Posts Tagged ‘Noel Rosa’

Viva Nássara!

sábado, novembro 11th, 2017

Em 1962, o violonista Paulinho Nogueira me emprestou o LP 45 rpm Polêmica, capa do caricaturista Nássara, compositor e parceiro de Noël. Segundo Millor Fernandes, Antônio Gabriel Nássara (1910- 1996) foi o Mondrian do portrait-charge,… (ele) corrige a natureza fazendo com que as personagens acabem se parecendo com a caricatura.

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Vinte e seis anos depois ganharia de presente suas ilustrações da História do Brasil que escrevi para o encarte do LP Pindorama do grupo Pau Brasil (Nelson Ayres: piano e teclados, Paulo Bellinati: guitarra e violão, Roberto Sion: Sax e Flauta, Rodolfo Stroeter: baixo acústico e elétrico, Bob Wyatt: bateria).

Numa manhã Nássara liga para minha casa:

– Aqui é o Nássara. Ouça, não adianta falar nada que eu sou surdo: voce fez um épico do carnaval!

E desligou.

Chorei de emoção.

Alá-la-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô!

 

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http://www.dicionariompb.com.br/nassara/dados-artisticos

Noël Rosa. O boêmio e o mártir.

sexta-feira, dezembro 11th, 2015
Texto Cony

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Encontrei essa beleza de crônica  de Carlos Heitor Cony, recortada do jornal Folha de São Paulo – não anotei a data da publicação – e guardada entre as partituras de Esquina da VidaEu Sei Sofrer do volume #3 do Songbook Noël Rosa da Lumiar Editora.

Uma crônica que não resta a menor dúvida.

Noël de Medeiros Rosa (11 de dezembro de 1910 – 4 de maio de 1937.

Concerto em si.

quinta-feira, julho 17th, 2014

Somos amigos,

amigos do peito,

amigos pra valer!

Feitiço da Vila Madalena

quarta-feira, março 12th, 2014

Parceria com meu filho Diogo, que assim como Mili sua irmã, nasceu nessa vila tão querida. Um abraço paulistano em memória de Vadico e Noël Rosa que enriqueceram nossa música com seu talento.

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Diogo Poças e Edgard Poças

Quem nasce lá na Vila não vacila não

Ao abraçar o som

Que faz dançar os astros da madrugada

E o sol se atrasar pra alvorada

 

Quem nasce lá na vila nasce feito

Sem dó de preconceito

O bosque dá saúde

A liberdade atitude

E a vila Madá respeito

 

É produção independente

Que virou marca sem tirar patente        

Nas quebradas da Harmonia

Desfiou o som

Som da gente com inteligência

Com feitiço, porem, com decência                          

A lira paulistana não se engana, não

Se tudo vale a pena

Se a  alma não é pequena

Meu coração é Vila Madalena!

A casa onde morávamos, graças à Deus, na rua Girassol 67.

Hoje é o Grazie a Dio.

Mili e Diogo, 1974.

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No Auditório Ibirapuera, com participação da Céu.

Noël Batista x Wilson Rosa.

terça-feira, fevereiro 18th, 2014

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Em 1962 o violonista Paulinho Nogueira me emprestou o LP 45 rpm, Polêmica, contendo as gravações da célebre batalha musical travada pelos dois bambas, com capa do cartunista e compositor Nássara, que foi parceiro de ambos. Tirei as músicas e letras, até hoje sei de cor e aprendi no correr dos anos que a batalha não foi tão feroz assim; aliás, ouvi essa consideração do próprio Wilson entrevistado por Bibi Ferreira no programa Brasil 61, no antigo canal 9, na rua Nestor Pestana em São Paulo, onde hoje é o Teatro Cultura Artística. Depois, da sua apresentação – lembro que cantou Rapaz Folgado e  Balzaquiana – nos bastidores do teatro, levado pelo grande Sérgio Ricardo, que nessa noite cantou O Nosso Olhar, modéstia à parte meus senhores, tive a oportunidade de ficar um bom tempo ao lado  do maior sambista de todos os tempos.

Não tô charlando.

E mais, bati o maior papo com João Gilberto, que fica para um outro post.

Sobre Noël temos Noel Rosa – Uma Biografia, por João Máximo e Carlos Didier e tambem a preciosa caixa Noel pela Primeira Vez, organizada por Omar Jubran, que contem a obra completa em 14 discos.

                              

E sobre o Wilson a tese é a seguinte: meu amigo Rodrigo Alzuguir, que passou nove anos no maior lesco – lesco na obra do pretinho lançou a biografia definitiva. “WILSON BAPTISTA – O SAMBA FOI SUA GLÓRIA”. Aí, a gente junta com o belo CD Ganha-Se Pouco Mas é Divertido de Cristina Buarque de Holanda com vinte e duas músicas de um repertório próximo de setecentas – e ainda diziam que o cabo era inimigo do batente – e a quizumba fica empatada.

Pra quem quizer relançar a polêmica entre os dois bambas, fica a sugestão de capa: a foto lá de cima. Duas em uma, amor de parceria.

As fotos falam!

Acompanhamento:

Wilson:

O Bonde São Januário

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Lenço no Pescoço

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Noel:

Rapaz folgado

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Não tem Tradução

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Para completar Rodrigo Alzuguir, está pelos teatros do Brasil com o espetáculo “O samba Carioca de Wilson Baptista”, sucesso no Rio de Janeiro e o CD de mesmo nome – pela Biscoito Fino – está na praça contendo as musicas do pretinho interpretadas por grandes cantores da musica brasileira, entre os quais minha filha Céu para extremo orgulho do pai. É o Wilson nas paradas!

 P.S.: Post escrito com a mão do Alcides.

Noel Rosa. O Poeta do Samba e da Cidade.

quarta-feira, agosto 24th, 2011

Contraponto entre o gênio e a sua cidade mulher.

André Diniz acerta no x do problema:

Um sambista de mão cheia.… que construiu a sua músicalidade reunindo referências diversas.… Um mediador cultural que, nas trocas de linguagem e na experiência de mundo com os compositores de formação mais humilde, dos morros e do subúrbio, deu o caminho definitivo de um samba que não é negro nem branco, mas mestiço; um samba que não nasceu no morro nem no asfalto, mas com a obra do indivíduo que soube aproveitar a influência dos rítmos europeus, africanos e americanos na formação de suas composições, mediando mundos culturais distintos, ultrapassando fronteiras delimitadas pela origem social, expressando a música de uma cidade.

O samba na realidade

Não vem do morro

Nem lá da cidade

E quem suportar uma paixão

Sentirá que o samba então

Nasce do coração.

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Publicado pela Casa da Palavra e inclui um belo CD com sucessos do nosso Noël.

Quem Dá Mais

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Coleção Barbosa

sexta-feira, junho 17th, 2011

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Ganhei esse exemplar do Sapo Dourado da minha amiga e musicista Lenisa, filha do jornalista Carlos Castello Branco à quem o livro é dedicado.

 Sobre os albuns abaixo existe farto material informativo na Net.

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Autografado pela divina Lady Day, presente de minha grande amiga Heloísa Eugénia Villela, a Kitinha.

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Um detalhe curioso é que Noël adorava desenhar – vide a autocaricatura – e certa vez, pelos anos 30, mostrou vários desenhos a Di Cavalcanti que entre um e outro lhe pedia para cantar um samba. Noël não gostou. Em 1951 Aracy de Almeida gravaria esse album com musicas do filósofo do samba e capa de Di Cavalcanti.

São Coisas Nossas.