Posts Tagged ‘Lamartine Babo’

Palhaçada

terça-feira, julho 4th, 2023

Pichu Borrelli e Edgard Poças

a Lamartine Babo ( 1904 – 1963)

Lamartine por Nássara


Tem palhaçada aqui
tem palhaçada acolá
tem palhaçada além
tem além dali
tem além de lá
 
Tem, tem palhaçada
espalhada pelo ar
nada melhor para se divertir
rir sorrir e gargalhar
 
Mas tem palhaçada
que não tá com nada não
e faz chorar em vez de rir
não vem lá do coração

Palhaçada por Edgard Gianullo.

É verdade! Tem palhaçada, de montão!

BIOGRAFIA INDICADA: VALENÇA, Soares Suetônio. Tra-lá-lá. Rio de Janeiro: Funarte. 1981.

OUÇA:

CANÇÃO PARA INGLÊS VER – com o Lala (IMPERDÍVEL): https://www.letras.mus.br/lamartine-babo/374937/

86 COMPOSIÇÕES DO LALÁ – (inclusive os Hinos dos clubes do R.J). : https://www.ouvirmusica.com.br/lamartine-babo/

PAREI CONTIGO(Lamartine Babo) – Show de bossa! Com Lalá e Mário Reis, gravado em 1934, acompanhados pelos Diabos do Céu, num arranjo de São Pixinguinha: https://www.youtube.com/watch?v=aw-KHB8w3fI

Nada melhor para se divertir!
Rir sorrir e gargalhar!

OBRAS PRIMAS:

Rancho Fundo (Ary Barroso e Lamartine Babo)Gravação original: Elisa Coelho 1931 – https://www.youtube.com/watch?v=2jHbR4ima2o

Rancho fundo (Ary Barroso e Lamartine Babo) com Chitãozinho e Xororó: https://www.youtube.com/watch?v=5-Rk9lTAHI8

Em RANCHO FUNDO, no menu ALMANAQUE QUALQUER NOTA : você acompanha a tragicômica história dessa música, e ouve diversas gravações, cada um com seu cada um.

Serra da Boa Esperança, esperança que encerra…

Serra da Boa Esperança (Lamartine Babo) com Chico Alves https://www.youtube.com/watch?v=JF0yS9_lH-M&list=RDJF0yS9_lH-M&start_radio=1

Serra da Boa Esperança (Lamartine Babo) com Gal Costa – https://www.youtube.com/watch?v=X-hWmnbU_1c

No post SERRA DA BOA ESPERANÇA, no menu QUALQUER NOTA, vai saber a triste e feliz história dessa composição, e ouvir diferentes gravações dessa obra prima.

“Nós, os poetas, erramos, porque rimamos,
também, os nossos olhos nos olhos, de alguém que não vem”

Cantores do rádio (Braguinha, Lamartine Babo e Alberto Ribeiro) – Elis Regina, Rita Lee, Maria Bethania, Gal Costa, Fafá de Belém, Marina, Joyce, Zezé Motta, Joana, Quarteto em Cy: https://www.youtube.com/watch?v=prPXz-_L5og

Volte ao menu QUALQUER NOTA, (outra vez!) e, em CANTORES DO RÁDIO, tem a história dessa composição. Assista Carmen e Aurora Miranda interpretando – maravilha! – a marchinha, enorme sucesso gravado em 1936, no filme “Alô, Alô, Carnaval“. E, Chico Buarque, Maria Bethânia e Nara Leão em 1972, na trilha do filme “Quando o Carnaval Chegar“.

Joujoux et Balangandas (Lamartine Babo) com Mário Reis. https://www.youtube.com/watch?v=f0QsM2aCOcs

Joujoux et Balangandãs (Lamartine Babo) com João Gilberto e Rita Lee: https://www.youtube.com/watch?v=xXex1Iims_s

Rita Lee conta a história do seu lindo dueto com João Gilberto – https://www.youtube.com/watch?v=OvIGeNw0dtA

Cada um do seu jeito:

• Eu sonhei que tu estavas tão linda (Lamartine Babo e Francisco Matoso) com Erasmo Carlos: https://www.youtube.com/watch?v=CQzKaE7g1uY

• Eu sonhei que tu estavas tão linda (Lamartine Babo e Francisco Matoso) com Gal Costa e Francis Hime no piano : https://www.youtube.com/watch?v=OtSQPqFZGzs

• Eu sonhei que tu estavas tão linda com Carlos Galhardo: https://www.youtube.com/watch?v=5hHoRXzd8PI

• Eu sonhei que tu estavas tão linda (Lamartine Babo e Francisco Matoso) com João Gilberto: https://www.youtube.com/watch?v=QQgi3dVyQLk

• Eu sonhei que tu estavas tão linda (Lamartine Babo e Francisco Matoso) com Altemar Dutra; https://www.youtube.com/watch?v=J_F2X_8jB5E

