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Billie Holiday. Lady in Satin.

sábado, abril 7th, 2018

Terminei de ler a ótima biografia de Billie Holiday, por Sylvia Fol, comovido pela história trágica dessa cantora genial e engasgado com este trecho, quase ao final do livro:

… com a voz enfraquecida (de Billie) sobre um leito de violinos xaroposos. Alguns dirão que esse disco é um erro colossal. Onze novas canções, que ela tem a maior difilculdade para interpretar, com uma voz empastada pelo abuso do gim. Escutar esse disco é doloroso. Os arranjos floridos e os acordes luxuriantes contribuem para acentuar a fragilidade de sua voz. Sua falta de confiança em si mesma é manisfesta.…

Ray Ellis – o arranjador – sairá completamente abalado dessa experiência. Ele se recusará a assumir a mixagem. E quando Townsend – Irving, o produtor da gravadora Columbia – lhe envia o disco terminado, ele será atingido de imediato por sua infinita tristeza.

O erro colossal é o LP, agora em CD, Lady in Satin, de Billie Holiday, justamente um dos discos mais lindos que ouvi, que muitas vezes me fez  chorar de emoção e encantamento. Me vejo na cabine da antiga Eletroarte, na rua Augusta em São Paulo, ouvindo desconfiado que havia morrido e já estava no céu.
Arranjos floridos (?) e acordes luxuriantes (?),  falta de confiança em si mesma (?) e dificuldade de interpretar? 
Lady in Satin é um enlevo colossal.

You’ve Changed

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P.S.: Capa do album 78 rpm autografado pela divina Lady Day.

                                                

Coleção Barbosa

sexta-feira, junho 17th, 2011

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Ganhei esse exemplar do Sapo Dourado da minha amiga e musicista Lenisa, filha do jornalista Carlos Castello Branco à quem o livro é dedicado.

 Sobre os albuns abaixo existe farto material informativo na Net.

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Autografado pela divina Lady Day, presente de minha grande amiga Heloísa Eugénia Villela, a Kitinha.

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Um detalhe curioso é que Noël adorava desenhar – vide a autocaricatura – e certa vez, pelos anos 30, mostrou vários desenhos a Di Cavalcanti que entre um e outro lhe pedia para cantar um samba. Noël não gostou. Em 1951 Aracy de Almeida gravaria esse album com musicas do filósofo do samba e capa de Di Cavalcanti.

São Coisas Nossas.