Aracy Côrtes, uma rosa de ouro.

10 de janeiro de 2012


Coração, rítmo, jeito, malemolência, molejo, traquejo, gingado, molho, manha, divisão, picardia, graça, destreza, afinação, telecoteco, ziriguidum, balacobaco, o não sei que que faz a confusão, e mais tudo!

As faixas que seguem foram colhidas nos LPs Rosa de Ouro, volume 1 (1965) e volume 2 (1967), que estão entre os discos mais lindos da nossa musica popular.

Participação de Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nelson Sargento, Jair do Cavaquinho e Anescar do Salgueiro.

• Tem Francesa no Morro

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• Flor do Lodo

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• Os Rouxinóis

Uma ocasião, em 1969, estava eu tocando um violãozinho numa reunião em Lisboa e Vinicius de Moraes sugeriu que cantássemos Os Rouxinóis, de Lamartine Babo, para o poeta portugues Alexandre o’Neill, ressaltando que a marcha-rancho fora composta para o Carnaval de 1958. O bardo lusitano ouviu e desconfiou que estávamos aos copos, de brincadeira, pois aquilo mais lhe pareceu música de câmara cuja letra remetia a Olegário Mariano, o poeta das cigarras! Grande Lalá!

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• Ai Yoyô (Linda Flor)

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P.S.#1: Os repertórios dos dois LPs  foram extraídos do insquecível espetáculo Rosa de Ouro, de Hermínio Bello de Carvalho, que estreou em  18 de março de 1965 no Teatro Jovem no Rio de Janeiro e encantou o Brasil.

P.S.#2: Quem quiser informações sobre Aracy Côrtes entre no excelente blog Estrelas que Nunca se Apagam no seguinte endereço:

http://bonavides75.blogspot.com/2011/03/aracy-cortes-107-anos.html

 

 

 

Quadra de Ases.

3 de janeiro de 2012

Luiz Barbosa

Rei da divisão, do molho e da mumunha. Boêmio inveterado, morreu aos vinte e oito anos de idade. Ouça o carinha cantando e batucando no seu chapéu de palha, acompanhado espetacularmente ao piano por Custódio Mesquita. Algo assim como uma tabelinha  Pelé e Coutinho. Na Estrada da Vida, de Wilson Baptista. Gravação de 1933.

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Seja Breve. Composição de Noel Rosa. Luiz Barbosa canta em dueto com João Petra. Gravação de 1933. Custódio Mesquita, pra variar, arrasando no piano.

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Vassourinha

Mário Ramos, genial sambista paulistano, que nos deixou em 1942 aos 19 anos de idade. Garôto sincopado, sua obra se resume em apenas seis discos 78 rpm. Contribui com algumas fotos e pitacos para o curta metragem A Voz e o Vazio; a Vez de Vassourinha, (1998), roteiro e direção de Carlos Adriano.

Seguem duas gravações do varredor da Rádio Record, com o acompanhamento mais que demais do regional de Benedito Lacerda. Ouça Vassourinha, uma estrela luminosa e breve.

… e o Juiz Apitou, de Wilson Baptista. Gravação de 1942.

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Volta pra Casa Emíliade Wilson Baptista. Gravação de 1942.

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Cyro Monteiro

Descendente direto de Luiz Barbosa.  Ao invés do chapéu de palha, caixa de fósforos, assim como Wilson Baptista, de quem foi grande intérprete. Estive diversas vezes com ele em 1965, por ocasião da montagem do espectáculo Vinicius Poesia e Canção, no Teatro Municipal de São Paulo, com direção de meu primo Zequinha Marques da Costa. Uma das pessoas mais bonitas e bondosas que conheci na vida. Unanimidade entre os artistas como exemplo de ser humano. Grande contador de histórias, emérito batedor de papo. Um dia, num dos intervalos dos ensaios, saímos pra molhar a palavra, e no meio da conversa que girava em torno da desfaçatez e do cinismo dos políticos ele sai com essa:

- Edgard, o candidato é um ótimo sujeito, fala tudo que a gente quer ouvir, promete o mundo que a gente quer, quem não cumpre é o eleito !Tinha pavor de avião, só entrava em caso extremo e sob proteção de São Evilásio…

- São Evilásio, Cyro?

- Pois é, santo desconhecido tem maior disponibilidade…

Rio – São Paulo, só no saudoso trem nocturno, batizado de “avião dos covardes”. Na companhia de Aracy de Almeida, a dama da Central, Vinicius de Moraes, Baden Powell, Braguinha, vararam noites bebendo e cantando no carro restaurante que fechava às onze e meia da noite, mas com uma boa caixinha ia até às tantas. Eu mesmo, quando tinha de ir ao Rio, para reuniões de pré-produção da Turma do Balão Mágico, me servia desse expediente, não que eu seja covarde, o que me falta é coragem.

