Na música, até o silêncio tem ritmo. é o chefão do movimento!
Então, eu te pergunto:
– Pedra tem RITMO? Eu acho que não … está petri-ficado … c’est finit!
O RITMO gosta de ação Ele é o maestro na Sinfonia do Infinito!
Em homenagem ao ritmo eu compus – que palavra! – este Milk Shake de ritmos para você solfejar ad libitum, ou seja, à vontade – no seu ritmo.
Coloque na pauta, uma porção de rap com um toque de rock cem gramas de forró e samba à vontade carimbó também três xícaras de rumba, duas de vaneirão umas de baião desfiado, outras de frevo rasgado, um fado afiado uma pitada de merengue um maço de chorinhos um passo de bolero um lero de baquetas no aro, uma colher de salsa diversas folhas de valsa e meia marcha lenta sem pausas refogada num breque de break acelerado seguido duma balada derretida numa bela tarantela… aí carregue no reggae rodelas de axé sem espinhas e tempere com pito compassos de techno picado com funk ralado polvilhe e deixe num molho hip-hop por breve fermata e bata nos ouvidos até ficar macio – o som, é claro – ajuste o gogó a seu gosto e sirva -se
Beba, moderadamente à vontade!
E, trate de balançar pra não ficar com cara de sofá!
Cachoeira chora, chora não descansa de chorar cachoeira, acho eu esse choro é saudade do mar
Cachoeira chora, chora não descansa de chorar cachoeira, acho eu esse choro é saudade do mar
E o mar está tão longe nem sequer te vê mas eu juro, nesse choro que ele chora por você
Carinhoso, Gracioso, Chorinho faceiro, Murmurando, Ingênuo, Lamento, Brasileiro
Cachoeira, chora agora, um chorinho de alegria natureza, água viva, dia noite, noite e dia cachoeira serra abaixo riacho, rio, mar
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“A criação é um ato de amor, alguma coisa que se comunica a toda humanidade. Um artista não pode fazer nada que contribua para piorar o mundo. Acho que tenho deveres para com as pessoas com quem convivo”. Antônio Carlos Jobim
BIOGRAFIA INDICADA: CABRAL, Sérgio. Antonio Carlos Jobim. Uma Biografia. Rio de Janeiro: Lumiar Editora: 1997.
SUPER INDICADO: Tons sobre Tom. Tárik de Souza, Márcia Sesimbra, Tessy Calado. Rio de Janeiro: Revan: 1995. Tem um artigo brilhante: O Arquiteto da Utopia, de Tárik de Souza.
STONE FLOWER: (Álbum inteiro – Lançamento de Chovendo na roseira e uma belíssima Aquarela do Brasil, Amparo, melodia que virou Olha Maria): https://www.youtube.com/watch?v=_lfHX8NBmXk
• Tom gostava de bichos, de plantas. Ele prestava atenção numa formiga passando. Imitava o barulho do macaco. Ele falava de pássaros, assobiava. Era um brasileiro. João Gilberto
TOM JOBIM AND FRIENDS – 1996 Álbum inteiro: https://www.youtube.com/watch?v=WxJ-xRzKWJM – 00:00 Inútil Paisagem; Triste; Esperança Perdida – Herbie Hancock 08:29 Ela É Carioca – Herbie Hancock 14:52 The Boy From Ipanema (versao: N. Gimbel) – Shirley Horn 17:36 Once I Loved (O Amor Em Paz – versao: R. Gilbert) – Shirley Horn 23:05 O Grande Amor – Gonzalo Rubalcaba & Joe Henderson 32:32 No More Blues (Chega De Saudade – versão: J.Cavanaugh) – Herbie Hancock & Joe Henderson 37:58 Água De Beber – Gonzalo Rubalcaba 43:55 A Felicidade – Tom & Gal 48:54 Se Todos Fossem Iguais A Você – Tom & Gal 54:00 Luíza – Tom 57:29 Wave (Vou Te Contar) – Tom 01:01:54 Caminhos Cruzados (Newton Mendonça) – Tom & Gal 01:06:25 Finale: The Girl From Ipanema – todos
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• Nascimento da maior parceria da música popular brasileira:
No início, havia uma certa timidez. As primeiras músicas ficaram uma porcarias. Fizemos três sambas horríveis, num desajuste total. Mas Vinicius, pacientemente, queria que fôssemos trabalhando até sair uma coisa direita – Tom Jobim.
A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor/ Brilha tranquila, depois de leve oscila, e cai como uma lágrima de amor.
• Lembro de Tom na gravação de Chega de Saudade. Ele estava ali, na cabine, e eu no estúdio. Tom estava olhando, tinha os olhos emocionados, entusiasmados. João Gilberto
• A canção que me causou maior impacto de todas as canções que eu já ouvi na minha vida foi uma do Tom, Chega de saudade. Foi um marco em minha vida, em todos os sentidos – Caetano Veloso
• Me lembro do dia exato em que ouvi o Chega de saudade. Lembro exatamente onde eu estava e tudo. E lembro da impressão que tive quando ouvi essa música. Foi muito forte mesmo. Muita coisa mudou na minha cabeça – Edu Lobo
• A grande música que me bateu foi quando papai chegou da Odeon com o 78 Chega de Saudade – Danilo Caymmi
• Lembro nitidamente da canção que me fez acordar para a música. Paulo César Pinheiro
•Uma pessoa que fez Chega de saudade não precisa nunca mais me dar mais nada. E na verdade nós nunca daremos o bastante a ele. Nunca teremos dado o bastante – Caetano Veloso
O trabalho que fiz com Tom Jobim foi um dos que mais me deram satisfação pessoal e profissional em minha carreira. Ele era um gênio e fazia qualquer um que trabalhava com ele sentir-se bem – Frank Sinatra
Eu frequentava muito a casa dele. Pescamos bastante. Não se pode ficar concentrado só na música. Pescamos muito na Barra da Tijuca. Um dia me surgiu Correnteza mostrei para o Tom e aí fizemos juntos – Luís Bonfá
“Eu acho que universal mesmo é fazer samba. Quer dizer, um pintor universal é aquele que pinta bem o seu quintal. Agora, se o brasileiro vai querer pintar o quintal sueco, aí já fica mais difícil“.
TOM JOBIM- As Nascentes – Acervo da TV CULTURA – (IMPERDÍVEL!) Tom fala de Villa-Lobos, Pixinguinha, Radamés, Ary Barroso, Vinicius de Moraes, da Bossa Nova, da Garota de Ipanema, de Chico Buarque: https://www.youtube.com/watch?v=54VNMBOTtvk
Tom apresentando para Nelson Pereira dos Santos, Equipe da TV Bandeirantes, Dori Daymmi e Danilo Caymmi, a música Passarim ainda inacabada https://www.youtube.com/watch?v=z9HH98woqfw
Documentário: 3 Antonios 1 jobim – Documentário que representa um bate papo informal entre quatro grandes brasileiros: Tom Jobim, Antonio Callado, Antonio Houaiss e Antonio Candido. No qual conversam sobre suas experiências bem como do século XX brasileiro :Dirigido por Rodolfo Brandão: em 1993. https://www.youtube.com/watch?v=H5eT1ZY_UTQ
Caetano Veloso mencionou a história abaixo, em 1981, numa entrevista para Roberto D’Avila, no Canal Livre da TV Bandeirantes:
“Tom era o grande músico que foi capaz de realizar, como arranjador, como orientador, como uma pessoa que domina os meios de expressão da música, como compositor, um novo movimento. E é o maior do Brasil, por causa disso”. Caetano Veloso
Pena a parceria não ter saído. Deixa aqui, uma sugestão para Caetano Veloso por letra na melodia e gravar em dueto com Gal Costa, o belíssimo Diálogo, do LP Wave, de 1967 Ouça e considere se minha sugestão procede: http://letras.kboing.com.br/#!/tom-jobim
Dediquei minha vida à música brasileira, porque já tem francês para escrever música francesa, americano para escrever música americana.
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• CANCIONEIRO JOBIM – Obras completas. Cinco volumes. JOBIM MUSIC. Perfeito. As composições escritas de acordo com a concepção do maestro. Equipe de craques.
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O Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB) é uma organização sem fins lucrativos sediada em Niterói – RJ que é voltada para a pesquisa, preservação e promoção da Música Popular Brasileira. Sua missão consiste em documentar, catalogar e divulgar o acervo musical brasileiro, passado e presente, através da manutenção e atualização de um banco de dados virtual. O resultado é um dos maiores arquivos online de informações, sons e imagens da discografia brasileira, disponível na internet para consultas gratuitas. Fundado em 2006, o IMMuB conseguiu mapear e catalogar mais de 82 mil discos produzidos no país. Isto equivale a aproximadamente 580mil fonogramas, reunindo mais de 91 mil compositores e intérpretes. Fruto de 25 anos de pesquisa, a catalogação abrange toda a história da música brasileira, desde a primeira gravação em 1902 até os lançamentos mais recentes. O acervo segue em constante expansão, recebendo centenas de discos, capas e músicas mensalmente. https://immub.org/p/o-instituto.