Lalá por Mendez

Uma ocasião, em Lisboa, 1969, estava eu em companhia de Vinicius de Moraes, tocando um violãozinho, numa reunião, e o poeta sugeriu que cantássemos “Os Rouxinóis”, de Lamartine Babo, marcha de rancho composta para o Carnaval de 1958. Entre os presentes, o poeta português Alexandre o’Neill, que gostou imenso, mas, desconfiou que estávamos de brincadeira, pois aquilo mais lhe parecia música erudita (!). A letra, presumia ele, seria de Olegário Mariano, o poeta das cigarras! “Sem sonhos os rouxinóis se vêem a sós tristonhos/ E se consolam com as sutis cigarras/ Cigarras sutis cada qual mais feliz/ Pois cantam, cantam, cantam, depois se desencantam /Cantar até morrer é o seu infinito prazer”. Grande Lalá!

BIOGRAFIA de LAMARTINE BABO, ÍCONE DO CARNAVAL CARIOCA. Imperdível! https://www.youtube.com/watch?v=H_ropHOXz3E

AQUI, AS MÚSICAS DE CARNAVAL DO LALÁ – https://immub.org/album/carnaval-de-lamartine-babo

Quem foi que inventou o Brasil, foi seu Cabral, foi seu Cabral…

Os Rouxinóis – com Araci Cortes, em”Rosa de Ouro”, um dos discos mais lindos da música popular brasileira : https://www.youtube.com/watch?v=HUYTTAKVWHE:

… os rouxinóis foram buscar amor perfeito, e no canteiro já desfeito da amizade, só encontraram saudade.

Uma andorinha não faz verão

A…E… I… O… U… parceria com Noël Rosa, Lalá canta:

Hinos dos Clubes Cariocas. Depoimentos de artistas torcedores:

Na gravata o distintivo do América, seu time de coração.

Capítulo 1 (Globo Esporte): http://www.youtube.com/watch?v=ycpncLTxoIUwww.youtube.com/watch?v=ycpncLTxoIU

• Capítulo 2 (Globo Esporte): http://www.youtube.com/watch?v=NrlN1dm9tMI

e o balão ia subindo para o azul da imensidão….

Chegou a Hora da Fogueira (Lamartine Babo) – Carmen Miranda e Mario Reis: https://www.youtube.com/watch?v=qWAfrZCvgaU

Isso é lá com Santo Antonio (Lamartine Babo) – Carmen Miranda e Mario Reis: : https://www.youtube.com/watch?v=F816ZxDZY78

Isso é lá com Santo Antonio e Chegou a hora da fogueira: com Alfredo Del-Penho, Pedro Miranda e Pedro Paulo Malta: http://cadaumcomseucadaum.com.br/wp-admin/post.php?post=389&action=edit

LAMARTINE BABO, O REI DO CARNAVAL por ELIETE NEGREIROS Excelente artigo/resumo e com o Carnaval do Lalá! –  https://piaui.folha.uol.com.br/lamartine-babo-o-rei-do-carnaval/

SONGBOOKS & PARTITURAS:

www.superpartituras.com.br/lamartine-babo

O Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB) é uma organização sem fins lucrativos sediada em Niterói – RJ que é voltada para a pesquisa, preservação e promoção da Música Popular Brasileira. Sua missão consiste em documentar, catalogar e divulgar o acervo musical brasileiro, passado e presente, através da manutenção e atualização de um banco de dados virtual. O resultado é um dos maiores arquivos online de informações, sons e imagens da discografia brasileira, disponível na internet para consultas gratuitas. Fundado em 2006, o IMMuB conseguiu mapear e catalogar mais de 82 mil discos produzidos no país. Isto equivale a aproximadamente 580mil fonogramas, reunindo mais de 91 mil compositores e intérpretes. Fruto de 25 anos de pesquisa, a catalogação abrange toda a história da música brasileira, desde a primeira gravação em 1902 até os lançamentos mais recentes. O acervo segue em constante expansão, recebendo centenas de discos, capas e músicas mensalmente.

https://immub.org/p/o-instituto.

 BIBLIOGRAFIA:

OBS: Grande parte desse material não se encontra mais nas livrarias. Mas, contando com a sorte, pode ser encontrado nos sebos e/ou espalhados pela NET.

VALENÇA, Soares Suetônio. Tra-lá-lá. Rio de Janeiro: Funarte. 1981.

VIVACQUA, Renato. Música Popular Brasileira. Cantos e Encantos. São Paulo. João Scortezi Editora. 1992.

ALENCAR, Edigar de. Claridade e Sombra na Música do Povo. Rio de Janeiro. Livraria Francisco Alves Editora. 1984.

LISBOA JUNIOR, LUIZ AMÉRICO. 81 Temas da Música Popular Brasileira.Itabuna: Agora Editoria Gráfica Ltda, 2000.

SEVERIANO, Jairo. MELLO, Zuza Homem de. A Canção no tempo. 85 anos de  músicas  brasileiras. Vol 1. 1901-1957. São Paulo: Editora 34. 1997.

