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Bem-vindo

quarta-feira, junho 9th, 2021

Bem-vindo a estas canções!

Numa certa ocasião, reunido com amigos compositores, tive a ideia de fazer uma parceria musical com cada um deles. Como venho trabalhando na música infanto-juvenil, desde que criei a Turma do Balão Mágico, “há mais de quarenta anos”, imaginei um repertório que refletisse a criança em cada um dos parceiros. Seria um “Balão Mágico” para maiores? Pode ser, talvez movido pelo sentimento de que a infância não volta mais, mas a criança permanece.

São 12 composições inéditas e os meus parceiros são: Carlos Lyra, Dado Magnelli, Daltony Nóbrega,  Dino Galvão Bueno, Eduardo Gudin,  Laércio de Freitas, Luis Roberto Oliveira, Marcos Valle, Nelson Ayres e Théo de Barros, e uma música de  (Anibal Augusto Sardinha – Garoto).

Participaram deste álbum como intérpretes : Céu, Alaíde Costa, Renato Braz, Adriana Godoy, Diogo Poças, Jean William, Ricardo Barros, Maria Clara Novaes, Margareth Darezzo e Edgard Gianullo. Todos os arranjos são de autoria de Pichu Borrelli. A ilustração da capa é de Paulo Caruso.

Este álbum /CD já está disponibilizado nas seguintes plataformas musicais, entre neste link.

https://tratore.ffm.to/bemvindo

Letras:

Bem-te-vi

De lá do céu ouvi

um bem-te-vi

que bem me viu assim

Assobiando azul

agradeci

que bom estar aqui

que bom que bem-te-vi

Quis imitar o som da tua voz

Mas eu não consegui

e, em compensação

um bem-te-vi

me trouxe essa canção

Felicidade

que bom te ouvir

cantando por aí

lá e aqui

ali, acolá

que nem bem-te-vi

Fefê, a foca fofoqueira

Fefê, foca fofoqueira,

faz fofoca até de focinheira

Venenosa

jararaca

foca na fofoca e ataca

Peçonhenta

Fefê inventa e aumenta um ponto

– Sabe o que ela me contou?

– Depois eu conto

Fefê a foca

Foca na fofoca

Fefê a foca

Foca na fofoca

Vagalume

Todo dia o vagalume

recarrega a bateria

à noitinha, acende, voa           

reluzindo alegria

Voa, voa pirilampo

Faz do céu sua casinha

Luze,  luze

lume, lume

mais parece uma estrelinha

Luze luz luze luz        

luze luze luze lume

luze luz luze luz

vaga luz, o vagalume  

Palhaço

Quando eu piso no picadeiro

Todo mundo abre um sorriso

a plateia é só riso

riso

isso que eu preciso

Se eu vejo uma criança

de carinha amarrada

caio logo na palhaçada

e desamarro a risada

Eu nasci pra ser palhaço

palhaçar, palhaçaria

esse é meu dia-a-dia

Eu nasci pra ser palhaço

semeando o que eu faço

vou colhendo alegria

Sou palhaço

amo o que eu faço

sou pirueta

eu sou tropeção

Sou anedota

sou espoleta

dou cambalhota

no seu coração

Joguinho de Montar

O que você quer ser quando crescer?

viviam me perguntando    

Quanta coisa eu podia ser…

…eu ficava, só imaginando…

Um atleta, um cientista, um pop star

Um médico, mamãe ia adorar!

Por meu pai eu seria engenheiro

e de tudo que podia

eu queria ser bombeiro

Bombeiro

eu queria ser

bombeiro

um herói verdadeiro

super-herói verdadeiro

Bombeiro

eu queria ser

bombeiro

um super-herói verdadeiro

O que você quer ser quando crescer?