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BIBLIOGRAFIA
OBS: Grande parte desse material não se encontra mais à venda. Algo ainda pode ser encontrado nos sebos e na NET e mídias digitais.
CABRAL, Sérgio. Antonio Carlos Jobim. Uma Biografia. Rio de Janeiro: Lumiar Editora: 1997.
JOBIM, Helena. Antonio Carlos Jobim. Um Homem Iluminado. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira. 1996.
SOUZA, Tárik de, Márcia Sesimbra, Tessy Calado. Tons sobre Tom.Rio de Janeiro: Revan: 1995.
CASTRO, Ruy. Chega de saudade – São Paulo: Companhia das Letras. 1990
CASTRO, Ruy. A onda que se ergueu no mar – São Paulo: Companhia das Letras. 2001
ENCONTROS/TOM JOBIM. Tom Jobim. Organização e apresentação Frederico Coelho e Daniel Caetano.Rio de Janeiro: Azougue Editorial. 2011.
CASTELLO, José. Vinicius de Moraes: O Poeta da Paixão. São Paulo: Companhia das Letras. 1994.
SÁNCHEZ, José Luis. Tom Jobim. A simplicidade do génio.Rio de Janeiro: Record: 1998.
MAMMI, Lorenzo. NESTROVSKI, Arthur. TATIT, Luiz. Três canções de Jobim. São Paulo: Cosac Naify. 2004.
CARVALHO, Hermínio Bello de. Sessão Passatempo. Rio de Janeiro: Relume – Dumará. 1995.
NAVES, Santuza Cambraia. Canção popular no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2010.
HOMEM, Wagner, OLIVEIRA, Luiz Roberto. Histórias de Canções – Tom Jobim. São Paulo: Leya. 2012.
MELLO, Zuza Homem de. João Gilberto. Publifolha. 2001.
VIVACQUA, Renato. Música Popular Brasileira. Cantos e Encantos. São Paulo: João Scortezi Editora. 1992.
NESTROVSKI, Arthur. Lendo Música. 10 ensaios sobre 10 canções. São Paulo: Publifolha. 2007.
LISBOA JUNIOR, LUIZ AMÉRICO. 81 Temas da Música Popular Brasileira.Itabuna: Agora Editoria Gráfica Ltda, 2000.
GENTE DE SUCESSO. A vida de Tom Jobim.Rio de Janeiro: Editora Rio.
SEVERIANO, Jairo. MELLO, Zuza Homem de. A Canção no tempo. 85 anos de músicas brasileiras. Vol. 1 – 1901-1957. São Paulo: Editora 34. 1997 e 1998
SEVERIANO, Jairo. MELLO, Zuza Homem de. A Canção no tempo. 85 anos de músicas brasileiras. Vol. 2 -1958-1985. São Paulo: Editora 34. 1998.
MARIZ, VASCO. A Canção Brasileira. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira. 1985.
PASSOS, Claribalte. Vultos e Temas da Música Brasileira. Rio de Janeiro: Paralelo. 1972.
TINHORÃO, José Ramos. Pequena história da música popular. São Paulo: Art. 1991.
Tom devia se sentir muito sozinho, porque era superior. Quando manifestava admiração pela sensibilidade de Villa-Lobos, havia uma identidade de posição diante do panorama brasileiro. Tom demonstrava essa identidade nas conversas em que citava Villa-Lobos, contava histórias e até comentava a solidão do Villa-Lobos no Brasil. Todo homem excepcional, todo grande criador encontra estas dificuldades no seio da humanidade, em qualquer pais do mundo. No Brasil, com uma tradição de frustrações e de impotências em todas as áreas, quando surge um ser muito potente, ele vai enfrentar aborrecimentos terrivelmente irritantes e geradores de infelicidade, que não podem ser interpretados como um não reconhecimento de talento. – Caetano Veloso
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Lembro de Tom no concerto no Carnegie Hall. Ele moço, tocando piano. Nós ali, fazendo música. Nós ali, representando o Brasil. A gente querendo homenagear o Brasil, querendo o bem do Brasil. Nós querendo fazer uma coisa boa para o país. Um Brasil que fosse representado pela sua música, uma música bonita. Era uma coisa meio infantil, ilusão da juventude, o que seja. Mas acho que fizemos alguma coisa pelo Brasil. Tom fez tanto pelo Brasil (João Gilberto chora, chora, chora). O Brasil já foi tão bonito – João Gilberto – reportagem da revista VEJA, publicada em 25 de janeiro de 2014.
Fotografei você, na minha Rollei Flash, revelou-se minha enorme gratidão.
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O Tom foi uma sequencia do Villa-Lobos, do Radamés Gnattali. Foi o paisagista do Brasil. Mesmo na música que não tem letra, era o Brasil. São imagens brasileiras. É cinema puro.” – Paulo César Pinheiro – Tons sobre Tom – Márcia Cezimbra – Tessy Callado e Tarik de Souza (Editora Revan) 1995
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“A morte de Tom tem que ser levada como a expressão mais simples do decorrer da vida. Nasce-se e morre-se. Eu nunca poderia admitir a morte de Tom Jobim – ele andava se queixando da saúde – e tive que engolir seco e me preparar para isso durante anos”. Dorival Caymmi.
“Ele sabia o poder que tinha, sem parecer vaidoso. Sabia o que significava como artista do Brasil para o resto do mundo e para o próprio Brasil. Ficava orgulhoso com o que deixaria para a eternidade. A obra de Tom é grandiosa. É obra de imortalidade”. – Paulo Cesar Pinheiro – Tons sobre Tom – Márcia Cezimbra – Tessy Callado e Tarik de Souza (Editora Revan) 1995.
– Gostou parceirinho? – Vina, esse negócio de “tão sem passarinho”, sei não… – Você não gostou Tonzinho? E de “tão linda no espaço”? – Eu tirava o passarinho, deixava a moça, e trocava o espaço pelo “caminho do mar…”
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É por aí parceirinho!
Olha que coisa mais linda!
… que vem e que passa…
Ah, a beleza que existe!
Desconfio que vai dar pé…
Tonzinho e eu fizemos um sambinha pra você.
Gravação realizada no restaurante Au Bon Gourmet em Copacabana, R.J., dia 02 de agosto de 1962, por ocasião do show “Encontro com Tom Jobim, Vinicius de Moraes e João Gilberto”, com a participação de “Os Cariocas”. Lançamento de “Garota de Ipanema”, e com introdução!
Ensaio. No canto esquerdo, Baden Powell. “O astronauta ao menos viu que a terra é toda azul”
ensaiando…
A gravação que estourou saiu nesse LP. No início João cantou uma vez inteira, e em seguida entrou a Astrud. A gravadora teve a ideia de cortar a entrada do João e começar direto com a Astrud e foi um sucesso mundial!
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Frank, é melhor chamar um baterista brasileiro!
Ouve a batida…
Eu não canto assim (soft) desde que tive laringite…
Spanishguitar, Francisco, a violão!
O disco do ano nos USA!
It sounds great Antonio!
Tall and tanned and young and lovely…
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Deu pé parceirinho!
– Que bom que você botou o passarim pra fora da letra! – Verdade, Tonzinho, você entende do assunto!
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• Entrevista de Tom Jobim à Rádio JB em 1977 (comemoração do seu cinquentenário). Aos 7’29” , Tom conta a história de Garota de Ipanema em parceria com Vinicius de Moraes :
• Eu tenho 304 diferentes gravações de “Garota de Ipanema”,colhidas até o final de 2000. Hoje deve ter bem mais e tem coisa que até o Cristo Redentor duvida!
Conheço Dorival Caymmi desde o início da década de quarenta, quando cheguei da Inglaterra, onde estudava, fugindo à segunda Grande Guerra. Encontrava o baiano ali pelo Leblon, que nessa época esta a começando apenas a dar um ar de sua graça. Minha casa ficava na Rua General San Martin, e entre uma sortida e outra à praia, nossa patota, (naquele tempo se dizia turma) descansava o espírito num bar-mercearia que havia na esquina da Ataulfo de Paiva com a Carlos Góis: – éramos eu, Rubem Braga, Moacir Werneck de Castro, Jimmy Abercrombie, Carlos Leão, Juca Chaves, o engenheiro e o dono do famoso Juca’s Bar, de saudosa memória) e outros aderentes eventuais, alguns dos quais já se mandaram a muito. Caymmi mora a numa casa, de aparência estranha, no fim da Ataulfo de Paiva, que, se não me engana, ainda existe. Nada prenuncia ainda que o Leblon se fosse tornar um bairro tão em vago. O baiano gostava de tomar um conhaquinho, devagar e sempre. Nós éramos do chope e da cerveja. O verão carioca eliminava tudo na transpiração.