MARIZ, VASCO.A Canção Brasileira. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira. 1985.

PASSOS, Claribalte. Vultos e Temas da Música Brasileira. Rio de Janeiro: Paralelo. 1972.

TINHORÃO, José Ramos.  Música popular, teatro e cinema. Petrópolis: Vozes, 1972.

TINHORÃO, José Ramos. Pequena história da música popular, São Paulo: Art  1991.

ANDRADE, Mario de. Aspectos da Música Brasileira. São Paulo:  Livraria Martins Editora. 1965.

DIDIER, Carlos. Nássara – passado a limpo. Rio de Janeiro: Editora José Olympio. 2010.

SANTA CRUZ, Maria Aúrea. A Musa sem máscara. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1992.

EPAMINONDAS, Antônio. Brasil Brasileirinho. Rio de Janeiro: Editora Catedra. 1982.

MARTINS, J.B.Antropologia da Música Brasileira. São Paulo: Editora Obelisco. 1978.

BELTRÃO JR, Synval. A musa mulher na canção brasileira. São Paulo: Estação Liberdade. 1993.

CALDAS, Waldenyr. Iniciação à Música Popular Brasileira. São Paulo:  Editora Atica. 1989.

CABRAL, Sergio. A MPB na era do rádio. Rio de Janeiro: Editora Moderna. 1996.

CABRAL, Sérgio. Escolas de Samba do Rio de Janeiro.Rio de Janeiro: Lazuli Editora. 2011.

BARBOSA, Valdinha. DEVOS, Anne Marie. Radames Gnattali. O Eterno Experimentador. Rio de Janeiro: Funarte. 1985.

TINHORÃO, José Ramos. Teatro & Cinema. Petrópolis: Editora Vozes. 1972.

EFEGÊ, Jota. Figuras e Coisas da Música Popular Brasileira. Volume1. Rio de Janeiro: Funarte. 1978.

EFEGÊ, Jota. Figuras e Coisas da Música Popular Brasileira. Volume 2. Rio de Janeiro: Funarte. 1980.

COLEÇÃO HISTÓRIA DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA, em duas versões – a primeira (1970/72) e a terceira (1982/84). Produzida e lançada pela Abril Cultural, um ramo da Editora Abril, composta por fascículos contendo parte editorial, com textos críticos e biográficos, e fonográfica, com disco de canções do focalizado, com os intérpretes mais expressivos, e muitas vezes com gravações feitas especialmente para a Coleção.  Aqui, uma análise dos dados coletados nos fascículos da Coleção História da Música Popular Brasileira e a demonstração de sua confluência com a indústria fonográfica, por Vanessa Pironato Milani: http://www.congressohistoriajatai.org/anais2014/Link%20(264).pdf

MPB COMPOSITORES – Você e a MPB. Contém biografias, fotos, discografias e CDs. 41 CDs e 40 fascículos. Editora Globo.

OS GRANDES SAMBAS DA HISTÓRIA – Contém biografias, fotos, discografias e CDs. Editora Globo e BMG gravadora.

IMMUB – https://immub.org/compositor/lamartine-babo

DICIONÁRIO CRAVO ALBIN da MÚSICA POPULAR BRASILEIRA – http://dicionariompb.com.br/lamartine-babo

” Em sonhos, os rouxinóis se vêem assaz tristonhos, e se consolam com as sutis cigarras, cigarras sutis, cada qual mais feliz; pois, cantam, cantam, cantam, depois se desencantam: cantar até morrer é o seu infinito prazer” – Lamartine Babo (Os rouxinóis)

Lamartinindo

terça-feira, julho 4th, 2023

A grande novidade, lá pelo começo dos anos 1930, aqui em Pindorama, era o cinema falado. A língua inglesa e a música norte-americana viraram moda nos meios artísticos e sociais do Rio de Janeiro, e nossos compositores, inspirados por essa invasão, criaram dezenas de canções satirizando a onda:

Good-bye, de Assis Valente, cantado por Carmen Miranda com o Lalá: https://www.youtube.com/watch?v=ud2rVcnzdDI

Não tem tradução, de Noel Rosa, revivido pelo saudoso João Nogueira: https://www.youtube.com/watch?v=523UwOiEna8

IMPERDÍVEL! Obra-prima do non-sense – CANÇÃO PARA INGLÊS VER, com o Lalá : http://www.youtube.com/watch?v=USCS_EWv30g

Aqui, nesse endereço se encontra, uma excelente análise sobre a Canção para inglês ver: http://365cancoes.blogspot.com/2010/11/310-cancao-para-ingles-ver.html

MAGREZA


• Dizia frequentemente que era tão magro que seu pijama só tinha uma listra.

• Lalá era magérrimo, desses que quando vira de perfil a gente pensa que foi embora, esquelético.


• Uma vez apresentado a um fã por um outro fã: – Esse aqui é o grande Lamartine Babo, compositor de Rancho Fundo:- Exagero doutor, só em osso…

• Apresentado por um amigo a um admirador:- Este é o Lamartine Babo em carne e osso. E Lalá:- Exagero, exagero. Em osso só. Em osso só.