Ouça o querido Formigão. Quatro loucos num Samba. Do LP Senhor Samba, lançado pela CBS. 1961. Leia o texto de contracapa escrito por Vinicius de Moraes.

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Quatro loucos num Samba, de Mary Monteiro e Cyro Monteiro, gravação de 1961.

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Falsa Baiana, de Geraldo Pereira. Gravada em 1944.

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João Gilberto

Gênio. Inimitável. Nasceu em stereo. Voz e violão. Mudou a história da música popular mundial. Incrível como ainda existe gente rotulando João Gilberto de bossa nova! João é sambista! Tive a felicidade de conhecer João em 1961, nos bastidores do programa Brasil 61 que era  apresentado por Bibi Ferreira, no antigo canal 9, na rua Nestor Pestana em São Paulo. Jamais vou esquecer a maneira gentil como me tratou – eu tinha 15 anos e ele era meu ídolo. No dia seguinte liguei pro Lord Palace Hotel onde se hospedava em São Paulo e aprendi tocar Um Abraço no Bonfá  pelo telefone!

Conversei com ele mais vezes, mas isso é papo para um outro post. Ouça, pegue o pinho e tente fazer igual, é super fácil! http://www.edgardpocas.com.br/wp-content/uploads/2012/01/BolinhadePapel.mp3

Pra Que Discutir com Madame, de Haroldo Barbosa e Janet de Almeida. Gravada ao vivo em  Montreaux, 1990.

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Bolinha de Papel, de Geraldo Pereira. Gravação em 1961.

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Noel Rosa. O Poeta do Samba e da Cidade.

24 de outubro de 2011

Contraponto entre o gênio e a sua cidade mulher.

André Diniz acerta no x do problema:

Um sambista de mão cheia.… que construiu a sua músicalidade reunindo referências diversas.… Um mediador cultural que, nas trocas de linguagem e na experiência de mundo com os compositores de formação mais humilde, dos morros e do subúrbio, deu o caminho definitivo de um samba que não é negro nem branco, mas mestiço; um samba que não nasceu no morro nem no asfalto, mas com a obra do indivíduo que soube aproveitar a influência dos rítmos europeus, africanos e americanos na formação de suas composições, mediando mundos culturais distintos, ultrapassando fronteiras delimitadas pela origem social, expressando a música de uma cidade.

O samba na realidade

Não vem do morro

Nem lá da cidade

E quem suportar uma paixão

Sentirá que o samba então

Nasce do coração.

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Publicado pela Casa da Palavra e inclui um belo CD com sucessos do nosso Noël.

Quem Dá Mais

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Coleção O Mágico do Balão

24 de outubro de 2011

 

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Ziraldo querido, obrigado pelo prefácio.

Baixe as partituras e os karaokês das musicas da coleção no endereço : www.magicodobalao.com.br

A Dança dos Bichos 

A dança dos bichos • A dança da formiga • O pato cantor  • A galinha magricela • Có-Có-Uááááá! •  Boa vida  • O passo do jacaré •  Jogo do bicho  • Crispim o Pinguim, rei do Patim

 

Asas da Imaginação

Superfantástico • Faz-de-conta • Adivinha  • Viva o mágico! • Lenda indígena • Giro em Portugal • Eu não te contei?  • Papabaquigrifismo •  Me leva no circo!

 

Carinhas de Estimação

Carinhas de estimação • O meu avô • Anão assim • Tia Josefina • Seu Felipe, dorminhoco • Zezé e Zizi • Ai, meu nariz • O palhacinho triste, e a dança da coceira • Ursinho Pimpão • Soldadinho de chumbo

 

Se Enamora

Coração • Flechas do amor • Se enamora • Quando te vejo • Coração de papelão • O que é o que é? • Gaguejei •  Parque dos sonhos • Ligo ou não ligo • Felicidade

 

Somos Amigos

Putz, o grande Mago • Você tem um amigo em mim • Dá um sorriso pra mim • É tão lindo • Você e eu • Juntos • Forças armadas de alegria • Tô nessa, cara! • Amigos do peito • Trem da alegria

 

Tudo tem hora

Tudo tem hora • Feliz aniversário • O direito de mamar direito • Broze ou tudedo •  Doze de outubro • Dia dos pais • Dia da bandeira • Dia da confraternização mundial • Futuro é presente • O trenzinho

 

Viva o Ritmo

Viva o ritmo • Não dá pra parar a música • Milk-shake • O Som • Baile dos passarinhos • Soneca • Ciranda Brasil •  Quem não sabe assobiar  • A voz do trovão • Desencostalagartixa

 

Pra comprar a coleção entre em contato:

www.ibep-nacional.com.br

ou:

www.editorial.com.br

 

 

Armazen de Projetos

18 de outubro de 2011

• Minha Casa

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• Pelo Telefone

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• Para Fazer um Bom Café

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Criatividade

17 de outubro de 2011
Leia a Coleção “O Mágico do Balão”

Minha Terra. Dedicada a Rosa Morena e Nina, minhas netas.