Desde então ficamos amigos. Nossas vidas eram diferentes. Caymmi era mais da patota de Jorge Amado. Eu tinha tido um período de compositor, aí pelos 16 anos com os irmãos Tapajós, dupla vocal famosa na época, mas depois deixei. Só o viria retornar 27 anos mais tarde, quando Antônio Maria entrou de sola em nossas vidas. Já o forte de Caymmi era a composição. Alguns de seus mais belos samba canções.
Quando, em 1950, regressei do meu posto de vice-cônsul em Los Angeles, depois de cinco anos de ausência. Caymmi e Antônio Maria começaram a frequentar assiduamente minha casa. As facilidades diplomáticas então existentes induziram-me a trazer 30 caixas de uísque que tiveram o poder de aguçar extraordinariamente o faro de meus amigos. A casa viva cheia, dia e noite. Lembro que uma tarde estava com Paulo Mendes Campos, no Juca’s Bar, na cidade, quando ouvi um cara desconhecido na mesa ao lado, convidar um outro para ir a minha casa, onde – assegurava ele – o uísque corria. Só sei dizer que 360 garrafas do mais puro escocês foram absorvidas em menos de 2 meses, o que representa uma média de 6 unidades por dia. E a moçada já era sadia.
Entre 50 a 53, ano em que parti em posto para Paris. Caymmi e eu nos vimos com bastante frequência, em companhia de Antônio Maria, Aracy de Almeida, Paulinho Soledade, Fernando Lobo e outros encaixotadores de sereno.
Encontrávamo-nos a noite, no finado Vogue. Depois íamos para o “Sacha’s”, depois para o Clube da Chave, onde conheci, pouco antes de partir, meu parceiro Antônio Carlos Jobim. A conversa era fácil e maledicente. Caymmi seguia compondo. Quando posteriormente começou a trabalhar no “36” da Rua Rodolfo Dantas, nós não saíamos de lá. Era uma época boa e descompromissada com a voz de Aracy, Elisete, Nora Ney, Dóris Monteiro, Ângela Maria, e depois Maysa enlanguescendo as madrugadas…
Saudade, torrente de paixão, emoção diferente, que aniquila a vida da gente, uma dor que eu não sei de onde vem…
Eu fizera sozinho meus primeiros sambas. Amávamos a noite como se ela fosse uma mulher. Nosso último reduto, era o Pescadores, na Francisco Otaviano, onde se comia os melhores ovos com presunto da madrugada e, eventualmente, saía cada pau de meter medo, por isso “que a turma já vinha de muitas horas de voo.
Em 57, estando eu em Paris, soube que Caymmi ia chegar. Sem poder ir ao aeroporto, pedi a relações públicas da velha Panair que o localizasse para mim em Orly, e falamos ao telefone. Fiz questão de assinar o ponto da amizade e muito bem obrei, pois os baianos residentes, a frente dos quais se colocou Odorico Tavares que viajara com ele, o sequestraram de tal modo, que só o pude ver uma noite no “Calavadões”, onde ele tocou violão e cantou para o trio local “ Los Latinos” nome a que nós, os frequentadores de sempre, acrescentávamos a letra R.
Mas foi somente em fins de 64 que nossa amizade se solidificou para valer, graças a um convite de Aloisio Oliveira e Paulinho Soledade, proprietário do” Zum Zum”, para que fizéssemos um show juntos, escorados pelo Quarteto em Cy, e o conjunto de Oscar Castro Neves. O show constituiu um grande sucesso, e nele lançou Caymmi sua bela valsa, … das Tosas, cuja criação me anunciava 7 anos antes, numa tarde na casa de Jorge Amado. Isso para dar uma pala de como o baiano curte o que compõe.
Nós todos o acompanhávamos na belíssima História de Pescadores. Eu dizia sempre O Dia da Criação, com a boate no mais absoluto silêncio, e isso para mim foi muito bom, esse contato poético com o público, que me certificou de que a poesia ainda não havia morrido. Nosso bate-papo entre os números, na base do improviso, ficou muito popular na noite carioca, e Aloisio pensou em dele tirar um LP, que afinal não foi avante. Mas as fitas existem por aí, para documentar sua espontaneidade, e as maravilhosas e sábias tiradas de Caymmi, que faziam o público morrer de rir.
Capa
De pouquíssimos seres humanos eu gosto tanto. Não há amigo mais perfeito, se não se exigir mais do que ele, em sua baianidade, pode e sabe dar: e não é por acaso este o segredo da amizade, a gente não forçar a barra do amigo, deixa-lo ser ele mesmo usufruir do seu convívio, no que ele tem de mais saboroso e autêntico?
“Acontece que sou baiano”, disse ele, num de seus melhores sambas. E é realmente difícil encontrar alguém mais baianamente dengoso que Caymmi, apesar de sua grande quilometragem carioca. Sua barriga redonda e cheia de ritmo, que parece dançar por conta própria quando ele canta – à barriga que viveu e amou a vida – é o retrato de sua Bahia. Como de resto, sua cor, a malemolência brejeira de seus olhos, quando interpreta, e o balanço gordo e descansado do seu samba: samba que parece ter o visgo gostoso de ar da Bahia, feito de calor e brisa; o quebranto de suas cadeiras, por onde os baianos descem desmanchando as ancas, a untuosidade pungente de suas comidas e seus pirões afrodisíacos, onde o dendê, o amendoim, o gengibre e a pimenta- de cheiro são condimentos obrigatórios, a patina de seu casario, como no Pelourinho, e a misteriosa claridade de seu lar, que o fez dizer, num verso da mais alta síntese poética, em sua canção sobre a Lagoa do Abaeté.
A noite tá que é um dia…
Caymmi constitui, a meu ver, como Pixinguinha, Noel Rosa, Antônio Carlos Jobim e agora despontando no amanhecer Chico Buarque de Holanda, um dos cinco solitários da música popular brasileira. Canções como O Mar, Dora, João Valentão, É Doce Morrer no Mar, Lenda do Abaeté, Saudade de Itapoã, Rosa Morena são obras-primas sem jaça das maiores de todos os tempos no populário nacional ou estrangeiro. E assim, é meu Caymmi, grande sábio, vasto, intenso: um excelso mandarim baiano, que ainda representa melhor que ninguém esse maravilhoso berço mestiço da nacionalidade que é sua Bahia nativa – a terra onde os preconceitos não tem cor e a falta de bossa não tem vez.
… eu que tenho rosas como tema, canto no compasso que quiser.
Escute aqui o tom do Duprat, num plá de uma nota só, do grande Rogério, tio do meu amigo e parceiro, irmão do Régis que é pai do Ruriá Duprat, que também leva um jeito familiar na arte de combinar os sons.
Publicado em “História da música popular brasileira” – edição Abril Cultural
Sol é luz de ouro Lua, luz de prata o amor é um tesouro prata, ouro, ouro e prata Sol, ô Sol capricha nessa luz dourada hoje à noite eu vou sair toda prateada Que astro-rei sou eu minha luazinha de mel sem você sou pilha fraquinha e apago a luz do céu
Lembra do colar de estrelas que me prometeu ao anoitecer depois, meu astro-rei, deixa comigo vou luar até amanhecer
O colar está prontinho pra te enfeitar estrelas, não canso de vê-las mas é todo teu o meu olhar Sol, Solzinho não vivo sem o teu calor hoje eu vou de lua cheia Lua cheia de amor Madrugada afora até a alvorada quero ver você luar ao romper da aurora eu vou-me embora é hora de raiar Lua, ó Lua! Sol, ô Sol! a nossa estrada é um desejo e o nosso beijo é o mais lindo arrebol!
Ô Sol! Ó Lua!
Sol e Lua, Lua e Sol por Céu e Diogo Poças
• Um dos compositores de maior expressão na música popular brasileira. Sua musicografia completa, que inclui versões e músicas compostas para histórias infantis, passa dos 400 títulos – Dicionário Cravo Albin da música popular brasileira
• O grande cartunista e escritor Ziraldo – conhecedor da obra do Braguinha – ao ser apresentado a ele: – O senhor é o Cancioneiro Popular Brasileiro!