• Ao chegar a uma esquina, contava, ouviu dois cachorros conversando e olhando para ele: – Se for para a direita, é seu; se for para a esquerda, é meu.


• Lalá dizia que era tão magro que não dava fotografias às minhas fãs; dava radiografias.


Numa entrevista publicada em agosto de 1936:- Eu me achava um colosso. Mas um dia, olhando-me no espelho vi que não tenho colo, só tenho osso.


• Uma ocasião, encomendando uma caixão para um amigo que acabara de falecer, ouve do dono da funerária : – O senhor quer que mande o caixão para casa ou o senhor já vai dentro ?


• Ao anoitecer, saindo do cemitério, Lalá, magrinho, feio e desdentado, o porteiro fala: – Fugindo, hein !?!


• Uma ocasião, ao entregar um telegrama no guichê dos Correios reparou que um dos funcionários batia com o lápis, em código Morse, para o colega referindo-se a ele: – Magro e feio… E o Lalá, pega o lápis, e bate também em Morse:- Magrinho, feio e ex-telegrafista !

CELIBATÁRIO

• Lamartine foi presidente do Clube dos Solteirões, associação que reunia os celibatários persistentes, mas, ele era casado (!) e apaixonado pela sua esposa, dna. Maria José Santos Barroso. Sobre o seu casamento dizia, carinhosamente, que, não era um matrimônio e sim um patrimônio.

Matrimônio, matrimônio: isso é lá com Santo Antônio

TOM JOBIM

• Ao ser comunicado que a entrevista que dera a um telejornal, daria lugar a cobertura da chegada de Tom Jobim dos Estados Unidos, Lalá questionou: – Quer dizer então que na verdade eu estou um tom abaixo?

HOMENAGEM PÓSTUMA


“Não quero busto quando morrer, prefiro ser vivo e robusto”.

Forget not me!

Serra da Boa Esperança

terça-feira, julho 4th, 2023

No princípio da década de 1930, Lamartine Babo, que estava no auge do prestígio, e após receber uma carta de uma certa “Nair Oliveira Pimenta”, mineira de Dores da Boa Esperança, que se dizia sua grande admiradora, passou a se corresponder com a fia e cada vez mais com maiorfrequência.

Se Lamartine escrevia em prosa, Nair respondia em prosa, se Lamartine escrevia em versos, “ela” respondia em versos.

Admirado com a inteligência de Nair, Lalá enviava fotos e a correspondência rolou por um ano, até que Nair interrompeu as cartas, alegando que iria se casar com um primo, e que “tudo não se passava de um sonho impossível”.

Lalá sentiu o golpe e resolveu ir até a Boa Esperança pelo menos para conhecer Nair… As crônicas do lugar descrevem Lamartine, ao chegar na cidade, como um sujeito “magro, feio e desdentado; porém, um sultão orgulhoso de seu harém”.

Para decepção do compositor, a única Nair do lugar, era uma menina de 6 anos de idade. Lalá não desistiu e continuou sua busca pela cidade até que alguém lhe revelou que, Nair era o dentista Carlos Alves Netto, um marmanjo, irmão de Nair, que assumiu que era ele quem mandava as cartas!

Lalá levou na esportiva. Ficou uns dias na cidade, fez amizade com Carlos Netto e com os músicos do lugar que foram privilegiados com a primeira audição da belíssima “Serra da Boa Esperança” que encerrava a esperança de rimar seus olhos, nos olhos de alguém que não vem.

Serra da Boa Esperança
Esperança que encerra
No coração do Brasil
Um punhado de terra
No coração de quem vai
No coração de que vem
Serra da Boa Esperança
Meu último bem

Parto levando saudades
Saudades deixando
Murchas, caídas na serra
Bem perto de Deus
Oh, minha serra
Eis a hora do adeus
Vou-me enbora
Deixo a luz do olhar
No teu luar
Adeus!

Parto, saudades levando, saudades deixando…

Serra da Boa Esperança, nas interpretações de:

Eduardo Dusek: https://www.youtube.com/watch?v=UZhkyw9b_Rk

Maria Bethânia: https://www.youtube.com/watch?v=kY9ZTHNq-mE

Jacob do Bandolim: http://cadaumcomseucadaum.com.br/wp-admin/post.php?post=4170&action=edit

Conjunto Virou Samba: https://www.youtube.com/watch?v=Cn-8q_PeHjE

Altemar Dutra: https://www.youtube.com/watch?v=vxSjiWuc_DI

Silvio Caldas: https://www.youtube.com/watch?v=V34eEAlFYUQ

Oh, minha serra, eis a hora do adeus, vou-me embora
Deixo a luz do olhar no teu luar
Adeus

Rancho Fundo

terça-feira, julho 4th, 2023

Ary Barroso – Lamartine Babo

“O ente que olhar, daqui a 100 anos, as obras-primas de J. Carlos, poderá viver a vida que estamos vivendo”

– Álvaro Moreira, um dos maiores desenhistas da história da imprensa brasileira.

