Archive for janeiro, 2018

Schubert

quarta-feira, janeiro 31st, 2018
Franz Schubert (31 de janeiro de 1797 – 19 de novembro de 1828).

Que melodista.

Sua Ave Maria é um hit mundial.

Serenata (Ständchen) é um arraso. Minha mãe mandava bem no piano.

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Que o grande Franz Peter perdoe minha ousadia:

 

Serenata (Ständchen)

 

Olha no céu aquela estrela luz

Caindo no mar

Ouve a canção que  nasce de mim, tão só

À luz do luar

Vem pra mim, ó minha estrela

Traz o meu bem querer

Traz o meu bem querer

 

Vem pra  mim, ó minha amada

Ouve o teu trovador

Ouve o teu trovador

 

Ah! vem pra mim

Estrela luz da imensidão

Ah, vem meu amor

Iluminar meu coração

 

Olha no céu,

A estrela caiu feliz

Nas ondas do mar

Tudo me diz  que o tempo sorriu pra nós

Pra gente se amar

 

Vem pra mim, ó minha estrela

Traz o meu bem querer

Traz o meu bem querer

 

Vem pra  mim,

Ó minha amada

Ouve o teu trovador

Ouve o teu trovador

 

Qual a lua cor de prata

Faz o sol nascer

Minha música,  serenata

Serenata, serenata

Traz o meu bem querer

Traz o meu meu querer

 

Amor vem pra mim

Estrela luz  do azul sem fim

Amor!

Amor!

 Chitãozinho e Xororó, com a Orquestra Bachiana Filarmônica regida pelo maestro João Carlos Martins, do CD Chitãozinho e Xororó – 40 Anos • Sinfônico (Audio DVD), Som Livre, 2011.

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Jean William, com a Orquestra Bachiana Filarmônica regida pelo maestro João Carlos Martins, do CD Dois Atos, Dabliú Discos, 2014.

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P.S.: Ouca a Sonata para Arpeggione e Piano D. 8212.

Aula de melodia.

Franz Peter Schubert escreveu cerca de 600 canções, além de óperas, sinfonias e sonatas, entre outros trabalhos.

Morreu com 31 anos. Gênio.

 •

Dia Mundial do Mágico.

quarta-feira, janeiro 31st, 2018

Hoje é dia trinta e um de janeiro.

Viva o Mágico!

José Antonio Almeida e Edgard Poças

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De repente, um coelho da cartola!

A caixa vira bola,

A pomba vira lenço!

 

De repente, o truque troca o treco!

O vento faz a curva,

O fim vira começo!

 

De repente, Abracadabra!

E sai uma moeda do nariz!

Surpresa! Mágica!

E um sorriso feliz !

 

Respeitável público:-

Incrível! Fantástico! Extraordinário!

Num piscar de olhos,

Isso vira aquilo ao contrário!

 

Viva o Mágico!

Pirlimpimpim! Bambalalão!

Viva seu mundo brincalhão!

Viva!

Viva o mágico!

Viva a imaginação!

Dia da Saudade

terça-feira, janeiro 30th, 2018

Saudade é a presença da ausência.

Tristão de Ataíde –  1893 – 1983

Viva Antonio Carlos Jobim!

quinta-feira, janeiro 25th, 2018

Viva Tom Jobim!

25 de janeiro. Aniversário de São Paulo, e do maior compositor de música popular de todos os tempos! Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim!

 

Semibreves

• Wave

Era o tempo dos radinhos Spika, dos primeiros disk-jockeys e meu programa o que se chama hoje de maior jazz. Com uma vassoura velha de microfone eu mandava para o ar os grandes sucessos o Hit Parade da discoteca do meu pai. Mantovani, Percy Faith, Chuck Berry, Teddy Reno, Carlos Gardel, Sammy Davis Jr, Dean Martin, Angela Maria, Dorival Caymmi, Rosemary Clooney… O primeiro lugar vinha sendo dia-dia disputado pelo Frankie Layne, com Jezebel e Black Gold, pelo Roy Hamilton, com Ebb Tide e Unchained Melody, e pelos Diamonds com Little Darling, o estouro do ano.