• Cantores do rádio: Carmen Miranda e sua irmã Aurora cantando a canção no filme “Alô, Alô, Carnaval“, sucesso gravado em 1936 – visite o post CANTORES DO RÁDIO em ALMANAQUE QUALQUER NOTA pra saber a história dessa música: https://www.youtube.com/watch?v=EM02ENiiuZ0
• Cantores do rádio (Braguinha, Lamartine Babo e Alberto Ribeiro) – Elis Regina, Rita Lee, Maria Bethania, Gal Costa, Fafá de Belém, Marina, Joyce, Zezé Motta, Joana, Quarteto em Cy: https://www.youtube.com/watch?v=prPXz-_L5og
• Seu Libório. Não foi um hit como as anteriores, mas vale a pena ouvir o grande Vassourinha (1923 – 1942) e a flauta do inigualável de Benedito Lacerda (1903 -1958), e o molho do seu regional. Vassourinha foi o nome artístico adotado por Mário de Oliveira Ramos, grande promessa, que foi embora com apenas 19 anos, deixando apenas 12 músicas gravadas. https://www.youtube.com/watch?v=2kWq8PQKsZw
Smile (Original: Música de Charlie Chaplin e letra de John Turner e Geoffrey Parsons) na interpretação do genial Jimmy Durante: https://www.youtube.com/watch?v=UM–qYBjYlc
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• O CARNAVAL do BRAGUINHA
Chiquita Bacana lá da martinica, se veste com uma casca de banana nanica!
Quando o Brasil marcou o quarto gol contra a temida seleção espanhola, no campeonato mundial de 1950, um torcedor emocionado, afundado na cadeira, chamava atenção: era o único torcedor que não estava comemorava a nossa goleada. – Pessoal, olha só esse cara quietinho, só pode ser espanhol… Em seguida vem o quinto gol e o coro imenso toma conta do estádio:
Eu fui às touradas de Madri Parará-tchim-bum-bum-bum Parará-tchim-bum-bum-bum E quase não volto mais aqui…
O tal torcedor quietinho, não consegue conter o choro; são 200.000 brasileiros cantando Touradas em Madri, a música que ele, Carlos Alberto Braga, o João de Barro, ou Braguinha, compôs com Alberto Ribeiro para o Carnaval de 1938. Ouça a gravação original, com Almirante: • Touradas em Madri – https://www.youtube.com/watch?v=CDWopjSWot0
Vale a pena escarafunchar a letra dessa música. Tem muito a ver.
• Pastorinhas (Noel Rosa e Braguinha). Marcha-rancho inspirada no Rancho das Pastoras de Vila Isabel, foi lançada em 1935, na voz de João Petra de Barros, sob o título de “Linda pequena“, não obteve sucesso. Entretanto, Braguinha , pouco depois da morte de Noel, relançou a composição, com algumas mudanças na letra e no nome, que passou a ser “Pastorinhas”.Essa versão venceu o concurso carnavalesco da prefeitura do Rio de Janeiro, em 1938. Estava em segundo lugar entre as marchinhas, e para o primeiro porque a que liderava até então – Touradas em Madri (!), de Braguinha e Alberto Ribeiro – foi desclassificada, sob a alegação de que era um passo-doble (dança de origem espanhola, muito executada em touradas!). Lançada na voz de Sílvio Caldas em 1dezembro de 1937, obteve sucesso merecido com várias regravações. Esta é a original: https://www.youtube.com/watch?v=dIAMPwqDYlA
• Tem gato na tuba (Braguinha)- Essa foi uma das quatro marchinhas de carnaval que selecionei para o repertório do primeiro LP da Turma do Balão Mágico* . As outras foram P.R. Você, de Hervé Cordovil e Cristovão de Alencar, Cowboy do Amor, de Wilson Baptista Roberto Martins e Upa! Upa! (Meu Trolinho), de Ary Barroso. Foi gratificante ouvir as crianças cantarem composições de autores que até hoje admiro. Aqui, o gato na tuba: https://www.youtube.com/watch?v=oFf0Wiyvgok.
* Escrevi 56 letras para os 7 LPs da Turma do Balão Mágico .
Braguinha e alguns colegas em reunião na casa de Vinicius de Moraes, na Gávea, Rio de Janeiro, para salvar a música de carnaval. 1967. Quem identificar mais de dez, receberá, via email, um apertado abraço virtual.
Braguinha e o colega que levou o piano pra Mangueira
O Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB) é uma organização sem fins lucrativos sediada em Niterói – RJ que é voltada para a pesquisa, preservação e promoção da Música Popular Brasileira. Sua missão consiste em documentar, catalogar e divulgar o acervo musical brasileiro, passado e presente, através da manutenção e atualização de um banco de dados virtual. O resultado é um dos maiores arquivos online de informações, sons e imagens da discografia brasileira, disponível na internet para consultas gratuitas.
Fundado em 2006, o IMMuB conseguiu mapear e catalogar mais de 82 mil discos produzidos no país. Isto equivale a aproximadamente 580mil fonogramas, reunindo mais de 91 mil compositores e intérpretes. Fruto de 25 anos de pesquisa, a catalogação abrange toda a história da música brasileira, desde a primeira gravação em 1902 até os lançamentos mais recentes. O acervo segue em constante expansão, recebendo centenas de discos, capas e músicas mensalmente. https://immub.org/p/o-instituto.
BIBLIOGRAFIA:
OBS: Grande parte destes livros não se encontram mais à venda, mas, os sebos e a NET estão aí para nos salvar.
SEVERIANO, Jairo. Yes, nós temos Braguinha. Rio de Janeiro: Funarte. 1987.
REIS, Aquiles Rique. O gogó de Aquiles. São Paulo. A Girafa Editora. 2004.
VIVACQUA, Renato. Música Popular Brasileira. Cantos e Encantos. São Paulo. João Scortezi Editora. 1992.
LISBOA JUNIOR, LUIZ AMÉRICO. 81 Temas da Música Popular Brasileira.Itabuna: Agora Editoria Gráfica Ltda, 2000.
CUNHA, Maria Clementina Pereira. Ecos da Folia. Uma história social do Carnaval Carioca entre 1880 e 1920. São Paulo: Companhia das Letras. 2001.
ENEIDA. História do Carnaval Carioca, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1958.
SEVERIANO, Jairo. MELLO, Zuza Homem de. A Canção no tempo. 85 anos de músicas brasileiras. Vol 1. 1901-1957.São Paulo: Editora 34. 1997.
VALENÇA, Soares Suetônio. Tra-lá-lá. Rio de Janeiro: Funarte. 1981.
SEVERIANO, Jairo. MELLO, Zuza Homem de. A Canção no tempo. 85 anos de músicas brasileiras. Vol. 2. 1958-1985. São Paulo: Editora 34. 1998.
MARIZ, VASCO. A Canção Brasileira. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira. 1985.
PASSOS, Claribalte. Vultos e Temas da Música Brasileira. Rio de Janeiro: Paralelo. 1972.
ALENCAR, Edigar de. O carnaval carioca através da música, 2 vols. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. 1965.
TINHORÃO, José Ramos.Pequena história da música popular. São Paulo: Art. 1991.
ANDRADE, Mario de. Aspectos da Música Brasileira. São Paulo: Livraria Martins Editora. 1965.
DIDIER, Carlos. Nássara – Passado a limpo. Rio de Janeiro: Editora José Olympio. 2010.
SANTA CRUZ, Maria Aurea. A Musa sem máscara. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1992.
MARTINS, J.B. Antropologia da Música Brasileira. São Paulo: Editora Obelisco. 1978.
CALDAS, Waldenyr. Iniciação à Música Popular Brasileira. São Paulo: Editora Ática. 1989.
CABRAL, Sérgio. Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Lazuli Editora. 2011.
BARBOSA, Valdinha. DEVOS, Anne Marie. Radames Gnattali – O Eterno Experimentador. Rio de Janeiro: Funarte. 1985.
TINHORÃO, José Ramos. Pequena história da música popular: da modinha ao Tropicalismo. São Paulo: Art Editora. 1986.
TINHORÃO, José Ramos. Música Popular: um tema em debate. São Paulo: Editora 34. 1997.
CABRAL, Sérgio. Pixinguinha. Vida e Obra. Rio de Janeiro: Lumiar Editora. 1997.
MPB COMPOSITORES – Você e a MPB. Contém biografias, fotos, discografias e CDs. 41 CDs e 40 fascículos. Editora Globo.
OS GRANDES SAMBAS DA HISTÓRIA. Contém biografias, fotos, discografias e CDs. Editora Globo e BMG gravadora.
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• Visite os posts CANTORES DO RÁDIO e BRAGUINHA 90 anos 90, em ALMANAQUE QUALQUER NOTA, vol 1 e vol.2.
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Carlos Alberto Ferreira Braga, o Braguinha, ao comemorar 90 anos:
– A vida gosta de quem gosta dela.
Braguinha morreu em 24/12/2006, aos 99 anos.
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O CD “CadaUmComSeuCadaUm pode ser ouvido: Youtube Music, Spotify, Deezer, Apple Music.
Dona Perua é muito chique chique, chique, chique chique, chique, chique mas dá chilique no coração quando encontra o seu pavão mas dá chilique no coração quando encontra o seu pavão
Seu pavão é um bicho exibido não há móde ele passar despercebido
Quando ele empina abre as asas é um leque colorido aí que, dona perua dá chilique
Chilique chique chilique chique quando encontra o seu pavão
Chilique chique chilique chique é um tac-tic lá no coração
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Eu tinha que levar minha música diretamente àqueles que ignoravam totalmente o Nordeste. O objetivo era cantar para os barriga- verde, os gaúchos, os caipiras, os cariocas. – Luiz Gonzaga.