J. Carlos

José Carlos de Brito e Cunha (1884-1950), o J. Carlos é autor de uma das mais poderosas crônicas visuais do Brasil na primeira metade do século XX. Sua vasta produção, que se acredita ter passado de 50 mil desenhos, inclui caricaturas, charges, cartuns, alfabetos tipográficos, vinhetas, publicidade, enfim, todo o universo gráfico das primeiras revistas ilustradas do Brasil. – do site do Instituto Moreira Salles.

Álvaro Moreira tinha razão. Em outubro de 2019, assistindo magnífico Instituto Moreira Sallesa a exposição  

J. Carlos: originais, uma longa e variada produção em cerca de 300 desenhos desse artista genial.

Aapresentação de Cássio Loredano:

https://ims.com.br/exposicao/j-carlos-originais-ims-paulista/

Porém, como autor teatral o grande desenhista não se saiu bem com o espetáculo É de outro mundo, que, após 16 dias depois da estreia, saiu de cartaz. De especial, nessa peça, havia o samba-canção Na grota funda – com o subtítulo de Esse mulato vai sê meu, com letra sua e música de Ari Barroso, apresentado por Araci Cortes:

Na grota funda/ Na virada da montanha/ Só se conta uma façanha/ Do mulato da Raimunda/

Matou a nega/ Cum pedaço de canela/ E depois, sem mais aquela/ Foi juntá com uma galega

Ela morreu/ Na virada da montanha/ Vai havê outra façanha/ Esse mulato vai sê meu

Esse mulato/ Vai fazendo o que ele qué/ Já matou duas mulhé/ Porque bamba ele é de fato

Se não morreu/ Vai mangá esse cachorro/ Na virada ali do morro/ Esse mulato vai sê meu

Lamartine Babo assistiu a peça, adorou a melodia de Ari Barroso, mas não gostou nada dos versos de J. Carlos.

E, sem consultar os autores, escreveu outra letra, mudou o nome da música para No rancho fundo e apresentou a nova obra num programa de rádio e, desse jeito nasceram, uma obra prima da música popular brasileira e uma inimizade entre J. Carlos e Ari Barroso, que durou até a morte do desenhista.

Ari Barroso tentou explicar a J. Carlos que não tinha nada a ver com isso, e jurou que a iniciativa foi de Lamartine Babo. Mas, foi em vão, porque ex-parceiro nunca mais quis saber de conversa. Ari, é claro, gostou da mudança na letra – se ele estivesse interessado em manter a parceria com J. Carlos não teria autorizado, um ano depois, a gravação da cantora Elisa Coelho.

Ouça a gravação original e tente identificar o pianista inzoneiro se esmolambado no acompanhamento: https://www.youtube.com/watch?v=HGD1rNkSnLo

… bem pra lá…

do fim do mundo…

Uma ocasião, Dona Darci Vargas, esposa de Getúlio, nossa primeira dama, contando com amplo apoio da imprensa, promoveu um espetáculo, com nossos maiores artistas, para angariar fundos para suas obras de assistência social, e foi um sucesso de público. Ao final da temporada, dona Darci, distribuiu brindes entre os artistas em sinal de agradecimento. Lamartine recebeu o do parceiro Ary Barroso, que não pode comparecer ao espetáculo, e, dias depois, encontra o que Lalá entrega-lhe uma caneta.

– Ué, não era um relógio? –  estranhou Ari.

– Não. É uma caneta mesmo – respondeu Lamartine.

– Disseram que ela me presenteou com um relógio.

– Que relógio, Ari, foi essa caneta, mesmo, palavra!

– Estranho…, a informação que me deram é que seria um relógio…

Ari não acreditou na história, convencido de que o relógio, presente de dona Darci virou caneta.

Tempo depois, o locutor Osvaldo Sargentelli, sobrinho de Lamartine, estava no restaurante Fiorentina, no Leme,

Rio de Janeiro, ao lado de Ari Barroso, quando Lamartine entrou, e foi até a mesa onde os dois estavam.

Ari enfia a mão no bolso de dentro do paletó, e fala, bem alto, para Lalá ouvir:

– Vou ver que horas são…

E tira uma caneta do bolso.

Me disseram que era uma caneta!