“Oh little darling

Tchup tchu-ara

Tchup tchu-ara

Oh little darling

Oh oh oh oh”

A versão em português foi gravada pela Lana Bittencourt e tambem estourou, mas, do lado B, vinha uma canção pelo ar,

Se Todos Fossem Iguais a Você, de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, que ficou semanas no topo da parada.

E não mais que de repente veio Chega de Saudade e o disk-jockey deixou a rádio no ar, e partiu pra ser compositor.

 •

• Off-Key

Fotografou o som

com sua Rolleyflex

revelou-se a sua enorme inspiração.

 

• One Finger

Luiz Roberto Mello e Souza Oliveira, paulista do Leblon, músico e tomaníaco, numa visita ao Colégio Mello e Souza, no Rio de Janeiro, encontrou nos seus arquivos, o script de uma peça, representada pelos alunos.

O autor, não lembro quem era. No papel de Dr. Carrapatoso, o garoto Antonio Carlos Jobim. Aquele um.

 

• Meditação

Antonio

Carlos

Brasileiro

de

Almeida

Jobim

Antonio Carlos Planetário de Almeida Jobim

Tom Mixer.

 Outras notas, mas, a base é uma só.

#1. O grande Ronaldo Bôscoli, letrista de “Lobo Bôbo”, “Barquinho”, “Saudade Fez um Samba”, “Você”, e tantas outras da Bossa Nova, por pouco não foi o letrista de um certo tema que Tom Jobim mostrou, em primeira mão, pra ele. Chegou a fazer um esboço, mas foi seu cunhado Vinícius de Moraes, quem acabou escrevendo a letra de “Garota de Ipanema”

#2. Vinícius não acertou de cara na letra da Garota e quem quiser conhecer uma tentativa (Menina que Passa) leia “Antonio Carlos Jobim, uma Biografia”, de Sérgio Cabral, Ed. Lumiar. Tem também no Cancioneiro Jobim.

#3. Ronaldo Bôscoli reinvindicava que foi ele quem apresentou o Tom a Vinicius, do Lúcio Rangel e a história do Orfeu.

#4. Tom, Bôscoli e João Gilberto fizeram 2 músicas. Uma, ninguém lembra mais, e a outra,

Só a saudade assim, faz um dia a gente saber que o amor existe, sim.

Só um dia assim, faz a gente sentir que o amor chegou ao fim…,

ficou, segundo o maestro, um plágio de “Meditação”, também dele em parceria com Newton Mendonça.

#5. Ronaldo Bôscoli foi quem escreveu os versos para a introdução recitativa do “Desafinado”: Quando eu vou cantar você não deixa…

#6. Segundo ele, nas músicas de Tom, os nomes de mulher de mulher citados explícitamente não tem nada a ver. Ana Luiza, Lígia etc… todos esses nomes são códigos. Inclusive Ângela, que ele fez para o Roberto Carlos – o qual, aliás, estupidamente, a esnobou – é linda. Miéli e eu praticamente obrigamos o Rei a cantá-la num show – e ele finalmente a cantou, entre um e outro pot-pourri de seus sucessos.

#7. Bôscoli afirma que também colaborou em Luíza com sete cores, sete mil amores.

A resposta do Tom, e a confirmação dessas dicas, vocês encontram no livro Eles e Eu – Memórias de Ronaldo Bôscoli, por Luiz Carlos Maciel e Ângela Chaves, Editora Nova Fronteira.

#8. A música Corcovado, pra mim, a cara da bossa nova, ia começar dum jeito nada condizente com seus estatutos anti cubo das trevas (assim, Tom chamava as antigas boites onde ele tocava correndo atrás do aluguel) e que parecia um samba canção:

Um cigarro um violão…

Quem deu o toque, e Tom aceitou, foi o mago de Juazeiro, João Gilberto do Prado Pereira de Oliveira, e ficou assim:

Um cantinho e um violão…

#9. Tom nasceu em 25 de janeiro – aniversário de São Paulo, Chega de Saudade, com João Gilberto estourou em São Paulo, e, no início dos anos sessenta apresentava um programa de televisão na TV Paulista, canal 5! Acredite quem quiser! O programa chamava-se O Bom Tom e eu tive a felicidade de assistir vários deles. Lembro dos programas com João Gilberto, Luís Bonfá, Ronaldo Bôscoli. Jamais vou esquecer de Vinícius, Aloysio de Oliveira e Sylvia Telles, abraçados, dançando e cantando Eu preciso de você, como se fosse um canção, com o maestro soberano ao piano.