Deus me deu o dom de falar, com a minha própria linguagem, despreocupado, sem medo de errar, porque o povo já sabe que eu não sou intelectual, então eu mando brasa.
Não é preciso que a gente fale em miséria, em morrer de fome. Eu sempre tive o cuidado de evitar essas coisas. É preciso que a gente fale do povo exaltando o seu espírito, contando como ele vive nas horas de lazer, nas festas, nas alegrias e nas tristezas. Quando faço um protesto, chamo a atenção das autoridades para os problemas, para o descaso do poder público, mas quando falo do povo nordestino não posso deixar de dizer que ele é alegre, espirituoso, brincalhão. Eu sempre procurei exaltar o matuto, o caboclo nordestino, pelo seu lado heroico. Nunca usei a miséria desvinculada da alegria.
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Luiz Gonzaga, Gal Costa e Joana
No meio do meu público, tinha Caetano, tinha Gil, tinha muito cantor doido por aí, famoso hoje, que já mudou de roupa várias vezes, alguns hoje são até roqueiros, mas mesmo como roqueiros continuam afirmando que Luiz Gonzaga foi influência.
OBS: Grande parte desse material não se encontra mais nas livrarias. Mas, contando com a sorte, pode ser encontrado nos sebos e/ou espalhados pela NET.
DREYFUS, Dominique. Vida do Viajante: A Saga de Luiz Gonzaga. São Paulo: Editora 34. 1996.
SANTOS, José Farias dos. Luiz Gonzaga: A música como expressão do Nordeste São Paulo: IBRASA. .2004.
MARIZ, VASCO.A Canção Brasileira. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira. 1985.
SOUZA, Tarik de. ANDREATO, Elifas. Rostos e Gostos da Música Popular Brasileira. Porto Alegre: L&PM Editores. 1979.
PASSOS, Claribalte. Vultos e Temas da Música Brasileira. Rio de Janeiro: Paralelo. 1972.
TINHORÃO, José Ramos. Pequena história da música popular. São Paulo: Art. 1991.
ANDRADE, Mario de. Aspectos da Música Brasileira,São Paulo: Livraria Martins Editora. 1965.
SANTA CRUZ, Maria Aurea. A Musa sem máscara. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1992.
MARCELO, Carlos. RODRIGUES, Rosualdo. O fole roncou! Uma história do forró. Rio de Janeiro: Zahar Editora. 2012.
SEVERIANO, Jairo. MELLO, Zuza Homem de. A Canção no tempo. 85 anos de músicas brasileiras. Vol. 2: . 0op—ok1958-1985. São Paulo: Editora 34. 1998.
MARTINS, J.B.Antropologia da Música Brasileira. São Paulo: Editora Obelisco. 1978.
BARBOSA, Valdinha. DEVOS, Anne Marie. Radames Gnattali. O Eterno Experimentador. Rio de Janeiro: Funarte. 1985.
NAPOLITANO, Marcos. A Síncope das Idéias. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo.2007.
MPB COMPOSITORES – Você e a MPB. Contém biografias, fotos, discografias e CDs. 41 CDs e 40 fascículos. Editora Globo.
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SONGBOOKS & PARTITURAS:
CHEDIAK, Almir. Luiz Gonzaga– Songbook Vol. 1 e 2 – Coordenação Ricardo Gilly: São Paulo: Irmãos Vitale. 2013.
O Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB) é uma organização sem fins lucrativos sediada em Niterói – RJ que é voltada para a pesquisa, preservação e promoção da Música Popular Brasileira. Sua missão consiste em documentar, catalogar e divulgar o acervo musical brasileiro, passado e presente, através da manutenção e atualização de um banco de dados virtual. O resultado é um dos maiores arquivos online de informações, sons e imagens da discografia brasileira, disponível na internet para consultas gratuitas. Fundado em 2006, o IMMuB conseguiu mapear e catalogar mais de 82 mil discos produzidos no país. Isto equivale a aproximadamente 580mil fonogramas, reunindo mais de 91 mil compositores e intérpretes. Fruto de 25 anos de pesquisa, a catalogação abrange toda a história da música brasileira, desde a primeira gravação em 1902 até os lançamentos mais recentes. O acervo segue em constante expansão, recebendo centenas de discos, capas e músicas mensalmente. Assista Tárik de Souza falando sobre o iMMuB : https://www.youtube.com/watch?v=sQzDs58CAp0
“Quero ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito seu povo, o sertão, que cantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes, os valentes, os covardes, o amor.“
Foi muito importante para mim, para minha vida musical, por causa do ritmo, do
balanço que ele tem, a maneira de dividir as frases.
Quando ele estorou aqui no sul com Sebastiana e gritava, y, a, e,i ,o, u…
Eu era garoto eu ficava impressionado, com o molho, ritmo, balanço, com a divisão do Jackson do Pandeiro e com a música do Beethoven que minha mãe tocava no piano – A Sonata ao luar – Pour Elise.
Um dia Pichu e eu, começamos a brincar com a primeira parte do Pour Elise, pensando como se fosse uma música de carnaval ( cantarolou… la,la,la,la,la,la…) e Beethoven morreu em 1827– e a música está ai até hoje, tocando nos caminhões de gás.
E aí a gente fez o refrão em cima de uma brincadeira, em cima de uma coisa que eu pensava muito, quando garoto que era falar sopasopasopa e ficar ao contrário passo – e virar sopa.
Aí fizemos o refrão e a Dona Elisa é Pour Elise e quando ela cai no frevo, não é sopa não. É lisa, É lisa.
“Eu tenho um balanço meio chatinho que serve para toda época. A turma se liga porque, a não ser samba-canção, pego de todo lado, de frevo à música de terreiro. Música que tem balanço, no Brasil, faço todas elas. E o coco é o pai do negócio”. – Jackson do Pandeiro.
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• BIOGRAFIA INDICADA: MOURA, Fernando. VICENTE, Antônio. Jackson do Pandeiro. O Rei do Ritmo. São Paulo: Editora 34. 2001.
“Jackson era uma unanimidade. Tocava qualquer coisa. Se você chegar no Rio de Janeiro, tem bons ritmistas nascidos lá. Mas se pedir pra tocar um pandeiro de frevo, ninguém sabe. Jackson tinha o conhecimento de toda essa cultura e mais aquilo que se fazia no Rio. A coisa do samba com ele, era brincadeira… O Jackson ´considerado por todas as pessoas do meio de música, os grandes músicos, os grandes ritmistas, como o maior ritmista brasileiro de todos os tempos.” – Paulinho da Viola.
“O genial Jackson do Pandeiro marcou a música brasileira e revolucionou seu gingado”. – Gilberto Gil
“Eu boto todo o volume dentro da casa. Pra cantar isso” – Zeca Pagodinho, sobre “Como tem Zé na Paraíba“.
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“O João Gilberto, eu acho ele um cara fabuloso, viu? Inclusive, ele dá opinião sobre mim. (…) Eu considero João Gilberto uma das glórias da música brasileira.(…) Ele tem uma puxada de corda que me agrada e cantando, também, eu gosto…”.
“Acredito que Jackson foi o mais tropicalista de todos os compositores de nossa MPB, porque não tinha medo das informações externas, e embora conhecesse muita coisa de música estrangeira, via sempre uma predominância de música brasileira sobre as outras. Para ele, o coco era uma espécie de célula-mãe de todos os outros ritmos. Acho o maior barato um paraibano pensar numa coisa grandiosa desse tipo”– Gilberto Gil
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“Música brasileira, de um modo geral, faz tempo que não ouço. Às vezes até me esqueço, como cantar, porque não tem lugar para trabalhar, né? É difícil até viajar para o interior: não há contrato para ninguém. Tudo isso por conta da invasão da musica estrangeira. Isso não pode continuar assim. Tem tanto artista passando fome…A imprensa deveria fazer campanha para que a música brasileira volte a ser ouvida, para que os músicos voltem a ter emprego”. Jackson do Pandeiro
Sua travessia é um abraço na humanidade e um brado retumbando que a humanidade somos nós.
Cinco continentes.
Cinco amigos.
Cinco irmãos.
“Meu Yauretê Pixuna, minha onça verdadeira. Você é o rei da floresta, da mata brasileira. Meu taquaraçu de espinho, meu carioca mineiro. Meu amor e meu carinho, uirapurú verdadeiro. O amador de passarinho”. Tom Jobim
Cinco Irmãos, por Margareth Darezzo
Era uma vez
um, dois, três, quatro, cinco irmãos
e cada um tinha seu juízo
E cada um era do seu jeito
e cada um era um coração
Eram cinco amigos
felizes cada um com seu cada um
E “era uma vez” voou
o tempo passou, é nossa vez
que tal os cinco continentes
cinco amigos, vindos lá do amor?