Rancho fundo (Ary Barroso e Lamartine Babo) com Elisete Cardoso:

https://www.youtube.com/watch?v=i_bqt2PLNa4

Rancho fundo (Ary Barroso e Lamartine Babo) com Chitãozinho e Xororó:

https://www.youtube.com/watch?v=5-Rk9lTAHI8

Rancho fundo (Ary Barroso e Lamartine Babo) com António Zambujo e Miguel Araújo – no Coliseu do Porto, Portugal:

https://www.youtube.com/watch?v=5ZZoqjMma1w

Rancho fundo (Ary Barroso e Lamartine Babo) com Fábio Junior:

https://www.youtube.com/watch?v=mwTjO2JaKGk

Rancho fundo (Ary Barroso e Lamartine) com Sylvio Caldas:

https://www.youtube.com/watch?v=s56wpjOBFR4

Rancho fundo (Ary Barroso e Lamartine) com Isaura Garcia:

https://www.youtube.com/watch?v=wiGH4sFuJM8

Rancho fundo (Ary Barroso e Lamartine Babo) com Ana Clara e Gustavo Lima:

https://www.youtube.com/watch?v=NUN_ZcSZ42I

Rancho fundo (Ary Barroso e Lamartine) com Yamandú Costa:

https://www.youtube.com/watch?v=6WLBxdnsndA

Rancho fundo (Ary Barroso e Lamartine) com Francisco Petrônio e Dilermando Reis: https://www.youtube.com/watch?v=u1MHVDJv_EY

Rancho fundo (Ary Barroso e Lamartine) com: Ana Vitória e Chitãozinho e Xororó:

https://www.youtube.com/watch?v=EEp8JyE5DMo

Forget isclaine maine Itapirú

Dia do Descobrimento do Brasil.

segunda-feira, abril 22nd, 2019
Em 22 de abril de 1500, chegaram a Pindorama treze caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral.

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História do Brasil, Lamartine Babo

Voz: Almirante

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Giro em Portugal, Mário Lúcio de Freitas e Edgard Poças

Voz: Mário Lúcio de Freitas

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Ripa na Chulipa, Paul Mounsey e Edgard Poças

Voz: Edgard Poças

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Ilustração da minha filha Maria do Céu, a Céu.

Mistura Fina, Paul Mounsey e Edgard Poças

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Parei Contigo. Show de Bossa.

terça-feira, maio 19th, 2015

Mário Reis e Lamartine Babo cantando juntos numa gravação de 1934, acompanhados pelos Diabos do Céu, com arranjo infernal do divino Pixinguinha. Show de bossa!

O samba é do Lalá, que fez nada mais nada menos que Serra da Boa Esperança, Rasguei a minha fantasia, Os Rouxinóis, Eu sonhei que tu estavas tão linda, com Francisco Mattoso, Cantoras do Rádio,  com Braguinha e Alberto Ribeiro e outras muitas. Quizer saber mais sobre Lamartine Babo e Mário Reis procure os excelentes livros, Tra-la-lá – Lamartine Babo, de Suetônio Soares Valença e Mário Reis – o Fino do Samba, de Luis Antonio Giron.

Isso é bossa velha, isso é muito natural; o caminho de todas as bossas novas.

Parei Contigo

Tu és o tipo do sujeito indefinido, carcomido que só quer tirar partido
Meu Deus, mas é isto que se chama ser amigo?
Parei contigo! Parei contigo!
Nas eleições foi o diabo, pois tu eras o meu cabo e votaste no inimigo
Meu Deus, mas é isto que se chama ser amigo?
Parei contigo! Parei contigo! Parei contigo mesmo em caso de emergência
Jurei comigo de esgotar a paciência
Já vou-me embora, cruz, vou disparando
Se não tu furtas a canção que eu estou cantando
Após te dar casa e comida automóvel, tanta coisa, carregaste a minha esposa
Meu Deus, mas é isto que se chama ser amigo?
Parei contigo! Parei contigo! Um dia eu fui parar contigo num hotel em Cascadura, me furtaste a dentadura!
Meu Deus, mas é isto que se chama ser amigo?
Parei contigo, parei contigo! Levaste os meus bens de casamento
Só deixaste a minha sogra por um raro esquecimento
Meu Deus, mas é isto que se chama ser amigo?
Parei contigo! Parei contigo!

Samba Enrêdo pra 98. Revista Bravo.

domingo, fevereiro 1st, 1998

Samba Enrêdo pra 98

 

Diz a lenda que o samba nasceu na Bahia, enrêdo da  reconciliação entre pai e filho. Em nome da alegria.

O pai, escravo africano, economizou em segredo durante toda a vida , e no seu leito de morte confiou ao filho o esconderijo e o desejo de que o tutú se destinasse à compra da alforria da família e o velhaco fugiu com a grana e foi parar no Pará…

Depois de algum tempo o patife arrependido volta, cheio de amor pra dar, com muito mais dinheiro e disposto a obter a qualquer prêço a liberdade sua e dos seus, mas cai do cavalo quando vem a saber que, da família é o único escravo, e o pai curado, com muita reza, alforriado e rico, não está nem um pouco afim de recebê-lo.

Consegue, através de uma argumentação substancial, a hoje chamada “bola”, curiosamente sinônima de uma paixão nacional, (ou seria jabá?) – reunir um corpo de jurados africanos que na Bahia constituiam o”conclave” e este, tomando a oferta em alta consideração, soberanamente, julga por bem o pai perdoar e receber o filho e a granolina de volta.

