Archive for junho, 2014

Dia do Imigrante

quarta-feira, junho 25th, 2014

Hoje é dia do Imigrante. Nossa homenagem a todos que ajudaram a construir nossa mistura fina.

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Ilustração da minha filha Maria do Céu Whitaker Poças (Céu)

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Mistura Fina: Paul Mounsey e Edgard Poças

Voz e arranjo: Edgard Poças

 

Oh, Joaquim!

Cheirinho d’alecrim

Azeite no bacalhau

Catupiry

Pajé de parati

Nas águas do seu Cabral

 

Nona Concetta

Nicola di Porpetta

I pizza di macaró

Hans und Fritz

Chucruts von chopps

Bier alemon

 

Abdala kibe

Tabule pra Nagib

Adib Salem Salim

Sing Ling Xong

Pastel e ping pong

Pagode de mandarim

 

Ora, vejam só !

De lá dos Cafundó, vieram pros Catumbi

Marajá em marajó, só tem aqui!

 

Glasnost strogonoff!  Hei !

Rachmaninoff

Shalom Shalom Salomon

Si Adelita si fuera con otro, por Dios

Donde estas my corazon ?

 

Nakamura san

Sakamoto san

Zapon garantido, né !

Rei Zulu

Um axé cor de café!

 

Elle s’apelle  Michelle                                    (Coro) : Ba ba da ba da ba ba da ba da

Ma belle                                                                    Ba ba da ba da ba ba da ba da

Ma demoiselle                                                           C’est ci bon

Chanson d’amour                                                      Chanson d’amour

Every body now

Two for tea                                                                By the light

Forget forgot

Nobody not                                                               Serenade moonlight

Somebody hot

Ooh, baby… baby                                                      Goodnight for you

My only you                                                               My only you

Oh! Oh! ……

 

Oh, oh… Joaquim ? ! ?

Guitarra e bandolim

Fadinho tupiniquim

Que sera de ti

No Ypacarai

Ao som do Guarani

 

Ora, vejam só !

De lá dos Cafundó, vieram pros Catumbi

Marajá em marajó, só tem aqui

Pararatchi bum bum bum

Pararatchi bum… Olé !

Budapest • Chico Buarque e a Seleção da Hungria.

sexta-feira, junho 20th, 2014

Chico Buarque, que gosta de uma redonda, no seu livro Budapest  batizou alguns personagens com nomes dos craques da grande seleção húngara, finalista da Copa do Mundo de 1954, na Suiça; um dos maiores times de futebol de todos os tempos.

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A base era o Honved, time que reinou desde o final da década de 40 até a primeira metade da década de 50. Assisti, creio que em 1957, Flamengo e Honved televisionado do Maracanã. Naquele tempo a gente torcia, tambem pra imagem não sair do ar. O esquadrão húngaro já estava meio gasto, mas dava pro gasto.

Na copa de 54, os húngaros estrearam sapecando 9×0 na Coréia, em seguida aplicaram  8×3 na Alemanha, encerrando a primeira fase. Nas quartas de final venceram o Brasil de 4×2.

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Lembro dos speakers esbravejando durante toda a transmissão: – O Brasil está sendo roubado es-can-da-lo-sa-men-te! A pátria, de chuteiras e ouvido colado no radio concordava: juiz ladrão! No final da partida houve o maior sururú em campo, como se dizia na época. O juiz ladrão chamava-se Mr. Ellis.

Nossa seleção era boa: Castilho, Djalma Santos, Pinheiro, Nilton Santos, Brandãozinho e Bauer Julinho, Didi, Índio, Humberto e Maurinho.

Julinho, Djalma Santos e Brandãozinho atuavam na minha Portuguesa de Desportos.

O onze canarinho jogou com um maracanazo nas costas, mas jogou bem.

Assista o vídeo com comentários de Júlio Botelho:

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Julinho Botelho, a flexa da lusa, marcou um golaço.

Em seguida os húngaros enfrentaram os uruguaios, campeões do mundo – nem é bom lembrar –  repetiram o 4×2, foram pra final contra a mesma Alemanha e perderam de 3×2! Incrível! Maior zebra da história do futebol! Dizem que foi por causa da bola

O Chico, todo mundo sabe, gosta muito de futebol, deve ter ficado chateado com a eliminação do nosso escrete, e, quem sabe, o com esquadrão húngaro engasgado na memória, escalou a moçada  pra bater um bolinha em Budapest. Alguem reparou nisso?

Lembro que chorei  com a derrota do Brasil; dias depois, meu time de futebol de botão, covardemente, passou a envergar o uniforme da seleção magiar.

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Grosics; Buzansky e Lantos; Bozsik, Lorant e Zakarias; Czibor, Kocsis, Hidegkuti, Puskas e Toth I

Promovi um torneio em casa, com grande repercussão no bairro do Paraíso, e mesmo jogando em casa fui derrotado por 1×0, pela seleção brasileira do meu amigo Tatá.

Foi bom pra largar de ser besta.

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P.S.: O Tatá era gago.