“A” maior, que nem os cinco irmãos
Os seus direitos e as suas opiniões
suas ideias e pensamentos
eram conceitos sem pré-conceitos
dos sentimentos sobrava amor
Eram cinco amigos
e cada um dono do seu coração
E “era uma vez” voou
o tempo passou, é nossa vez
que tal os cinco continentes
cinco amigos, vindos lá do amor?
“A” maior, que nem os cinco irmãos
Era uma vez
um, dois, três, quatro, cinco irmãos
e cada um tinha seu juízo
e cada um era do seu jeito
e cada um era um coração
Eram cinco amigos
felizes cada um com seu cada um
eram cinco amigos
e cada um dono do seu coração
eram cinco amigos
felizes cada um com seu cada um
e cada um dono do seu coração
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Bituquinha
“Se tem uma coisa que me rege é a minha paixão pelas crianças. Quando eu vejo o olhar de uma criança, fico todo feliz. “. Milton Nascimento
Bituca
” Você foi chegando, humilde e tomou conta do meu corpo para sempre. Encheu meus dias de beleza e razão para viver”. Lília Silva Campos, mãe de Milton Nascimento. MARAVILHA:http://Dona Lilia e Seu Josino falam de Milton Nascimento
Atuou como crooner do conjunto W‘s Boys – letras iniciais dos nomes de seus integrantes – Wagner Tiso, Waltinho, Wilson e Wanderley (o que o levou a apresentar-se como “Wilton”). Antes do Milton se aventurar pelo Rio de Janeiro, ele gravou um compacto simples com a música BARULHO DE TREM com o grupo HOLLYDAY, primeiro registro fonográfico de uma música de sua autoria: https://www.youtube.com/watch?v=UcSxzUO5v_0
Milton Nascimento cantou com muitos amigos de todo o mundo, muitas tendências musicais. Tom Jobim, Elis Regina, Herbie Hancock, Pena Branca e Xavantinho, Jon Anderson, Gilberto Gil, Wayne Shorter, Rita Lee, Povos da Floresta, Peter Gabriel, Chico Buarque, James Taylor, Mercedes Sosa, Nana Caymmi, Caetano Veloso.
Amigo é coisa pra se guardar, do lado esquerdo do peito.
“Como um patrimônio do Brasil, o valor cultural do Milton não pode ser medido apenas em termos comerciais. o tesouro do Milton pode ser repartido de maneiras ainda não imaginadas”. – Wayne Shorter .
“Suas melodias são extraordinárias. Elas são únicas. Milton Nascimento é provavelmente o maior compositor brasileiro pós Jobim/Gilberto” Paul Simon. : https://www.youtube.com/watch?v=xaaS7cZkY4M
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“Correndo na frente do tempo, acima do que ficou combinado, sempre muito mais do que poderia se imaginar, o som do Milton, inquieto e aflito, com a certeza calada de quem está firme nos pés apesar de todas as dores.” – Edu Lobo
“Você faz uma música que parece de criança e aí é uma complicação danada” – Wayne Shorter.
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Milton Nascimento com Hancock.
“Milton é um compositor brilhante, ele tem uma das vozes mais incríveis que eu já ouvi. suas melodias têm uma simplicidade, que vão direto ao centro do seu coração.” Herbie Hancock.
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“A coisa que eu mais acredito na vida, além da amizade, é na música. Quando eu faço um amigo, quero que seja para sempre. A não ser que ele não queira. Por mim, não acaba.”
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“ O compositor invulgar é o único que poderá reagir dentro da sua época e do seu meio à vertigem exagerada do progresso, à fatalidade das tendências e ao delírio das modas, olhando reto, raciocinando justo e agindo rápido, obedecendo às leis lógicas que o destino lhe deu para universalizar os pensamentos humanos” – Heitor Villa-Lobos.
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A lua girou, traçou no céu um compasso. Eu bem queria fazer, um travesseiro dos seus braços.
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Toda vez que a bruxa me assombra, o menino me da a mão.
““A palavra inventivo não o define tão bem como a palavra original, e ele é, sozinho, um movimento.” Caetano Veloso
1970 – Os Deuses e os Mortos Foi indicado ao Urso de Ouro em Berlin e premiado em sete categorias no Festival de Cinema de Brasília, incluindo melhor filme, direção, ator, atriz, cenografia, fotografia e trilha sonora de Milton Nascimento.
1980 – Música para Sempre
1982 – O Viajante e Fritz Carraldo- filme mais famoso e elogiado do diretor alemão Werner Herzog. Rodado inteiramente na Amazônia. Milton participou do filme como Blackman At Opera House .
1984 – Noites do Sertão – Filme de Carlos Alberto Prates Correia – Elenco Débora Bloch, Tony Ramos, Cristiane Aché, Carlos Kroeber, Carlos Wilson, Sura Berditchenshy e Milton Nascimento.
DOCUMENTÁRIO “Sobre Amigos e Canções” que conta a história do movimento musical mineiro Clube da Esquina. Produzido como trabalho final do curso de Jornalismo da PUC-SP, o filme superou expectativas e foi exibido na TV Cultura e em diversos festivais e mostras. As diretoras entrevistaram e acompanharam, durante todo um ano, músicos como Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Wagner Tiso, Toninho Horta e outros. Além das histórias contadas pelos protagonistas do movimento, o documentário é recheado com um material de pesquisa rico em imagens históricas. Direção e Roteiro: Bel Mercês e Leticia Gimenez Edição: Thais Cortez Apoio: TV PUC / TV Cultura. https://www.youtube.com/watch?v=SACaczm6gA4
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“Milton Nascimento é o maior artista da música de minha geração. Catolicismo mineiro, DNA africano, Milton desceu o vale do Missisipi e subiu os Andes com seus acordes e ritmos cheios de milagre e surpresa. Criou uma escola definida, formou legião de gênios, encantou os gênios do grande mundo e manteve tudo onde o oculto do mistério se escondeu”. Caetano Veloso
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Se eu cantar não chore não, é só poesia
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Discreto, Milton foi se fazendo famoso sem nunca colocar a carapuça de rei. Dorival Caymmi
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BIBLIOGRAFIA
OBS: Grande parte desse material não se encontra mais nas livrarias. Mas, contando com a sorte, pode ser encontrado nos sebos e/ou espalhados pela NET.
SOUZA, Tarik. MPBambas: História e memórias da canção brasileira. São Paulo: Kuarup Produções Ltda. 2016.
Dolores, Maria. Biografia. Travessia: A Vida De Milton Nascimento. 2006. Editora RCB.
Borges, Márcio. Os Sonhos Não Envelhecem: Histórias do Clube da Esquina. 1996. Editorial Geração. Postfácio: Milton Nascimento.
VELOSO, Caetano. O mundo não é chato. São Paulo: Companhia das Letras. 2005.
SOUZA, Tarik de. ANDREATO, Elifas. Rostos e Gostos da Música Popular Brasileira. Porto Alegre: L&PM Editores. 1979.
SEVERIANO, Jairo. MELLO, Zuza Homem de. A Canção no tempo. 85 anos de músicas brasileiras. Vol.2: 1958-1985. São Paulo: Editora 34. 1998.
EICHBAUER, Hélio. [Currículo]. Enviado pelo artista em 24 de abril de 2011. Show: Milton e Caetano – 2005
MARTINS, J.B. Antropologia da Música Brasileira. São Paulo: Editora Obelisco. 1978.
SANTA CRUZ, Maria Aurea. A Musa sem máscara. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1992.
REIS, Aquiles Rique. O gogó de Aquiles. São Paulo: A Girafa Editora. 2004.
MARIZ, VASCO. A Canção Brasileira. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira. 1985.
PASSOS, Claribalte. Vultos e Temas da Música Brasileira. Rio de Janeiro: Paralelo. 1972.
ANDRADE, Mario de. Aspectos da Música Brasileira. São Paulo: Livraria Martins Editora. 1965.
BARBOSA, Valdinha. DEVOS, Anne Marie. Radames Gnattali. O Eterno Experimentador. Rio de Janeiro: Funarte. 1985.
OS GRANDES SAMBAS DA HISTÓRIA. Contém biografias, fotos, discografias e CDs. Editora Globo e BMG gravadora.
MPB COMPOSITORES – Você e a MPB. Contém biografias, fotos, discografias e CDs. 41 CDs e 40 fascículos. Editora Globo.
“De tudo se faz canção”.
SONGBOOKS & PARTITURAS:
SongBook Milton Nascimento – Por Wilson Lopes: produzido por Barral Lima – Belo Horizonte (MG): Editora Neutra. 2015.
• Não deixe de visitar o acervo Milton Nascimento (Tudo sobre Milton Nascimento) : http://portal.jobim.org/pt/acervos-digitais/milton-nascimento O Acervo de Milton Nascimento encontra-se disponibilizado no INSTITUTO ANTONIO CARLOS JOBIM.