Como o sol precisa de um poente

Eu preciso de você

Só de você

Como toda orquestra de um regente

Eu preciso de você

Só de você…

É duro aceitar que não temos sequer um fotograma de O Bom Tom. Incrível é que o programa era o segundo lugar em audiência em São Paulo, perdendo apenas para o Cirquinho do Arrelia, no canal 7!

#10. Carinhoso.

LP (ou CD) do Século

Texto postado no site Clube do Tom em janeiro de 2000

Estamos nos aproximando da virada do século e pelo jeito que as coisas caminham o espaço pro genial está totalmente preenchido, visto que proliferam eleições e coleções dos melhores de tudo, em tudo que é assunto, e com um ano de antecedência.

É de se supor que ninguém mais acredita caber mais alguém nessa nau dos imortais que partiu (pra mim faz tempo), sabe-se lá para onde…

Nesta hipotenusa mental, como diria o grande Cyro Monteiro, já que estamos fechados para balanço, apresento o meu voto, que ninguém perguntou, diga-se, para o melhor CD ou LP deste século de musica popular:

Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim

Beleza, charme, técnica, afinação, repertório, execução, balanço, mixagem, sonoridade, harmonia, timbrística, delicadeza, discrição, amor pelo trabalho, profissionalismo, coração. Bossa.

O maior cantor de todos os tempos e o maior compositor da música popular.

Um telefonema, do próprio Frank, pro Bar Veloso, deu o chute inicial.

As gravações, com os belíssimos arranjos de Claus Ogerman, iniciaram dia 30 de janeiro de 1967 as 20 horas.

A formação da orquestra era de 10 violinos, 4 violas, 4 cellos, 3 flautas, trombone, contrabaixo, piano e 2 bateristas, um para as músicas americanas, e o Dom Um Romão para as brasileiras, que atendeu, a um pungente pedido do Tom : – Se você não vier, vou entrar por um cano que não tem tamanho!

É lógico que tinha violão, o violãozinho que o Astênio Claustro Fobim dizia não tocar bem, mas que era o mais bem colocado, mais suingado, preenchendo os espaços com elegância, sem malabarismos, o mais bonito de toda Bossa Nova.

(João Gilberto é outro assunto).

E os contracantos geniais, as “inner voices” que o nosso Maestro fazia magistralmente.

Ouçam o CD, que foi remixado, com mais algumas intervenções geniais, que não aparecem no LP. Por exemplo, a “baixaria “ que o Tom faz em I Concentrate on You enquanto o Frank está cantando, o final de Garota de Ipanema (aliás a melhor gravação desta), e outras mais.

A primeira música gravada foi Baubles, Bangles and Beads. Sinatra não gostou: – Preciso botar menos gelo nos meus drinques!

Mandaram o Tom cantar mais alto. Sinatra aconselhou :

– Abra o paletó, mostre o colete à prova de balas e cante.

Mataram às 20h e 45m, no setimo take.

A primeira música do Tom que o Frank gravou foi Dindi, que terminou lá pelas 23 horas com o comentário do “The Voice” :

– Porra, que beleza de canção!

Sinatra brincou com Ogerman e Tom sobre a delicadeza e suavidade dos arranjos : – Não canto assim desde que tive faringite !

Foram três noites de gravação, jantares e drinques, e o resultado foi eleito pela crítica americana como o àlbum do ano.

Para mim esses dois batutas produziram o tal biscoito fino, o melhor do século!

Quem quiser que mostre outro.

Como diria o sublime Baden Powell: – Encosta pra ver se dá!

O homem cordial e bondoso.

• E voltei pra minha nota

#10. Um dia, papeando com o maestro soberano contei a ele que minha mãe se formou em piano no Conservatório Dramático Musical de São Paulo, onde foi aluna de Mário de Andrade, em História da Música; ele abriu um sorriso e disse:- Que bom, Edgard, os paulistas são formidáveis e os Andrades (Oswald e Mário) são dois craques!