viviam me perguntando    

Quanta coisa eu podia ser… e fazer

…eu ficava, só imaginando…

E agora , o tempo conta o que eu sou

É mágico eu fui, eu sou vovô

E assim o que eu tenho pra contar

Sou um cara igualzinho

Um joguinho de montar

Bombeiro

eu queria ser

bombeiro

um herói verdadeiro

super-herói verdadeiro

Bombeiro

eu queria ser

bombeiro um super-herói verdadeiro

Beija-Flor

Pititico beijoqueiro                                     

Entre as flores vou que vou

Bom de bico vou maneiro                        

Voo, beijo, beijo, voo

Murmurando levo amores

Levo pólen flor em flor

Beijos doces, multi cores

Bem feliz vou que vou

Nas asas do amor

Eu acordo bem cedinho                                              

Tenho muito que voar

Deus me livre de gaiolas

Não consigo nem pensar

Trabalhando, namorando

Sou um beijo voador

Pra beijar não me atrapalho

Afinal eu nasci pra ser um beija-flor

Voo voo, zôo zôo                                                        

Sou artista, sou o show

E mergulho que nem um um trapezista

Paro e beijo que nem equilibrista

É por isso que me chamam

flor do vento, flor de mel

Colibri encantador

Flor das flores, flor do céu

Para cima, para baixo                                 

Para frente, para trás

Engraçado, eu sei voar de lado

Quero ver quem é que é capaz

Giro as asas feito um oito

Colorindo o infinito

Indo e vindo, flor em flor

Passarinho

Beija-flor

Galinho Dorminhoco

Acorda seu galinho dorminhoco

acorda, tá na hora de cantar

o sol tá lá no céu desde cedinho

e o seu galinho nada de acordar

Acorda reloginho preguiçoso

o dia tá cansado de esperar

galinho dorminhoco abre o bico

quem tem cocorico tem que cocoricar

O gato mia

o pintinho pia

o lobo uiva

ruge o leão

A vaca muge

late o cãozinho

grasna o patinho

relincha o alazão

O burro zurra

o elefante urra

os bichos tem seu jeito de falar

Galinho preguiçoso abre o bico

quem tem cocorico tem que cocoricar

Minha terra

Dá licença dá licença

é a vez da minha terra

de cantar os seu encantos

e as riquezas que ela tem

Minha terra é tão bonita

que dá gosto a gente ver

e não há lugar no mundo

tão bom de se viver

Nosso céu tem mais estrelas

nossos bosques tem mais flores

nossa vida mais amores

e aqui eu sou feliz

Minha terra é um barquinho

navegando no infinito

minha terra meu planeta azul

você é meu país

Bichinhos de estimação

Você gatinha do meu coração

você meu carneirinho de algodão

você bichinho de estimação

é você

é você

é você

Você leoa, eu o seu leão

você ursinho mais do que pimpão

você bichinho de estimação

é você

é você

é você

Assim,

a lua e o sol

a flor e o jardim

assim somos os dois

nós dois

Amor

eu gosto de você

‘cê quer saber porque

é você

é você

Planta Planta

Planta, planta

planta aqui e planta lá

Planta, planta, planta

faz o verde verdejar

Verdejar

verdejar o chão

verde já

verde já na plantação

Viva, viva o ar

xô poluição

vamos juntos verdejar

verde já na plantação

Planta um pé, pé, pé

pé-de não sei que

pé de água de beber

pé-de

pede pra chover

Planta, planta, planta

pé, pé, pé

planta, planta, planta planta, planta no seu pé

Será?

Às vezes eu acho que sim

às vezes, eu acho que não

concordo, às vezes discordo

nem sempre acredito

nem sempre duvido, depende…

Eu acho que tenho razão

às vezes me dizem que não

disseram até que eu

ando me achando

a dona da opinião

Será que eu preciso

ter sempre razão

será mania de competição

será teimosia ou…

será que eu .. tô me achando demais?

E dizem que eu vivo

Querendo impor

aquilo que acho

que tem mais valor

será que no mundo tem

um alguém que tem

sempre razão?

Será que é bom discutir

será que é melhor concordar   

discordo

duvido

acredito

depende…

será que é melhor conversar?

Bem-vindo

Seja bem vindo

aqui nesta canção

canta comigo

faz bem pro coração

Canta, espanta

aquilo que é ruim

o mundo será bem mais feliz assim

Seja bem vindo

aqui é seu lugar

canto contigo

é sempre bom cantar

Canta amigo, o bem que não tem fim

o mundo será bem mais feliz assim

Faz desta canção

uma oração

de fé, amor e paz

Canta esta canção

vem comemorar

bem-vindo ao nosso lugar

Deixa tristeza lá fora, por favor

fica na boa, libera o bom humor

E canta, espanta

aquilo que é ruim

o mundo será bem mais feliz assim

Aqui é seu lugar

agora é seu lugar

é hora de cantar

é sempre bom comemorar

Meu Violão de Estimação

quarta-feira, outubro 28th, 2015

Meu violão de estimação

“De tanto roçar meu peito, tens hoje o timbre perfeito, da voz do meu coração.”

Meu Companheiro. Chico Alves e Orestes Barbosa.

Esse é o violão da juventude, autografado por pessoas encantadoras que conheci nas serestas, saraus, nos bares e em casas familiares.

Meu inesquecível amigo Vinicius de Moraes e meu primo querido Zequinha Marques da Costa, lá pelas tantas da madruga cantavam essa música pra tirar sarro da minha cara, que tocava feito um desvairado, e eles… numas…

“Quem toca em casa familiar

É o bobo Lelé

Fica sem mão pra beber

Fica sem mão pra mulher!”