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O Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB) é
uma organização sem fins lucrativos sediada em Niterói – RJ que é
voltada para a pesquisa, preservação e promoção da Música Popular
Brasileira. Sua missão consiste em documentar, catalogar e divulgar o
acervo musical brasileiro, passado e presente, através da manutenção e
atualização de um banco de dados virtual. O resultado é um dos maiores
arquivos online de informações, sons e imagens da discografia
brasileira, disponível na internet para consultas gratuitas.
Fundado em 2006, o IMMuB conseguiu mapear e catalogar
mais de 82 mil discos produzidos no país. Isto equivale a
aproximadamente 580mil fonogramas, reunindo mais de 91 mil compositores e
intérpretes. Fruto de 25 anos de pesquisa, a catalogação abrange toda a
história da música brasileira, desde a primeira gravação em 1902 até os
lançamentos mais recentes. O acervo segue em constante expansão,
recebendo centenas de discos, capas e músicas mensalmente. https://immub.org/p/o-instituto.
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“Nunca encontrei ninguém que tivesse por ele um sentimento amargo.” Dorival Caymmi.
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Os sons são todos tão seus, como um presente de Deus.
“Se Deus cantasse seria com a voz do Milton” – Elis Regina
À João Pernambuco (1883 – 1947) e Catulo da Paixão Cearense (1863 – 1946)
João Pernambuco
Por Lula Barbosa e Maria Clara Novais
Olê olê, olê olá viola ali, viola lá olê olê, olê olá folia ali, folia lá
Ê viola cantadêra, passapé rasqueado é modão, cururu recortado
Ê viola, cantadêra de moda é reisado matuto no meu coração
A viola chegou, abre a roda é toada é cateretê chamamé, é um canto chorado cipó preto, é só escolher
Quando encontra com seu violão não há, ó gente, ó gente, ó não
Ê viola cantadêra, passapé, rasqueado é modão, cururu recortado
Ê viola, cantadêra de moda é reisado matuto no meu coração
Ê viola, madeira de pinho já foi arve que nóis derribô suas corda são os passarinho a cantá o que ela escuitô Quando encontra com seu violão não há, ó gente, ó gente, ó não Ê viola cantadêra cantadêra de moda é reisado no meu coração
Catulo da Paixão Cearense
JOÃO PERNAMBUCO
“Bach não se envergonharia de assinar seus estudos”. Villa-Lobos, referindo-se a João Pernambuco.
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BIOGRAFIA INDICADA: João Pernambuco, arte de um povo. José de Souza Leal e Artur Luiz Barbosa. Rio de Janeiro: Edição Funarte. 1982.
O célebre Agustin “Mangoré” Barrios (de moustache e polâinas), autor de La Catedral (clássico do violão), entre os violonistas João Pernambuco e Quincas Laranjeira, no Cavaquinho de Ouro, atual Rua da Carioca. De vez e quando, um índio de casaca aparecia por lá, pra fazer um sonzinho,
• ROBERTO CORRÊA. 2011. CD. Viola de Arame {Composições brasileiras}. Viola Corrêa. Brasília Brasil.
• ZÉ DO RANCHO. 1997. CD. Luar do Sertão. BMG. São Paulo Brasil.
• ZÉ DO RANCHO. 1966. LP. A viola do Zé. RCA. São Paulo Brasil. 10
O grande Miécio Caffé (repare a assinatura) me presenteou com essa caricatura de Inezita Barroso que a autografou numa mesa do antigo e saudosíssimo restaurante Parreirinha. Numa outra mesa, Jamelão jantava uma rã, prato clássico da casa que expunha os batráquios em sua vitrine. “Ê viola!”: https://www.youtube.com/watch?v=NuzgF4pRNGA
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CATULO DA PAIXÃO CEARENSE
“Escute / Eu sou o Catullo / E Catullo da Paixão Sou cearense no nome / Mas nasci no Maranhão”.
“Não tem a sua poesia a disciplina da arte dos homens: é forte, insubordinada como a própria natureza”. – Coelho Neto
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“Catullo, depois de seus livros de modinhas e lundús, redescobriu para seu uso próprio, a poesia regionalista, que procura imitar a dicção e o sentir do homem rural. Nessa imitação é que ele tornou-se um poeta admirável, certamente o maior criador de imagens da poesia brasileira”. – Mário de Andrade
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“Acompanhando-se ao violão e cantando uma das suas composições, Catullo é extraordinário, é arrebatador! Duvido que haja um coração insensível à sua arte. No seu gênero, foi o maior cantor do Brasil. ”– Villa-Lobos
escreveu a letra para a melodia de “Flor Amorosa”, composta em 1880 pelo flautista Joaquim Antônio Callado, o”pai dos chorões”, considerada o primeiro choro da história.
foi mestre da arte de fazer versos, de grande musicalidade, utilizando um vocabulário que vai do dialeto da língua nordestina aos clássicos da língua portuguesa, sintetizando o saber popular e o saber erudito.
Publicou dezenas de livros de poesia. Juntou a literatura clássica com a de cordel, popularizando seus versos durante o período da República no Rio de Janeiro.
“Com o Meu Sertão deu um livro pouco menos que genial. Quando Catullo brilha mais, quando atinge os fulgores verdadeiramente sublimes do estro dele, é nos momentos em que descreve a natureza, um sentimento ou um ser, especialmente — a mulher. Catullo não sabe pressupor. Conta tudo para ficar bem entendido pelo autor. É um fenômeno de cultura, de civilização. Mas eis que Catullo Cearense se bota comentando um sentimento, uma cabocla, surge, então, o vate admirável, analista bom, frase percuciente e sobretudo o espantoso criador de metáforas. Catulo Cearense foi sublime no Meu Sertão“. – Mário de Andrade
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Catulo utilizava nas suas letras um vocabulário rebuscado, cheio de preciosismos. Aos poucos, a partir dos anos 20, essa linguagem foi desaparecendo.
Templo Ideal
Albertino Pimentel e Catullo da Paixão Cearense
Olha estes céus, ó anjo, iluminados de corações sofrentes e magoados e o teu candor na tela cérula a brilhar, sob um trasflor de madrepérola de versos consagrados
Com camafeus, opalas e turquesas e as ametistas que tu exalas no falar com o éter da saudade, eterno marmor de sofrer um templo ideal eu vou te erguer
A teus pés terás a hiperdulia da poesia ave-maria dos meus ais! consagração do pranto deste santo coração virgíneo escrinio da ilusão
Ó, teus pés florei com os meus extremos que são fluídos crisântemos deste amor com que te amei mandei a minha dor soluçar num resplendor de diademar
Do coração de essências lacrimosas que eu marchetei de rimas dolorosas fiz um míssil espiritural que adiamantei filigranei com os alvos lírios destas lágrimas saudosas
O teu altar num pedestal de mágoas eu fiz das águas do Jordão do meu penar tens uma grinalda em tua fronte constelei das esmeraldas que por ti sonhei
Versos passionais meigas violetas, borboletas das ideías, orquídeas dos meus ais voai, saudosos, primorosos dulcorosos beija-flores dos tristores que eu lhe fiz dos amargores doces hóstias multicores e um túríbulo de dores cujo incenso é a inspiração
Com amor e pura santidade guardo o culto da saudade no meu coração
Eis o teu templo de aurorais fulgores que eu perfumei só com o ideal das flores arcanjos de ouro tendo às mãos ebúrneas liras e a teu pés cantando em coro sobre um trono de safiras
Nos pedestais dos róseos alabastros verás dois astros: Tasso e Dante a soluçar! sobre o teu altar e debruçado em áurea cruz meu coração numa explosão de luz!
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foi celebridade. Com seu inseparável violão, levou a música popular aos salões da nobreza na corte carioca – era amigo dos presidentes, políticos e empresários. Não só o povo humilde adorava Catulo, como também vários intelectuais e autoridades nacionais.
em 1914, por exemplo, o então presidente da República, marechal Hermes da Fonseca, convidou Catulo para ir ao palácio do Catete cantar suas modas. Lá, ele foi aplaudido de pé por muita gente poderosa.
foi a figura mais importante da cultura popular brasileira entre 1880 e 1940.
“Catulo Cearense é o mistério de uma raça desabrochando em beleza.” – Paulo Barreto (João do Rio)
foi um dos poucos poetas populares no Brasil que, em vida, recebeu todas as honras e uma adoração tão grande do povo. Isso porque ele usou e abusou de toda a sonoridade do sotaque nordestino e soube transmitir, em versos simples, a ingenuidade e a pureza do caboclo. Seus poemas e as letras de suas músicas cativaram a sensibilidade do povo.
“Catulo foi o escolhido da sorte, para arquivar, no coro dos povos que cantam, a voz do seu próprio povo. Roquette Pinto
“Na minha choça, teu escravo sou até… Tenho uma roça e uma casa de sapé… Foi para dar-te que a fiz. Aqui vivo por amar-te. Feliz… Nela contigo serei Mais que um rei!