O ritual de reconsideração teve início com todos de pé em voz alta dirigindo-se ao filho no seu dialeto :

– Sam ! …   (Pague)

O filho respeitosamete paga. E o conselho impaciente, batendo os pés, diante do pai emocionado e indeciso, reforça ainda mais o coro :

– Ba ! …  (Receba)

O pai magnânimamente, recebeu os cobres, e a pendenga terminou em pândega, e a galera, justiça feita, transbordou sua alegria na passarela do perdão, saindo com o primeiro-refrão-enredo-exaltação :

 

– Sam…ba…Sam…ba…Sam…ba…Sam…ba…Sam…Ba……

Esse foi talvez o primeiro grande grito de carnaval. Um grito de duas palavras !  Que nem o de Pedro I.

E o furdunço teve início e o samba, se tornou canto e dança simbolo da nossa comunicação da nossa maneira de desopilar o drama, a opressão, o cotidiano, a dor, o amor, o absurdo, com graça, humor, alegria, paciência (que está quase sempre no fim), muita quizumba, a chamada zorra.

O samba nasce da contravenção e da controvérsia.

O famoso Pelo Telefone, que tirava uma do chefe da polícia carioca (O chefe da folia pelo telefone mandou avisar que na Carioca tem uma roleta para se jogar… ) não foi o primeiro samba que se tem notícia, nem foi o primeiro a ser gravado, nem siquer pela gravadora, e tambem não era samba.

E já estamos no Rio de Janeiro que desde os fins do século passado tinha redutos de costumes e usos africanos vindos da Bahia, marcando com suas cantigas, ritos, crendices e sambas, festas  de dança, realizadas clandestinamente, pois não eram bem vistos pelas autoridades, por babalaôs conhecidos como “tios” e “tias”.

Pelo Telefone, foi o grande hit.   Na verdade, é uma das letras, que se fizeram sobre uma colagem de motivos folclóricos (Olha a rolinha) nordestinos, lusitanos, lundus, tangos, maxixes, choros, e improvisos registrados na casa da famosa tia Ciata, tambem quituteira, partideira, e precursora dos primeiros blocos carnavalescos, os ranchos.

O mestre Pixinguinha dizia : “Naquele tempo, o  chôro era tocado na sala e o samba no quintal. “

A versão gravada foi um estouro, começou a ser tocado em tudo que era lugar e o Donga espertamente como dizem, registrou em seu nome na Biblioteca Nacional.

O fuzuê se formou, e apareceram pais de todas as partes e levadas, entre eles o Sinhô aquele que anos depois seria conhecido como “Rei do Samba”. Pois não é que no seu reinado o nosso Sinhô foi acusado de plágio por Heitor dos Prazeres que inclusive num samba o chamou de “Rei dos meus sambas” ?

Na ocasião, com ares de magistrado, respondeu com a célebre frase enrêdo :

– Samba é que nem passarinho, está no ar, e é de quem pegar…

E o que se pega ouvindo a obra do nosso Sinhô, é que ele quem sacou a geléia geral da época ,e fixou o samba  no dizer do grande Almirante.

O samba e os seus direitos. Isso faz lembrar o genio Wilson Batista, reclamando os seus…Quero chorar não tenho lágrimas…,dizendo que roubaram esse samba dele.

Eu nasci num clima quente/ você diz a toda gente/ que eu sou moreno demais/ Não maltrate o seu pretinho/ que lhe faz tanto carinho/ e no fundo é um bom rapaz…(Preconceito)

O Wilson queimando um em volta em volta do Palácio do Catête da casa grande, que nem o pedreiro Valdemar, que faz os edificos e depois não pode entrar”.

Lá dentro o governo provisório de Getúlio Vargas preparando um estado novinho em folha… Os sambistas vão ter que parar de cantar a orgia, a malandragem e outras bossas como :

Se eu precisar algum dia de ir pro batente não sei o que será/ Pois vivo na malandragem e vida melhor  não há. (Ismael Silva)

…eu serei capaz de não resistir/Nem é bom falar/Se a orgia se acabar…(Ismael Silva)

O meu destino foi traçado no baralho,não fui feito pro trabalho/

Eu nasci pra batucar… (Noël Rosa)

O samba a prontidão e outras bossas/São nossas coisas/São coisas  nossas. (Noël Rosa)

Os bambas vão atender a uma convocação  do seu Gegê pra exaltar as vantagens de se pegar no basquete.

O Ismael Silva fundador da primeira Escola de Samba (o termo não poderia ser mais feliz) a Deixa Falar, já havia acenado com a possibilidade de pegar no pesado, em condições bem diferentes“Se voce jurar que me tem amor/Eu posso me regenerar/Mas se é para fingir mulher/A orgia assim não vou deixar

O Wilson sai com essa : Quem trabalha é quem tem razão/Eu digo e não tenho medo de errar/O bonde São Januário leva mais um operário/Sou eu que vou trabalhar.

O Wilson discutiu  malandragem em samba, com o filósofo Noël Rosa e foi parceiro do Geraldo Pereira o escurinho direitinho que agora está com a mania de brigão.