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Vinicius e Zequinha

 

Taí o pinho,  assinado por: João Gilberto, Vinicius de Moraes, Baden Powell, Carlos Lyra, Chico Buarque, Rosinha de Valença (que saudade bicho!), Elizeth Cardoso, Cyro Monteiro, Edú Lôbo, Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Sérgio Mendes, Ruy Guerra, Norma Benguell, Odete Lara, Os Cariocas (Severino, Badeco, Quartera e Luiz Roberto), Paulo Autran, Oscar Castro Neves, Jorge Ben, Luiz Eça, Dom Um (que saudade bicho!), MPB4, Pedrinho Mattar, Paulinho Nogueira, Claudette Soares, Walter Wanderley, Alaíde Costa,Anna Lúcia,  Flávio Rangel, Silveira Sampaio (Jô Soares era assistente do seu talk show na TV, no inicio dos anos 60!), Geraldo Cunha , Dudi Maia Rosa, Walter Santos e Diogo Pacheco.

Deixaram de autografá-lo por motivos de força maior ou menor, ou ” privações de sentido”, Wilson Batista – o maior sambista brasileiro de todos os tempos – Ismael Silva, Dick Farney, Duke Ellington e orquestra, Ataulfo Alves, Sergio Ricardo, Grande Otelo, Billy Blanco, Jorge Goulart, Nora Ney, Otto Lara Resende, Ze Kéti, Jô Soares, Hervê Cordovil, Alexandre o’Neill, Carlos Manga, Wilson Simonal, Sylvia Telles,  Don Rossé Cavaca, Milton Nascimento e  Antonio Carlos Planetário de Almeida Jobim.

Fica pra próxima.

Novamente juntos eu e o violão

Vagando devagar, por vagar

Cantando uma canção qualquer, só por cantar

Mercê da solidão

Vadiando em vão por aí

Nós vamos seguir,

Outra rua, outro bar, outro amigo, outra mão

Qualquer companheira, qualquer direção

Até chegar em qualquer lugar

Qualquer que seja a morte a esperar

Jamais meu violão me abandonará

Se eu vivi, foi inútil viver

Já mais nada me resta saber

Quero ouvir meu violão gemer

Até me serenizar.

Violão vadio (Baden Powell e Paulo César Pinheiro)

 

Edgard Poças e seu Violão

Quatro amigos e uma saudade imensa.

sexta-feira, junho 26th, 2015

Deixa tocando enquanto voce lê:

Em 1965, Zequinha Marques da Costa, meu primo querido, me apresentou seus grandes amigos, Vinicius de Moraes, Baden Powell e Ciro Monteiro; alguns meses antes de dar início aos ensaios do espetáculo Vinicius Poesia e Canção, realizado no Teatro Municipal de São Paulo, dirigido e produzido por ele, com a presença do poeta e parceiros; que primo, que amigos, que privilégio!


                                                                                             


Tempo Feliz.

P.S.: entre uns uisquinhos, Vinicius, falando de sua admiração pelo cantor e pela pessoa de Ciro Monteiro, contou que Baden havia composto oito músicas para esse LP – eram previstas dez – quando teve de voltar a Paris, onde morava, para uma série de concertos, e Ciro gentilmente completou as dez com duas músicas suas – Alô João  e Toma meu coração, oferecendo autoria a Baden Powell e Vinicius de Moraes.

Assim era Ciro Monteiro, o Formigão, como era carinhosamente chamado, de quem Vinicius falou:

– Uma criatura de qualidades tão raras que eu acho improvável qualquer de seus amigos não se haver dito, num dia de humildade, que gostaria de ser Cyro Monteiro. Pois Cyro, pra lá do cantor e do homem excepcional, é um grande abraço em toda a humanidade.

Ciro Monteiro, por Miécio Caffé

P.S.: Num dos intervalos de Vinicius Poesia e Canção, não lembro porque, papeando com Ciro, mencionei algo ligado a algum político que aprontou alguma, e o Formigão saiu com essa:

– Pois é Edgard, o candidato é aquele cara que fala bonito, tudo aquilo que a gente quer ouvir; quem não cumpre é o eleito!

Sábias palavras.

O Círculo

segunda-feira, outubro 22nd, 1979


Clique para ver o filme

Curta metragem  de Kate Lyra

Musicas de Carlos Lyra e arranjos de Luiz Eça

Produção: Enzo Barone

Fotografia: Jorge Solaris

Filmado em outubro de 1979

Rodolfo Arena e •

Clique para ampliar

Autógrafo do meu querido amigo Carlos Lyra.