. Deve estar no arquivo do IMS, Instituto Moreira Salles que realiza um valoroso trabalho em prol da cultura brasileira.

Visite o site, vale a pena:  ims.uol.com.br/

Concerto em si.

8 de maio de 2012

Somos amigos,

amigos do peito,

amigos pra valer!

Trem de Bamba. Lembrança a Duke Ellington e sua Orquestra.

29 de abril de 2012

O Totem Bar ficava na avenida Santo Amaro, em São Paulo, no fundo de um terreno enorme cuja frente servia de estacionamento e foi lá, numa noite de 1968, que um conjunto de garotos da garoa, tocou Garota de Ipanema para o grande Duke Ellington – e sua orquestra.

Nelson Ayres no piano, Zeca Assumpção no baixo, Roberto Sion no sax, William Caran na bateria e eu no violão, mandamos a maior brasa e ao final, na sua nobreza, o Duke me sapecou tres beijos. Eu era o mais próximo.

Durante minha impetuosa performance notei um olhar curioso; acho que ele reparava que, no Brasil, o violão – da bossa nova – era tocado sem palheta, ao contrário dos guitarristas de jazz que adoravam a bossa nova.

Eu tive a sorte de viajar acompanhado de quatro azes, aí qualquer carta é coringa.

Como nós fomos parar no Totem, tocar para Duke Ellington e sua orquestra eu não tenho a menor idéia.

Lembro que eu fiquei até altas horas – o Duke e a banda foram embora cedo – ficou o trumpetista, CatAnderson, e iniciamos um porre federal que continou numa boite que eu não lembro o nome – ficava naquela ladeira, não lembro o nome, que liga a Rua Martins Fontes à avenida Nove de Julho. Deus me castigue, mas não agora!

Tambem não lembro como cheguei em casa.

Lembro que dias depois assisti ao lado do meu primo Kiko Marques da Costa a inesquecível apresentação de Duke Ellington e sua Orquestra no Teatro Municipal de São Paulo.

Abriram com Take the A Train e eu caí no chôro. Nunca tinha visto tanto genio junto. Sophisticated Man, tocando aquele piano incrível, regendo com a classe de mestre sala os caras que eu colecionava que nem figurinhas, era demais pro meu pobre coração!

Depois do concerto descemos até os camarins para ver as feras – não tinha muita gente – abri uma garrafinha de uísque , a ponte aérea, e sorvemos o divino centeio honrados pela companhia do saxofonista Paul Gonsalves, que fez um solo maravilhoso de Meditations,­ de sua autoria, eu lembro muito bem, e do trumpetista Cootie Willians, coautor de Round About Midnight em parceria com o insofismável Thelonious Esfera Monge!

Lembrança de Edward Kennedy “Duke” Ellington no seu aniversário de nascimento, ele que nunca morrerá. Nem sua orquestra.

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Take the A Train, de seu querido amigo e parceiro Billy Strayhorn.

Trem de Bamba

Vem que vem de banda

E vem no trem do Harlem de Luanda

Vem vem mais um bamba

É,  é o Duke Ellington no samba!

Salve o Duque do pandeiro

Salve o afro brasileiro!

Voz: Maurício Novaes

Diamonds shining:

- Ele, sua turma, e o grande Billy Straihorn:

- Com a crooner Betty Roché:

- Com o sensacional Ray Nance solando:

http://www.youtube.com/watch?v=hRGFqSkNjHk&feature=related

- Com solo de Cootie Williams:

Mais uma:

Bônus:

- Paul Gonsalves:

http://www.youtube.com/watch?v=emgd6MbUExI&feature=related

Johnny Hodges – vale chorar:

http://www.youtube.com/watch?v=XYfvgXHDGrA  - vale chorar.

Harry Carney:

http://www.youtube.com/watch?v=brqxEdwsTQs

Existe, incrívelmente, em São Paulo, a Rua Duke Ellington, mais uma daquelas coisas que só acontecem no Brasil.

Dia do Descobrimento do Brasil.

22 de abril de 2012
Em 22 de abril de 1500, chegam a Pindorama treze caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral.

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História do Brasil, Lamartine Babo

Voz: Almirante

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Giro em Portugal, Mário Lúcio de Freitas e Edgard Poças

Voz: Mário Lúcio de Freitas

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Ripa na Chulipa, Paul Mounsey e Edgard Poças

Voz: Edgard Poças

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Ilustração da minha filha Maria do Céu, a Céu.

Mistura Fina, Paul Mounsey e Edgard Poças

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