Juntos fizeram um só, a obra prima, o samba solução de malandro, “Acertei no Milhar” : Etelvina, acertei no milhar/ Ganhei quinhentos contos não vou mais trabalhar…”

Os dois primeiros sambas citados do Ismael trazem na parceria os nomes de Nilton Bastos (grande talento que morreu cedo) e Chico Alves, o Rei da Voz, o homem que lançou, gravou o que havia de melhor durante grande período da MPB que comprou a parceria e entrou como autor.

Aliás o Noël que já havia feito, em resposta às convocações do governo, o Samba da boa vontade:  Conserva sempre o teu sorriso/Mesmo que a vida esteja feia e que vivas na pinimba/Passando a pirão de areia  tambem vendeu sambas, alguns trocou por um Chevrolet com o Chico Alves, que logo passou a frequentar o Estácio; a sala deu uma chegada pra ver o que acontecia no quintal.

 

O Chico tinha grana e o acesso as gravadoras, vira parceiro  do Ismael e depois, do Cartola, do Lamartine Babo (que tambem teve autoria questionada de O teu cabelo não nega e outros.  Compos peças belíssimas como A mulher que ficou na taça,  Meu companheiro, A dona da minha vontade, Abelha da ironia e outras com Orestes Barbosa,  A voz do violão com Horácio Campos, Canção da criança (Criança feliz, que vive a cantar,  alegre a embalar seu sonho infantil…), lançou inúmeros sucessos, gravou e lançou muita gente, foi importantíssimo, e a verdade é que o samba já estava indo longe e queria mais.

O tio Sam estava querendo conhecer a nossa batucada  e e a portuguesa Carmen Miranda pequena de muito balanço, bonita e notável pelo talento criativo e marqueteiro, foi lá mostrou, viorou ícone e acabou pagando caro.

O compositor de Brasil Moreno, o mulato baiano Assis Valente …felicidade é brinquedo que não tem/Papai Noel… um de seus compositores favoritos ( xxxxxxxxx), sem dinheiro, sem forças pra buscar o sonho e desistiu no meio do caminho fez bobagem.

Mas o samba acabou vingando e balançou a canção americana  e até o jazz na gringolândia e na Europa : água de beber camará …

É verdade que com o tempero planetário de Almeida Jobim, que com sua bossa botou até japones síncopando.

Os surdos não se tocaram e os puristas tambem, mas os puristas são os surdos de alma.

No samba os surdos são muito importantes, dão o pulso básico, e são uma parte da escola.

“No Brasil, sucesso é ofensa pessoal”. disse o Tom Mixer.

Mas a verdade é que foi ficando longe foi  a velha figura do sambista,  principalmente a do genio esquecido, mal sucedido

(…mas de repente Etelvina me acordou/Foi um sonho minha gente..”e o “crioulo”, a maior parte das vezes, cansou das promessas em nome do seu talento, e aprendeu nos degraus da vida que os bares se fecham  e os nacionalismos se acabam , e malandramente entrou na jogada pelas portas certas.

Dessa vez o malandro saiu da sinuca jogando na bola da vez, negando-se a folclorizar o seu drama.

E mostrou que não é doente do pé nem ruim da cabeça e sacou qual é a do tal marketing (… é com esse que eu vou…) e só pra contrariar  (que tambem é nome de um samba do Noël),  deu um tapa tecnopop no som e no visual, comprou os sints, as drum machines botou a caixa no segundo tempo e/ou quarto tempos no compasso da mídia (aí o papo vai longe), fez a letra que muita gente queria fazer e reinstalou o pagode. Sem esquecer o fundo de quintal, mas só que desta vez na sala, onde tem os móveis e o cofre. Voce dê toda roupa velha aos pobres/E a mobília podemos quebrar…

Na verdade tropical, nem tudo é mentira.

E o pagode – que era a reunião informal pra se tocar e cantar samba, e não à toa quer dizer, templo destinado a cultos, divertimento, zombaria, – que vem de pagão,não em vão, está aí, na onda, chutando o pau da barraca, fazendo sua história com novos ídolos, gente nossa, tomando seu espaço nesse mundo mercado, revelando a cultura, com/tradição e com razão, brasileira.

 

Até que enfim agora eu sou feliz/Vou percorrer a Europa toda até Paris

 

Breque :

 

1) A quantas andava a província do Pará na época da lenda.

Será que já existiam Bragança, óbidos, Santarém, Belém, essas “cidades portuguesas” ?

 

2) Senhores da criação que vivem com falta de, e da grana sobrando :

Sinhô nasceu em set 1888, Wilson Batista morreu em julho de 1968, Geraldo Pereira nasceu em abril de 1918, Ismael Silva morreu em ag 1978, Assis Valente se matou em março de 1958 Chico Alves que morreu em set 52 na Dutra num desastre de automóvel nasceu em ag 1898.

O ano de1998, portanto é ano de investir em projetos de incentivo a nossa cultura. Os jovens tem que saber.

Olha o enredo aí minha gente !