12 de outubro de 2011

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Minha Terra

 

Dá licenca dá licença aí

É a vez da minha terra

De cantar os seu encantos

E as riquezas que ela tem

 

Minha terra é tão bonita

Que dá gosto a gente ver

E não há lugar no mundo

Tão bom de se viver

 

Nosso céu tem mais estrelas

Nossos bosques tem mais flores

Nossa vida mais amores

E aqui eu sou feliz

 

Minha Terra é um barquinho

Navegando no infinito

Minha Terra meu planeta azul

Você é meu país.

Minha filha Paula e eu resolvemos postar essa gravação apesar dos tropeços na afinação e nas entradas; a emoção de cantar o amor pela nossa terra falou mais alto.

O abraço de sempre ao amigo e parceiro Nelson Ayres.

Quem quiser gravar entre em contato.

Registrada na Biblioteca Nacional.

 

 

Noel Rosa. O maior castigo que eu te dou. A tosse.

23 de setembro de 2011

 

Dia desses, caminhando no Parque do Ibirapuera ouvindo no iPod o CD #11 da maravilhosa coleção  Noel Pela Primeira Vez descobri algo estranho  que me chamou a atenção.

Será que eu ouvi mesmo o que eu escutei?

Voltei ao ponto várias vezes e como diria o Almirante, incrível, fantástico, extraordinário: a grande Aracy de Almeida vem cantando acompanhada pelo molho do regional do Benedito Lacerda – O maior castigo que eu te dou… … e aos 41segundos… Não há ninguém mais calma (cof) do que sou…  alguem tossiu durante a gravação! Tá lá, ouça!

- Não há ninguém mais calma (cof) do que sou!

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Esse samba foi gravado duas semanas antes da morte de Noël Rosa na noite de domingo 2 de maio de 1937.

Aracy de Almeida e Benedito Lacerda foram ao chalé da rua Teodoro Silva na Vila Isabel pra mostrar a prova da gravação, mas o Poeta da Vila acabava de partir pra festa no céu. No lado B do disco, Eu sei sofrer, a letra mais doída que eu conheço da música brasileira.

Quem imortalizou essa tossida? A Aracy não foi, estava cantando.

Será que foi o Dino sete cordas? O Meira? O Canhoto?

Será que o Noël assistiu a gravação e foi ele? Ou será o Benedito?

 

 

 

Meu Violão de Estimação

21 de setembro de 2011

Meu violão de estimação

“De tanto roçar meu peito

Tens hoje o timbre perfeito

Da voz do meu coração.”

Meu Companheiro. Chico Alves e Orestes Barbosa.

 

Esse é o violão da minha juventude, autografado por pessoas encantadoras que eu conheci nas serestas, nos bares, e em casas familiares.

“Quem toca em casa familiar

É o bobo Lelé

Fica sem mão pra beber

Fica sem mão pra mulher!”

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Meus Vinicius de Moraes e meu primo querido Zequinha Marques da Costa, lá pelas tantas cantavam essa música pra tirar sarro da minha cara que varava a noite tocando feito um desvairado enquanto eles ficavam numas…

Vinicius e Zequinha

Zequinha me disse que a obra é de autoria Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta.

Sério Porto, por Nassara

Sério Porto, por Nassara

Enfim, taí o pinho,  assinado por: João Gilberto, Vinicius de Moraes, Baden Powell, Carlos Lyra, Chico Buarque, Rosinha de Valença (que saudade bicho!), Elizeth Cardoso, Cyro Monteiro, Edú Lôbo, Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Sérgio Mendes, Ruy Guerra, Norma Benguell, Odete Lara, Os Cariocas (Severino, Badeco, Quartera e Luiz Roberto), Paulo Autran, Oscar Castro Neves, Jorge Ben, Luiz Eça, Dom Um (que saudade bicho!), MPB4, Pedrinho Mattar, Paulinho Nogueira, Claudette Soares, Walter Wanderley, Alaíde Costa,Anna Lúcia,  Flávio Rangel, Silveira Sampaio (o Jô Soares era assistente do seu talk show no inicio dos anos 60!), Geraldo Cunha (viva o Jogral!), Walter Santos (Bossa Nova ou Samba Jazz?) e Diogo Pacheco.