Aproveitei a chance, e brincando, falei, que ele estava devendo uma musica para São Paulo, afinal ele nasceu no dia 25 de janeiro. Ele disse que estava fazendo; aqui está ela:

#11. Apostaria todas minhas colcheias que o Prelúdio Nº3, para violão, de Heitor Villa-Lobos, foi motivo de inspiração para a maravilha que é Saudades do Brasil.

#12. O trisavô paterno do compositor, José Martins da Cruz Jobim, era natural de Jovim, Gondomar, Portugal. O sobrenome Jobim alude a essa localidade. Atão, ora pois: será que aí não tem a troca “B” pelo “V” e bice bersa, ó pá?

 

Viva o nosso Tom!

 Rei, que nem Pelé!

 Tom brasileiro!

 

Tom do Sertão.

quinta-feira, janeiro 25th, 2018

Uma homenagem ao imenso Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim e aos queridos amigos Chitãozinho e Xororó que gravaram, magnificamente o CD Tom do Sertão.

 

Voz: maestro Claudio Paladini

Paul Mounsey – Edgard Poças

Recitativo:

 

Gado miúdo, curral redondo

Não há quem conte, senão seu dono

 

Canto:

 

Lá, lá no coração

É lá onde a emoção

Onde o que fazer

Se não luar

Luar de amor

Do meu sertão

 

Ah, esse meu viver

Cantar esse  bem querer

Esse meu irmão

Essa canção que tem o tom

Tom do sertão

 

Quanto mais eu canto

Mais estou perto do sertão

Meu avarandado, o cantinho, o violão

Na asa do Jereba voa imaginação

Sertanejo é o tom que eu canto

 

Meu luar de prata, o pé de manjericão

Cheiro de saudade

Aconchego pé no chão

Passo Preto faz a sua casa no capão

Sertanejo é o tom que eu canto

 

Tão brasileiro

Sertanejo sim senhor

No cantar dos passarinhos

Nessa história de amor

Que invade nosso peito

Numa forma de oração

Esse é o tom

Tom do Sertão

 

 

Macintosh, a maçã tentadora.

quarta-feira, janeiro 24th, 2018

Hoje é dia de aniversário do MacIntosh que foi lançado no mercado em 24 de janeiro de 1984.

Devo muito a essa máquina revolucionária de nome derivado de uma certa espécie de maçã. Não resisti a tentação de dar uma mordidinha e até hoje estou no paraíso.

Seguem duas trilhas dos anos 80. A primeira executada por um Apple II  e a segunda, logo depois da mordidinha.

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Chevette

 

 

Anunciante: General Motors Trilha 45′

Filme: Box

Agencia: McCANN-ERICSON Produtora do filme: TVC

Composição: Edgard Poças

Seqüenciador e sampler desenvolvidos pioneiramente por Luiz Roberto Oliveira e o professor Guido Stolfi.

Músicos: ARP 2600  e Prophet 5 Regente: Apple IIe

Gravada em setembro de 1983 na Norte Magnético Premio Colunistas. Trilha do Ano

.

PS#1: Não existia o que hoje se chama sampler – nós tratávamos a gentil máquina de papagaio.

PS#2: Sampler é um equipamento que consegue armazenar sons (samples) de arquivos em formato WAV numa memória digital, e reproduzí-los posteriormente, um a um ou de forma conjunta se forem grupos, montando uma reprodução solo ou mesmo uma equivalente a uma banda completa. (Uma boa definição extraída da Wikipédia).

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Trilha para o filme Labirintos

Cliente: Construtora Diagrama.

Agencia: MCP Propaganda

Seqüenciador: Performer

Regente: Macintosh de Moraes

Intérprete: Oberheim Xpander

Gravada no estúdio Klaxon (fundos da minha casa) em novembro de 1988

Antes do McIntosh eu tinha um Apple II comprado no inicio dos anos 80. Poucas se falava em computador. Lembro do encantamento com que destrinchei o manual e os exercícios – aliás a  década foi dos manuais. Empolgadíssimo convidei uns amigos para assistir as primeiras gracinhas que a gente faz com as novidades, e encerrei o espetáculo com um programinha que gerava uma sequencia aleatória de numeros, simlesmente o máximo! Um dos presentes disparou com ar sério:

– Tudo bem,… mas o que voce vai fazer com isso?