Popularizou a seresta. Reverenciado por Villa-Lobos, Ruy Barbosa, Pixinguinha. Oferecia na sua palhoça, que ele chamava de “Palácio Choupanal”, feijoadas e saraus, fundamentais para a divulgação da nossa música popular.
“Catulo cantando uma de suas modinhas, é extraordinário! Recitando um de seus poemas é arrebatador ! – Afonso Arinos ( jurista, historiador e crítico brasileiro.)
“Catulo não quer, porém, que os seus frutos nasçam no jardim ou brilhem em vasos de porcelana: quer conservá-los no mato, envoltos nas folhas. A seiva para o fruto quem a dá é Deus. À árvore compete, apenas, dar forma ao pomo. Catulo tem toda a inspiração dos grandes e verdadeiros poetas; e como é sertanejo, vaza essa forte seiva nos rústicos moldes que lhe fornece o sertão”. Humberto de Campos
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Foi, provavelmente, o autor da letra da primeira música caipira de que se tem notícia no Brasil: “Cabocla di Caxangá”, gravada por Paulo Tapajós, em 1913.
• Em entrevista a Joel Silveira, nos idos de 1940, Catulo da Paixão Cearense declarou-se “Um sertanejo sem sertão”, ressaltando o mérito de saber descreve-lo muito bem, apesar de não conhecê – lo. Parte desse mérito ele deveria creditar ao violonista João Pernambuco, com quem conviveu por diversos anos, e que lhe forneceu, além de alguns temas musicais, um variado vocabulário sertanejo que usaria em seus versos. Um exemplo dessa colaboração é a composição de “Caboca de Caxangá”, que entrou para a história assinada apenas pelo poeta. Inspirado numa toada que João lhe mostrara e que teria melodia do violonista, composta sobre versos populares, Catulo escreveu extensa letra, impregnada de nomes de árvores (taquara, oiticica, embiruçu…) animais (urutau, coivara, jaçanã…), localidades (Jatobá, Cariri, Caxangá, Jaboatão…) e gírias do sertão nordestino, daí nascendo em 1913 a embolada “Caboca do Caxangá”, classificada no disco como batuque sertanejo. E nasceu para o sucesso, que se estenderia ao carnaval de 1914, para desgosto de Catulo, que achava depreciativo o uso da composição dos foliões. – Extraído do livro “A canção do tempo” – vol.1. De Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello. O grifo é nosso.
Catulo omitiu a parceria de João Pernambuco, assinando sozinho sua autoria, e de várias canções que tinham melodias de outros compositores.
Villa-Lobos, enfático sobre o plágio de Catulo, arranjou a mesma canção para voz e piano, e a incluiu em seu ciclo de Canções Típicas Brasileiras(1919–1935), tendo apenas ele mesmo creditado como autor!. Ouça, com a soprano americana Roberta Alexander com o pianista Alfred Heller (no CD Villa-Lobos: Songs).: https://www.youtube.com/watch?v=e7rquDWFKiA
é uma toada brasileira de grande popularidade, melodia de João Pernambuco e letra de Catulo da Paixão Cearense, considerada o “Hino Nacional Sertanejo”.
é uma das músicas brasileiras mais gravadas de todos os tempos, e conta atualmente com mais de 150 interpretações diferentes.
é melodia pura, emotiva, e versos simples, ingênuos exaltando o luar, e a vida no sertão.
sua autoria foi protagonista de uma das maiores polêmicas da história de nossa música popular. Historiadores e personalidades ligadas à música afirmavam que o tema tinha origem no coco – ritmo e dança da região Nordeste do Brasil, com influências dos batuques africanos e dos bailados indígenas – É do Maitá, ou Meu Engenho é do Humaitá, de autor anônimo.
Catulo, que se autodenominava “um sertanejo sem sertão”, pois sabia descreve-lo muito bem, apesar de não conhecê-lo, declarava que o Luar do Sertão era uma melodia nortista, “pertencente ao domínio folclórico”.
No menu principal, em ALMANAQUE QUALQUER NOTA – Vol 2. , no postLUAR DO SERTÃO, tem mais assunto e outras gravações, algumas surpreendentes.
Acho que a única coisa semelhante entre melodia de Luar do Sertão e a melodia desse coco é o ritmo da segunda parte, composto de quatro semínimas a cada tempo, mas, isso é próprio de qualquer coqueiro que dá coco. A melodia do refrão (não há, ó gente, ó não…) não tem nada parecido com nenhuma parte de É do Maitá. Pra mim a melodia é de João de Pernambuco. Catulo não fazia muita questão de revelar o nome de seus parceiros.
“Só tu és Brasil da cabeça aos pés e escreve para Brasil.” – Monteiro Lobato
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RASGA O CORAÇÃO:
• Villa -Lobos intitulou seu Choro Nº 10 de Rasga Coração e utilizou na sua composição a melodia do xoteYarade Anacleto de Medeiros, e não cita o nome do autor da belíssima melodia! composto por volta de 1896, gravada em 1907, e editada em 1912, com letra de Catulo passando-se a chamar Rasga o coração.
“Se a lua nasce Por detrás da verde mata Mais parece um sol de prata Prateando a solidão.”
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“Catulo da Paixão Cearense “é o maior lírico brasileiro de todos os tempos”. Mário de Andrade
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Do acervo de Edgard Poças
“Teu sorriso inspira a lira que afinei por teu falar”
Nacionalizador da nossa poesia, no que esta tem de menos importado, de menos estranho à nossa vida e à nossa paisagem sertaneja, em Catulo é o Brasil, que resiste à invasão das ideias e dos sentimentos alheios, a revelar-se em sua rudeza, em seu primitivismo, mas inteiramente nosso, sem os remendos de outras civilizações, contrárias, muitas vezes, à nossa índole e ao nosso destino. Classifiquem-no de rude, de bárbaro e de retardatário no tempo e no espaço, mas este é o Brasil natural, genuíno, brasileiro, do qual hão de ir nascendo, cheios de viço, de frescura e de originalidade, ideias e sentimentos, costumes e aspirações, toda uma civilização caracteristicamente nossa. – Recolhido de um jornal da época
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“O Brasil contemporâneo, o Brasil intelectual, ainda não se deu ao trabalho de ler e meditar a obra de Catulo Cearense, desse formidável poeta regional, que pode muito bem ser incorporado aos grandes poetas da sua geração. Creio que o seu nome só terá o devido esplendor e será suficientemente grande, depois que a morte lhe fechar os olhos.” – Júlio Dantas
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Ai quem me dera se eu morresse lá na serra, abraçado à minha terra, e dormindo de uma vez…
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BIBLIOGRAFIA:
Grande parte do material abaixo não se encontra mais nas livrarias. Alguma coisa ainda pode ser encontrada nos sebos e na NET.
LEAL, José de Souza. BARBOSA, Artur Luiz. João Pernambuco, arte de um povo. Rio de Janeiro: Funarte. 1982.
FRAZÃO, Francisco Adelino de Souza: Uma análise semiótica das canções , Ontem ao luar, Flor amorosa e Cabôca de Caxangá, de Catulo da Paixão Cearense”.
MORAES, Kleiton de Sousa. O lugar de quem fala ou sobre a autoria e o tempo – Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará, Brasil (Acompanhando a trajetória do modinheiro e poeta Catulo da Paixão Cearense, o artigo debate as estratégias mobilizadas pelo escritor a fim de tornar-se autor de sua obra e poeta de destaque no campo literário brasileiro da primeira metade do século XX.) : http://www.scielo.br/pdf/topoi/v19n39/2237-101X-topoi-19-39-53.pdf
CEARENSE, Catulo da Paixão. Meu Sertão. Rio de Janeiro. Bedeschi. 1936.
CORRÊA, Roberto N. A Arte de Pontear a viola. Brasília: Editora Viola Corrêa, 2000.
CALDAS, Waldenyr. O que é música Sertaneja. São Paulo: Brasiliense, 1999.
FERRETE, J. L. Capitão Furtado, Viola Caipira ou Sertaneja? Rio de Janeiro: Funarte, Instituto Nacional de Música, Divisão de Música Popular, 1985)
PINTO, João Paulo de Amaral. A viola de Tião Carreiro. 2008. 371 f. Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Artes. Campinas, SP. 2008.
…quando encontra com seu violão, não há, ó gente, ó gente, ó não!
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CALDAS, Waldenyr. O que é música Sertaneja. São Paulo: Brasiliense, 1999.
FERRETE, J. L. Capitão Furtado, Viola Caipira ou Sertaneja? Rio de Janeiro: Funarte, Instituto Nacional de Música, Divisão de Música Popular, 1985)
PINTO, João Paulo de Amaral. A viola de Tião Carreiro. 2008. 371 f. Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Artes. Campinas, SP. 2008.