Deixaram de autografá-lo por motivos de força maior ou menor, seja o adiantado da hora, as libações etílicas ou a irresponsabilidade dos justos: Wilson Batista – o maior sambista brasileiro de todos os tempos – Ismael Silva, Dick Farney, Duke Ellington e orquestra, Ataulfo Alves, Sergio Ricardo, Grande Otelo, Billy Blanco, Jorge Goulart, Nora Ney, Otto Lara Resende, Ze Kéti, Jô Soares, Hervê Cordovil , Alexandre o’Neill, Carlos Manga, Wilson Simonal, Sylvia Telles, Dudi Maia Rosa, Don Rossé Cavaca, Milton Nascimento e  Antonio Carlos Planetário de Almeida Jobim…

Fica pra próxima.

Novamente juntos eu e o violão

Vagando devagar, por vagar

Cantando uma canção qualquer, só por cantar

Mercê da solidão

Vadiando em vão por aí

Nós vamos seguir,

Outra rua, outro bar, outro amigo, outra mão

Qualquer companheira, qualquer direção

Até chegar em qualquer lugar

Qualquer que seja a morte a esperar

Jamais meu violão me abandonará

Se eu vivi, foi inútil viver

Já mais nada me resta saber

Quero ouvir meu violão gemer

Até me serenizar.

Violão vadio.

Edgard Poças e seu ViolãoBaden Powell e Paulo César Pinheiro

 

Budapest • Chico Buarque e a Seleção da Hungria.

20 de setembro de 2011

Li algumas críticas negativas ao livro Budapest de Chico Buarque e a maioria é invejosa. Li gostei e lembrei uma frase que não sei quem disse:

– Quando você  faz sua marca no mundo, observe os caras com apagadores.

Críticas à parte, constatei que alguns personagens do livro foram batizados com nomes dos jogadores da grande seleção húngara finalista da Copa do Mundo de 1954, na Suiça. Um dos maiores times de futebol de todos os tempos.image001

A base era um time chamado Honved que reinou desde o final da década de 40 até a primeira metade da década de 50. Tive  a felicidade de ver Flamengo e Honved televisionado do Maracanã, creio que em 1957. Naquele tempo a gente torcia inclusive pra imagem não sair do ar. O esquadrão húngaro já estava meio gasto, mas dava pro gasto.

Voltando à copa de 54, os húngaros estrearam sapecando 9×0 na Coréia e depois aplicaram um 8×3 na Alemanha encerrando a primeira fase. Nas quartas de final venceram o Brasil de 4×2.

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Os speakers esbravejaram durante toda a transmissão: – O Brasil está sendo roubado es-can-da-lo-sa-men-te! A gente, ouvido colado no radio concordava. Juiz ladrão! No final, maior sururú em campo como se dizia na época.

Nossa seleção era boa: Castilho, Djalma Santos, Pinheiro, Nilton Santos, Brandãozinho e Bauer Julinho, Didi, Índio, Humberto e Maurinho -

Julinho, Djalma Santos e Brandãozinho atuavam na minha Portuguesa de Desportos - mas, a verdade é que além da categoria dos húngaros, o onze canarinho jogou com um maracanazo nas costas e se acanhou em campo.

image005      O Julinho Botelho a flexa da lusa marcou um golaço.

Em seguida os húngaros enfrentaram os uruguaios, campeões do mundo – nem é bom lembrar –  repetiram o 4×2 e foram pra final contra a mesma Alemanha e perderam de 3×2! Maior zebra da história do futebol! Dizem que foi por causa da bola.

http://www.youtube.com/watch?v=RgvxgFjIgxU

O Chico, todo mundo sabe, gosta muito de futebol, deve ter ficado chateado com a eliminação do nosso escrete e com esquadrão húngaro engasgado na memória e agora escalou a moçada  pra bater um bolinha em Budapest. Será que alguem reparou nisso? Os críticos provavelmente não, até porque eles não sabem bater um escanteio.

Eu lembro que chorei com a derrota do Brasil, mas, dias depois meu esquadrão principal de futebol de botão envergava o uniforme da seleção magiar.

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Grosics; Buzansky e Lantos; Bozsik, Lorant e Zakarias; Czibor, Kocsis, Hidegkuti, Puskas e Toth I

Dias depois, jogando em casa, fui derrotado por 1×0 pela seleção brasileira do meu amigo Tatá na final campeonato de futebol de botão do bairro.

Deu zebra de novo!

Foi bom pra largar de ser besta.

 •

P.S.: O Tatá era gago.