Luiz Barbosa
Rei da divisão, do molho e da mumunha. Boêmio inveterado, morreu aos vinte e oito anos de idade. Ouça o carinha cantando e batucando no seu chapéu de palha, acompanhado espetacularmente ao piano por Custódio Mesquita. Algo assim como uma tabelinha Pelé e Coutinho. Na Estrada da Vida, de Wilson Baptista. Gravação de 1933.
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Seja Breve. Composição de Noel Rosa. Luiz Barbosa canta em dueto com João Petra. Gravação de 1933. Custódio Mesquita, pra variar, arrasando no piano.
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Vassourinha
Mário Ramos, genial sambista paulistano, que nos deixou em 1942 aos 19 anos de idade. Garôto sincopado, sua obra se resume em apenas seis discos 78 rpm. Contribui com algumas fotos e pitacos para o curta metragem A Voz e o Vazio; a Vez de Vassourinha, (1998), roteiro e direção de Carlos Adriano.
Seguem duas gravações do varredor da Rádio Record, com o acompanhamento mais que demais do regional de Benedito Lacerda. Ouça Vassourinha, uma estrela luminosa e breve.
… e o Juiz Apitou, de Wilson Baptista. Gravação de 1942.
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Volta pra Casa Emília, de Wilson Baptista. Gravação de 1942.
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Cyro Monteiro
Descendente direto de Luiz Barbosa. Ao invés do chapéu de palha, caixa de fósforos, assim como Wilson Baptista, de quem foi grande intérprete. Estive diversas vezes com ele em 1965, por ocasião da montagem do espectáculo Vinicius Poesia e Canção, no Teatro Municipal de São Paulo, com direção de meu primo Zequinha Marques da Costa. Uma das pessoas mais bonitas e bondosas que conheci na vida. Unanimidade entre os artistas como exemplo de ser humano. Grande contador de histórias, emérito batedor de papo. Um dia, num dos intervalos dos ensaios, saímos pra molhar a palavra, e no meio da conversa que girava em torno da desfaçatez e do cinismo dos políticos ele sai com essa:
- Edgard, o candidato é um ótimo sujeito, fala tudo que a gente quer ouvir, promete o mundo que a gente quer, quem não cumpre é o eleito !Tinha pavor de avião, só entrava em caso extremo e sob proteção de São Evilásio…
- São Evilásio, Cyro?
- Pois é, santo desconhecido tem maior disponibilidade…
Rio – São Paulo, só no saudoso trem nocturno, batizado de “avião dos covardes”. Na companhia de Aracy de Almeida, a dama da Central, Vinicius de Moraes, Baden Powell, Braguinha, vararam noites bebendo e cantando no carro restaurante que fechava às onze e meia da noite, mas com uma boa caixinha ia até às tantas. Eu mesmo, quando tinha de ir ao Rio, para reuniões de pré-produção da Turma do Balão Mágico, me servia desse expediente, não que eu seja covarde, o que me falta é coragem.
Ouça o querido Formigão. Quatro loucos num Samba. Do LP Senhor Samba, lançado pela CBS. 1961. Leia o texto de contracapa escrito por Vinicius de Moraes.

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Quatro loucos num Samba, de Mary Monteiro e Cyro Monteiro, gravação de 1961.
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Falsa Baiana, de Geraldo Pereira. Gravada em 1944.
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João Gilberto
Gênio. Inimitável. Nasceu em stereo. Voz e violão. Mudou a história da música popular mundial. Incrível como ainda existe gente rotulando João Gilberto de bossa nova! João é sambista! Tive a felicidade de conhecer João em 1961, nos bastidores do programa Brasil 61 que era apresentado por Bibi Ferreira, no antigo canal 9, na rua Nestor Pestana em São Paulo. Jamais vou esquecer a maneira gentil como me tratou – eu tinha 15 anos e ele era meu ídolo. No dia seguinte liguei pro Lord Palace Hotel onde se hospedava em São Paulo e aprendi tocar Um Abraço no Bonfá pelo telefone!
Conversei com ele mais vezes, mas isso é papo para um outro post. Ouça, pegue o pinho e tente fazer igual, é super fácil! http://www.edgardpocas.com.br/wp-content/uploads/2012/01/BolinhadePapel.mp3
Pra Que Discutir com Madame, de Haroldo Barbosa e Janet de Almeida. Gravada ao vivo em Montreaux, 1990.
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Bolinha de Papel, de Geraldo Pereira. Gravação em 1961.
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