Posts Tagged ‘Eletroarte’

Bach

quinta-feira, março 21st, 2019

Johann Sebastian Bach  nasceu em 21 de março de 1685.

Postar o que? Concertos de Brandenburgo, O Cravo Bem Temperado, Missa em Si Menor, Paixão Segundo São Mateus, a Arte da Fuga, Sonatas, Partitas, Cantatas, Suítes?

Tudo do “seu” Ribeiro é bom!

Decidi pela Ária para Corda Sol. Meu querido amigo dr. José Carlos Naccache, de quase sessenta anos (de amizade), diz que esta é a música mais bonita do mundo; o que voce acha?

Ouça agora esta versão – digitalizada do LP Place Vendôme,  com o Modern Jazz Quartet e The Swingle Singers, comprado na Eletroarte, rua Augusta (SP), em 1966.

João Sebastião Ribeiro! Êsse  é o cara!

Ernesto Nazareth

quarta-feira, março 20th, 2019

Ernesto Nazareth, primeiro gênio da música brasileira, nasceu em 20 de março de 1863.

Aqui vão duas das suas, de ouvir ajoelhado.

Carioca, com Arthur Moreira Lima:

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Odeon, com Nara Leão, letra – composta a pedido dela ao nosso grande Vinicius de Moraes. Desculpem o chiado:digitalizei do LP Nara, muito ouvido e não olvidado, comprado em 1968, na Eletroarte da rua Augusta.

Odeon, com Nara Leão, letra – composta a pedido dela pelo nosso grande Vinicius de Moraes. Desculpe o chiado; digitalizei do LP Nara, muito ouvido e não olvidado, comprado em 1968, na Eletroarte da rua Augusta.

O compositor francês Darius Milhaud incorporou Carioca (alem de Ferramenta, Escovado, Apanhei-te Cavaquinho e Brejeiro do nazareth) e várias outras de outros autores brasileiros à partitura do seu ballet Le Boeuf Sur le Toit (O Boi no Telhado).

Texto de Daniella Thompson extraído de um ensaio elaborado especialmente para o projeto Músicos do Brasil: Uma Enciclopédia patrocinado pela Petrobras através da Lei Rouanet:

Le Boeuf sur le Toit, a composição mais conhecida de Milhaud, é uma concatenação animada de motivos melódicos tomados de empréstimo a 28 músicas, 24 das quais publicadas no Brasil entre 1890 e 1919, sendo a maioria datada do período em que o compositor viveu no Brasil. Com a exceção de “O Boi no Telhado” (composta em 1918 e, portanto, nunca uma “velha ária brasileira” como disse Milhaud), de cujo título se apropriou, ele nunca mencionou os nomes das canções brasileiras que incorporou ao Le Boeuf sur le Toit. Sete das canções eram de autoria de Tupinambá e quatro de Nazareth mas, apesar de seu entusiasmo declarado pelos dois compositores, Milhaud nunca reconheceu as contribuições deles à sua obra, como também jamais mencionou os outros doze compositores brasileiros cujas melodias citou.

http://ensaios.musicodobrasil.com.br/daniellathompson-comooboisubiunotelhado.htm

Na sua autobiografia Milhaud escreveu:

Um dos melhores compositores (de maxixes e tangos), Nazareth costumava tocar piano em frente à porta de um cinema na avenida Rio Branco.  Sua execução fluída, elusiva e triste me ajudou a compreender melhor a alma brasileira.

Trecho de O Boi no Telhado onde aparece carioca e em seguida em contraponto com Escovado, tambem de Ernesrto Nazareth, extraído do LP

que pode ser ouvido na íntegra no endereço:

Vale a pena visitar o site:

http://daniellathompson.com/

e ler The Boeuf Chronicles completas.

E pra esgotar o assunto, o livro O Boi no Telhado, Darius Milhaud e a música brasileira no modernismo francês, organizado por Manoel Aranha Corrêa do Lago.

Sobre Ernesto Nazareth, nada melhor do que o livro O enigma do homem célebre: ambição e vocação de Ernesto Nazareth, de Cacá Machado, Instituto Moreira Salles, 2007, mas, antes, vai bem a leitura do conto Um Homem Célebre, de Machado de Assis.

http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/MachadodeAssis/umhomemcelebre.htm

NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA!

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E pensar que ele não curtia muito a sua obra!

Apanharam-te Nestico!

Billie Holiday. Lady in Satin.

sábado, abril 7th, 2018

Terminei de ler a ótima biografia de Billie Holiday, por Sylvia Fol, comovido pela história trágica dessa cantora genial e engasgado com este trecho, quase ao final do livro:

… com a voz enfraquecida (de Billie) sobre um leito de violinos xaroposos. Alguns dirão que esse disco é um erro colossal. Onze novas canções, que ela tem a maior difilculdade para interpretar, com uma voz empastada pelo abuso do gim. Escutar esse disco é doloroso. Os arranjos floridos e os acordes luxuriantes contribuem para acentuar a fragilidade de sua voz. Sua falta de confiança em si mesma é manisfesta.…

Ray Ellis – o arranjador – sairá completamente abalado dessa experiência. Ele se recusará a assumir a mixagem. E quando Townsend – Irving, o produtor da gravadora Columbia – lhe envia o disco terminado, ele será atingido de imediato por sua infinita tristeza.

O erro colossal é o LP, agora em CD, Lady in Satin, de Billie Holiday, justamente um dos discos mais lindos que ouvi, que muitas vezes me fez  chorar de emoção e encantamento. Me vejo na cabine da antiga Eletroarte, na rua Augusta em São Paulo, ouvindo desconfiado que havia morrido e já estava no céu.
Arranjos floridos (?) e acordes luxuriantes (?),  falta de confiança em si mesma (?) e dificuldade de interpretar? 
Lady in Satin é um enlevo colossal.

You’ve Changed

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P.S.: Capa do album 78 rpm autografado pela divina Lady Day.